terça-feira, fevereiro 18, 2014

A campanha continua - em coro a várias vozes

Desta vez (no sapo a partir do Expresso), 
é "bom exemplo"!


Portugal é hoje citado no estrangeiro "como um bom exemplo", graças à forma como a economia do país recuperou, considera o primeiro-ministro, que voltou a insistir na necessidade de um consenso político.

Notícias Relacionadas

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

As eleições para o Parlamento Europeu - 2


A propósito do ontem a"postado", imporstará acrescentar que o tal "estatuto único", que veio beneficiar materialmente os deputados portugueses no Parlamento Europeu, deixando de estar referidos aos salários e subsídios portugueses em Portugal. 
Mas não todos!, pois além dos comunistas terem sido os únicos a votar contra o tal "estatuto único", os que ainda podiam escolher - por já estarem lá antes do mandato da sua entrada em vigor  - optaram pelas condições anteriores, por uma questão de princípio e coerência. O que representou importante prejuízo para o PCP. 
Era bom que isto se soubesse - ou fosse dito - para se contrariar a "boca" de que... "são todos iguais"!
Entretanto, vamos começar a publicar dados estatísticos das anteriores eleições, e a comentá-los.

Mapa das votações de 1999, 2004 e 2009 em % e método Hondt

































Clicando sobre a tabela, vêem-se bem os resultados, ordenados por forma a determinarem-se os candidatos eleitos... mas disso falaremos em próximo "post". E se há que dizer!

A campanha em marcha

No sapo (vindo da Renascença):

O jornal "Financial Times" diz, na sua edição desta segunda-feira, que Portugal "é o herói-surpresa" da retoma na Zona Euro. O texto refere que o país está a conseguir dar a volta à crise, em grande parte devido ao sector do turismo e ao aumento das exportações.

O "milagre",
o "herói-surpresa",
o "bobo da corte"
para vir a ser a "estrela da campanha"!
Entretanto, a economia afunda-se
e a situação social vai-se degradando.
Espera-se por Maio? 
Mas, antes, não há Abril?!

domingo, fevereiro 16, 2014

As eleições para o Parlamento Europeu - 1


Aproximam-se as "eleições europeias". Serão a 25 de Maio, depois de um outro 25, o de Abril... e é preciso avisar toa a gente. Dos dois 25s. 
Vai ter de se falar de coisas a propósito dessas datas. De umas porque tem de ser, de outras porque não pode deixar de ser e também de muitas se procurará que não se fale. Pelo nosso lado, vamos falar!

Por exemplo, comentando informações como esta que vem na revista Visão. E que é útil, mas incompleta:



«Quanto recebe um deputado europeu
As eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para 25 de maio. 
Os partidos começam a escolher e a apresentar os seus candidatos. 
Mas quanto recebe, afinal, um deputado europeu?

SUBSÍDIOS E SUBVENÇÕES
  • Subsídio mensal: o vencimento bruto de um eurodeputado são €7.956,87; após imposto comunitário e contribuição para seguro, desce para €6.200,72, sobre os quais os Estados-membros podem aplicar impostos nacionais;
  • Subsídio "de estadia": são €304 para cobrir despesas (de alojamento e despesas conexas) por cada dia que os deputados compareçam em reuniões oficiais, desde que assinem um registo de presença. Pela comparência em reuniões fora da UE, recebem €152 (mais reembolso das despesas de alojamento).
  • Despesas de viagem: os deputados têm direito ao reembolso do custo das viagens para participar nas reuniões plenárias (em Bruxelas ou Estrasburgo) ou outras, decorrentes do exercício do cargo, mediante apresentação dos recibos ou a €0,50 por km (a que acrescem outras despesas de viagem), se a viagem for efetuada em automóvel privado.
  • Subsídios para despesas gerais: são €4.299 mensais, para "cobrir despesas no Estado-membro de eleição", como, por exemplo, os custos de gestão de um gabinete, telefone,  correio ou material informático;
  • Despesas com pessoal: os deputados podem escolher o seu staff e, para tal, têm disponível um máximo de €21.209 mensais, pagos diretamente aos colaboradores. Um quarto deste orçamento (no máximo) pode ser usado para pagar serviços, como a realização de estudos técnicos.
  • Escola Europeia: os filhos dos deputados têm acesso à Escola Europeia, que podem frequentar gratuitamente, com total equivalência ao sistema de ensino português.
  • Pensão: os antigos deputados têm direito a uma pensão de aposentação, ao atingirem 63 anos. A pensão ascende a 3,5% do subsídio por cada ano de mandato, até ao limite máximo de 70% do vencimento.
Eu vou, eu vou...
...para a Europa eu vou? Eis os nomes que já estão posicionados para a partida
  • PSD. O líder do PSD ainda não fechou a lista (que será conjunta com o CDS) e muito menos a publicitou, mas tudo indica a continuidade de Paulo Rangel à frente da "delegação".
  • PS. António José Seguro só deverá apresentar os seus candidatos em março (depois dos congressos do PSD e do Partido Socialista Europeu). Francisco Assis parece ser o mais bem posicionado para encabeçar a lista.
  • BE. A lista de candidatos foi conhecida após a Conferência Nacional do próximo fim de semana. Marisa Matias tentará regressar a Bruxelas, à frente da lista do Bloco.
  • CDU. João Ferreira vai encabeçar a lista da coligação PCP/PEV, mantendo, no entanto, a sua vida dupla, dividida entre o Parlamento Europeu (foi eleito em 2009) e a Câmara de Lisboa (é vereador sem pelouros desde outubro).
  • CDS. Nuno Melo é o n.° 1 do CDS às europeias, desconhecendo-se, contudo, o lugar que ocupará na lista PSD/CDS. De acordo com o método de Hondt (respeitado na coligação europeia de 2004) cabem ao CDS o quarto e o nono lugar da lista. Outro posicionamento será resultado de negociação entre Passos Coelho e Paulo Portas.
  • Livre. Se o Tribunal Contitucional aprovar a tempo a constituição do novo partido, Rui Tavares deverá ser o seu cabeça de lista. Eleito, regressaria ao cargo que desempenha desde 2009 (primeiro pelo BE, depois como independente, no Grupo dos Verdes).
  • MPT. O ex-bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, apresenta-se pelo Partido da Terra, movimento que nunca conseguiu colocar ninguém em Bruxelas/Estrasburgo.
  • PND. Depois de ter sido vereador em Serpa e candidato autárquico a Sintra, Nicolau Breyner tem surgido, na imprensa, como o rosto do PND às europeias. Breyner diz apoiar o PND, mas não como candidato. O PND prefere não comentar.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/quanto-recebe-um-deputado-europeu=f769645#ixzz2tTx1J9hE»

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Entre as muitas coisas a dizer, algumas podem referir-se a estas escolhas de candidatos e a motivações. 
Diferente de quando por lá andei, ter-se-á perdido um princípio que considerava fundamental e por que muito me bati: a ligação do subsídio mensal à hierarquia salarial dos países de origem dos deputados, o que se concretizava sendo iguais os subsídios mensais no PE aos dos deputados dos respectivos parlamentos nacionais. Criava desigualdades entre os deputados? Ah! pois criava, mas ligava os deputados, nem que fosse só por isso, a quem os elegera e que representavam. 
Outra coisa a dizer está ligada com a anterior. As motivações dos candidatos a candidatos são necessariamente diferentes. Deve sublinhar-se, que os candidatos comunistas nas listas da CDU têm, estatutariamente, o princípio (e a prática) de, qualquer a eleição, não beneficiarem nem serem prejudicados materialmente por essa representação para que são mandatados pelo voto.
De mais coisas falarei. A propósito... 

Para este domingo e para não se dizer que (aqui) não se falou de Miró

Com este texto (de antologia)... fica dito! 

Edição Nº2098  -  13-2-2014

Miró, os cães e a lua

Quando estoirou o que talvez possa designar-se «o escândalo Miró», lembrei-me de um quadro do pintor catalão que há muitos anos olhei, é claro que apenas em reprodução, e que então me pareceu especialmente tocante, talvez por se situar na intercepção do fascínio estético com uma sugestão melancólica. O quadro não faz parte das oitenta e cinco obras que na passada semana vulgarizaram o nome do pintor no âmbito da comunicação social portuguesa, habita o Museu de Arte Moderna de Filadélfia (que decerto nunca planeou vendê-lo em hasta pública e, pelo contrário, o guarda como um tesouro que de facto é) e, como é normal, tem um título: «Cão ladrando à Lua». Não me parece que tenha sido o título que me levou a recordá-lo agora, mas admito que possa ter havido uma relação não consciente entre as palavras do título e o conjunto de latidos e rosnidos que a abortada venda na Christie’s suscitou. É que, como se sabe, a oposição de sectores e personalidades da vida portuguesa à tentada transacção desencadeou um conjunto de protestos por parte dos que, sim, queriam e ainda querem trocar por um punhado de euros a única grande colecção de pintura de um autor moderno que quase por acaso chegou às mãos do Estado português, isto é, do País. E esses protestos, por vezes formulados por criaturas que se mantiveram indiferentes à compra por muitíssimo mais dinheiro de dois submarinos de baixíssimo valor estético e duvidosa utilidade operacional, pareceram-me muitas vezes constituir um coro de ladridos, comparação a que me atrevo sem qualquer propósito de ofender mas que se me afigura adequada por uma ou duas presumíveis razões: porque em parte terão partido de quem se preocupa prioritariamente com a preservação do osso que lhe coube e/ou por quem olha a obra de arte, sobretudo a obra de arte do último século, de longe e sem entender o seu fascínio. Como o cão de Miró parece olhar a lua distante a brilhar na negrura da noite.
Todo o mal fosse esse!
A actuação do Governo neste caso foi preciosa como ilustração de algumas das suas mais interessantes características: ignorância e fastio perante os valores culturais, arrogância e persistência no erro, recusa de assumir responsabilidades pelos abusos cometidos, inescrúpulo conducente à prática de ilegalidades que tribunais formalmente identificam e denunciam, tentativas para endossar para outros a autoria dos disparates e péssimas acções que comete. Tudo isto desfilou na TV perante os nossos olhos indignados, talvez por vezes também um pouco divertidos quando a incompetência e a desvergonha se trajaram de ridículo. Entretanto e à margem da polémica central, aconteceram pormenores de algum modo saborosos que seria desperdício deixar passar completamente em claro. Por exemplo, quando o senhor Presidente da República foi perguntado sobre o caso por um grupo de jornalistas que, como de costume, o assediou à saída ou à entrada de uma cerimónia oficial. No muito peculiar estilo a que nos habituou, o senhor Presidente respondeu que não ia responder, ou mais exactamente, que não ia dar qualquer opinião porque a questão havia sido «utilizada como arma de arremesso» na luta política entre os partidos e ele por aí não se mete. Decerto por distracção, o PR não se deu então conta de que, precisamente, acabara de dar opinião, e opinião impregnada de opção política e partidária em favor do Governo: naquele mesmo momento partilhara o argumento de que as oposições haviam utilizado o Caso Miró para atacarem o executivo que apenas praticara um inocente e necessário acto de gestão. Com muito respeito e a devida vénia, atrevo-me a adaptar à situação um velho provérbio popular: mais depressa se apanha um distraído do que um coxo. Mas não há que mostrar uma eventual surpresa: já se sabe que o senhor Presidente não é especialmente vocacionado para a expressão verbal e de improviso, que é homem mais dos silêncios fecundos do que das frases e dos gestos. Paciência, é claro, não se pode ter tudo, além de que essa fragilidade não é grave. Ou, dizendo-o de outro modo: todo o mal fosse esse!



Correia da Fonseca

Para ler (ou reler) e ver neste domingo

sábado, fevereiro 15, 2014

avante! 83 anos, hoje!


A saúde na Bolsa (ou o negócio da doença)



 - Edição Nº2098  -  13-2-2014



Um negócio que respira saúde
Em versão mais pindérica do que o cenário montado em Wall Street sempre que uma nova empresa dá entrada na mais importante bolsa de valores dos EUA, esta semana uma cerimónia idêntica teve lugar em Lisboa. Tocou-se o sino, bateu-se palmas, abriu-se garrafas de champanhe, deu-se abraços e entrevistas para assinalar a entrada em bolsa da Espírito Santo Saúde, empresa do Grupo do dito banqueiro e que é a primeira do sector da saúde a entrar no mercado de capitais em Portugal.
Risco? Nem pensar. Este é um negócio garantido!
O processo de destruição do serviço nacional de saúde está em marcha acelerada: prossegue o encerramento de extensões e centros de saúde e também de hospitais; milhões de utentes não têm neste momento médico de família; por todo o lado faltam profissionais, médicos e enfermeiros, mas também pensos, seringas, fraldas, camas, medicamentos e equipamentos dos mais diversos; os tempos de espera aumentam brutalmente com urgências a atingirem 15 e 16 horas de espera, já para não falar nos meses que é preciso aguardar por consultas e até anos, se falarmos de alguns exames ou cirurgias, sendo que alguns pacientes não chegam a ter qualquer tratamento, porque, pura e simplesmente, morreram entretanto.
É a «reforma da saúde» que está em curso, como têm sublinhado os ministros do sector desde Correia de Campos (PS) a Paulo Macedo (PSD/CDS) para não ir mais atrás. «Reformas» que envolvem simultaneamente o aumento dos custos com taxas moderadoras e a transferência directa de centenas de milhões de euros do Orçamento do Estado, por via de convenções diversas, para os grupos económicos que operam no sector. Cada consulta, cada acto médico feito no SNS passou a ter uma factura detalhada para que pese na consciência do cidadão o balúrdio que custa ao Estado.
E assim se transfere milhares de utentes para o sector privado, e assim se multiplica as oportunidades de negócio, e assim se acumula lucros fabulosos e assim se entra na bolsa de valores, esse verdadeiro coração do sistema capitalista a quem só a luta dos trabalhadores e dos povos poderá provocar um merecido enfarte.

Vasco Cardoso


Contas feitas...

... querem fazer da política uma questão de tabu(ada)s.
 Agora é o tabu da lista do PS às "europeias". Com muita genteinha a  fazer contas (em milhares de euros, claro) à vidinha.

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Dias de agora - José Casanova

(...)

E, agora, neste dia de agora, tomo um assunto que anda cá por dentro a morder-me o imo (entre muitos outros com a mesma origem).

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Em reunião do Comité Central do fim de 2013 foi decidida a saída do José Casanova de director do avante!, saída em que ele insistia há tempos, e a sua próxima substituição pelo camarada Manuel Rodrigues.

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Soube dessa mudança (e outras correlativas) pelo comunicado da reunião do CC, tive pena... mas não é de pesares que se faz a luta, o tempo (e as saúdes) dita razões inexoráveis, o camarada Manuel Rodrigues, por quem tenho “velha” amizade e muita consideração, não me merece quaisquer reservas (mentais ou outras).

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Como de costume meu (nem sempre possível de concretizar), antes de me deitar às 4ªs feiras já entradas pelas 5ªs feiras, passo os olhos pelo avante! on-line, leio umas coisas e, desde essa informação de mudança na direcção do nosso semanário, tenho espreitado o cabeçalho com o nome do director.

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Até à 4ª já 5ª 6 de Fevereiro, lá vinha – on-line – o Zé como director, e ao comprar o jornal na loja habitual nem olhei para o cabeçalho.

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Acontece que no dia seguinte, 6ª feira 7, fui a Lisboa, à Soeiro, e encontrei, antes da minha reunião (e da dele), o Zé Casanova, demo-nos o abraço amigão e trocámos “boletins clínicos”.

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Feito esse ritual, formal mas muito sincero e sentido, em resposta a comentário meu, o Zé Casanova disse-me que o sair da responsabilidade no colectivo do avante! lhe iria fazer bem à saúde, ao que ripostei que ainda na véspera tivera a satisfação de o ver, no cabeçalho, como director.

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O Zé respondeu-me que não, senhor, que o jornal daquela semana fora o primeiro jornal em que deixara de estar no cabeçalho.

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Logo ali esclarecemos o equívoco: o cabeçalho on-line não fora alterado, e estava desconforme com o jornal que saíra, na sua edição em papel.

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Depois, quer no jornal dessa semana, quer no desta, de 13 de Fevereiro, procurei uma nota que desse conta dessa alteração de director no nosso semanário.

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Nada encontrei.

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O que não estranhei… nós somos assim!

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E acho muito bem que assim sejamos, valorizando sempre o colectivo, dando-lhe sempre maior atenção que ao individual, ao pessoal.

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Mas, apesar de me encontrar inteiramente nessa (e com!) essa posição, não deixo de sentir que a saída de director do avante! de um camarada como José Casanova justificava uma palavra.

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Eu quero dá-la, e aqui a deixo, neste meu quase-diário (e não só).

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Uma palavra de muita amizade e de camaradagem a quem a merece, por ser tão camarada e tão amigo como José Casanova o é.

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E outra, com outro endereço (não o mesmo mas igual): bom trabalho, camarada Manuel Rodrigues!

A privatização da água!

«AEP/PPA:
Ciclo de Seminários ÁguaGlobal
- Internacionalização do setor portugues da Água, fevereiro e março de 2014
Em 11.02.2014
O Setor da Água é um mercado em franca expansão. Num mundo crescentemente complexo e volátil, o desenvolvimento do setor da água nas diferentes regiões do globo assenta na compreensão de que enfrentamos problemas comuns, embora com prioridades de intervenção diferentes e abordagens moldadas pelos diversos contextos. Contudo, todas as estratégias visam o mesmo objetivo: disponibilizar água para todos os usos, de forma sustentável, a preço razoável, gerida por um sistema socialmente justo de modo a contribuir para o crescimento económico e social mundial, preservando os valores ambientais.
Durante os meses de fevereiro e março a AEP – Associação Empresarial de Portugal, em Parceria com a PPA- Parceria Portuguesa para a Água, vai realizar três ciclos de seminários no âmbito do Projeto “Internacionalização do Setor Português da Água – ÁguaGlobal”.
Este projeto tem como objetivo dar a conhecer as dimensões do mercado da Água na Argélia, Marrocos, Croácia, Sérvia, Polónia, Brasil, Angola e Moçambique, bem como os instrumentos financeiros ao dispor do setor e a sua estratégia a médio e longo prazo. Este projeto aborda também as potencialidades do setor Português da Água e identifica oportunidades para as empresas e entidades que operam neste setor.
No 1º ciclo serão abordados os mercados da Água da Argélia e de Marrocos bem como os Instrumentos Financeiros ao dispor do setor Português da Água:
·       Sessão  de 11 Fevereiro - (14h30: 17h30) - Coimbra, Águas do mondego (ETA da Boavista) – programa aqui;
·       Sessão de 12 Fevereiro - (14h30 : 17h30) - Évora, Águas do Centro Alentejo (ETAR de Évora) – programa aqui;
·       Sessão de 13 Fevereiro - (14h30: 17h30) -  Guimarães, Águas do Noroeste – programa aqui.
No 2º ciclo serão abordados os mercados da Água na Croácia, Sérvia e Polónia bem como a Caracterização das Potencialidades do Setor da Água:
·       Sessão de 25 Fevereiro - (14h30-17h30) - Vila Nova de Gaia, Águas do Douro e Paiva (ETA de Lever) – programa aqui;
·       Sessão de 26 Fevereiro - (14h30-17h30) -  Leiria (Coimbrões), Auditório da ETAR Norte – programa aqui;
·       Sessão de 27 Fevereiro - (14h30-17h30) - Portalegre (local a definir) – programa aqui.
No 3º ciclo (18, 19 e 20 de março, locais a definir) serão abordados os mercados da Água de Angola, Brasil, Moçambique bem como a Perspetiva Estratégica para o Setor a Médio Longo Prazo.
A participação é gratuita, mas com inscrição obrigatória. Inscreva-se aqui
Para informações adicionais sobre o
Poderá ainda contactar:
AEP - Associação Empresarial de Portugal
Gabinete de Projectos Especiais
Tel: 22 998 15 00 Fax: 22 998 17 71 ou através do E-mail projetos.especiais@aeportugal.com
AEP - Associação Empresarial de Portugal
Página: Email: projetos.especiais@aeportugal.com»

isto é mais que um susto,
uma ameaça, 
um atentado!
Pode dar lucro? Privatize-se!
Não dá lucro? Ou se extermina 
ou, se necessário,
o Estado - nós!- cobre os prejuízos
com excedente como lucro privado.
Sobre a água,
porque não o exemplo do Uruguai, 
em que foi a tentativa
 de privatização da água
que despoletou a viragem democrática?!

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

avante! como sempre




















João Ferreira encabeça lista 

ao Parlamento Europeu

CDU pela soberania e o progresso


Sob o lema «Defender os interesses do povo e das pessoas», centenas de pessoas participaram, segunda-feira, no acto de apresentação pública de João Ferreira como o primeiro candidato da CDU às eleições de 25 de Maio para o Parlamento Europeu. Na iniciativa, em que participou o Secretário-geral do PCP, João Ferreira fez notar que «em Portugal, como na Europa, não podemos esperar que sejam aqueles que nos trouxeram ao desastre que venham agora resolver os problemas que criaram», e enfatizou a «incompatibilidade radical entre a permanência no Euro e na União Económica e Monetária e um projecto de desenvolvimento democrático e soberano do País».

Convite


terça-feira, fevereiro 11, 2014

Recorte e destaque



recorte Público:

















destaque:

João Ferreira defende
que país não é viável
dentro do euro e deve
preparar-se para sair

Eleições europeias
Rita Brandão Guerra

Candidato da CDU é o único
que parte para as europeias
sem “gaguejar”. Jerónimo
pede votos contra União

Europeia “cor-de-rosa.

pois...
quem fala assim
não é gago!

Amanhã, Ateneu de Coimbra

verdade
justiça
liberdade
+ amor
_______________
Paz

como há 44 anos, 
como sempre!
(mais ou menos...)

1º candidato às "europeias"

Intervenção de João Ferreira, membro do Comité Central, Lisboa, Apresentação do 1º candidato da lista da CDU às eleições do Parlamento Europeu


Um futuro mais justo e desenvolvido 

está nas nossas mãos

Com determinação, com confiança, com sentido de responsabilidade, apresentamo-nos às eleições para o Parlamento Europeu do próximo dia 25 de Maio. Com a confiança e a serenidade de quem prepara uma nova batalha estando onde sempre esteve: no terreno da luta pela concretização de uma imensa vontade colectiva de mudança – por um futuro melhor, para Portugal e para os portugueses. Estas eleições são parte integrante desta luta. Em Portugal, na Europa e no mundo, vivemos um tempo de graves e inadiáveis opções. Este é o tempo de, corajosamente, romper com o desastre, de afirmar um outro rumo e, com entusiasmo, mobilizar energias para o concretizar. Sem que a insidiosa propaganda oficial o consiga iludir, Portugal foi arrastado para uma situação de prolongada destruição económica e devastação social. Depois de mais de três décadas em que PSD e PS, com ou sem o CDS, se alternaram na governação do País, e em que o fizeram em confronto com os valores de Abril e com a Constituição que os acolheu; depois de mais de três décadas em que se ampliaram os problemas e fragilidades da economia nacional, em que se acentuaram a sua dependência, as dívidas e os défices estruturais e em que se agravaram as desigualdades e as injustiças sociais; depois de mais de três décadas de uma mesma política com idênticos protagonistas, eis que PS, PSD e CDS assinam com a União Europeia e com o FMI aquilo que os últimos três anos da vida nacional confirmaram ser um autêntico Pacto de Agressão ao País e ao seu povo. Como então avisámos, tratou-se e trata-se de uma premeditada estratégia, para, em face das consequências desastrosas da sua política, prosseguir, com acrescida violência e apoio estrangeiro, um projecto de subversão do regime democrático-constitucional, de esbulho do património e recursos públicos, de assalto aos rendimentos de quem trabalha ou trabalhou uma vida inteira, enfim, um projecto de concentração da riqueza nas mãos de alguns, poucos, à custa da exploração, da pobreza e da miséria de muitos. Os resultados deste Pacto de Agressão estão à vista: o País confronta-se com a mais longa recessão económica da sua história contemporânea; o investimento caiu para níveis próximos dos verificados na década de 50 do século passado, sendo reais os riscos de obsolescência do nosso aparelho produtivo; os níveis de endividamento e de dependência externa são os mais altos desde os tempos do fascismo; o desemprego atingiu perto de um milhão e meio de trabalhadores; a fome voltou a fazer parte do quotidiano de muitas famílias; centenas de milhares de pessoas estão a ficar sem acesso a cuidados de saúde, muitas morrem prematuramente; 220 mil portugueses, na sua maioria jovens, foram forçados a emigrar, vendo negado o direito a serem felizes no seu País. Ao mesmo tempo, este é o País em que, neste mesmo período, as 25 maiores fortunas aumentaram o seu pecúlio em 16%, e em que o número de novos milionários cresceu mais de 10%. O caminho que percorremos é indissociável da continuada e crescente submissão do País aos ditames, às políticas e orientações da União Europeia; um caminho indissociável da opção de abdicação nacional, de grave comprometimento da soberania e independência nacionais – uma opção assumida por PS, PSD e CDS ao longo das últimas três décadas. Nunca como hoje foi tão evidente a relação entre os principais problemas do País e os constrangimentos impostos pela União Europeia, pelo processo de integração capitalista europeu – um processo que sempre afirmámos ser, e que a vida comprovou ser, intrinsecamente injusto e desigual. Como avisámos em devido tempo, o embate desprotegido da economia nacional com economias mais fortes levaria a uma profunda debilitação do aparelho produtivo nacional – na agricultura, nas pescas, na indústria – e teria como consequência o agravamento dos défices e da dívida, o agravamento da dependência e subordinação do nosso país (como aliás de outros que entraram em condições semelhantes). Tudo isto é inseparável da livre concorrência no mercado único, das políticas comuns (de agricultura, pescas e outras), da União Económica e Monetária e da adesão e permanência na moeda única, da desregulação e liberalização do comércio internacional. Como avisámos em devido tempo, também o desemprego, a precariedade, a desigualdade e a pobreza, seriam e são consequências inseparáveis destes e de outros elementos constitutivos desta integração capitalista europeia; elementos que decorrem, directa ou indirectamente, dos seus tratados, como a livre circulação de capitais, a desregulamentação laboral, a compressão dos salários, as liberalizações e privatizações de sectores estratégicos da economia, a sujeição ao mercado de praticamente todas as esferas da vida social – tudo isto, e mais, preconizado nas sucessivas Estratégias da União Europeia, sendo a mais recente a Estratégia UE2020. Por esta razão dizemos que a crise do capitalismo é, na União Europeia, uma crise dos fundamentos da própria União Europeia. Mas há mais. É que para seguirem este caminho, foi sempre nas costas dos povos e fugindo ao seu escrutínio que foram amputando parcelas crescentes de soberania dos Estados, que foram impedindo ou limitando o uso de instrumentos e políticas mais conformes à situação específica de cada País e aos interesses e aspirações do seu povo. E assim puseram e põem em causa a própria democracia, esvaziando-a de conteúdo substantivo. Este processo recebeu um forte impulso com a criação da União Económica e Monetária e do Euro. E aqui, uma década e meia depois, há um balanço imprescindível a fazer. Um confronto entre as miríficas promessas dos que fizeram do Euro um "grande desígnio nacional" e a nua e crua realidade. Quem não se lembra da justificação para os sacrifícios então já impostos aos trabalhadores e ao povo português em nome da entrada no Euro? Lembram-se do “pelotão da frente”? Então como hoje, era a necessidade de cumprir metas arbitrárias do défice e da dívida – em nome da dita convergência nominal, condição de adesão à moeda única – o que justificava as privatizações, os cortes nas funções sociais do Estado, a chamada “moderação salarial”. Em troca, prometiam, teríamos a convergência real das economias, taxas de crescimento na ordem dos 3% ao ano, menos desemprego e melhores salários. A realidade, mais uma vez, confirmou o acerto de todos os alertas e avisos que então fizemos. A sujeição a uma mesma política monetária e cambial de países com profundas disparidades nos níveis de desenvolvimento económico e social e que, por isso mesmo, tinham e têm necessidades diferenciadas, veio agravar todas as desigualdades e desequilíbrios pré-existentes. (já para não falar nos constrangimentos impostos à política orçamental e fiscal e nos constrangimentos decorrentes do mercado único e demais políticas comuns) Tínhamos e tivemos razão! Temos razão! Mais do que nunca, a força da verdade, confronta as mentiras dos que, ontem como hoje, querem atrelar Portugal à dependência e subordinação. Ao longo de uma década, o crescimento acumulado da nossa economia foi zero. Uma década perdida! Portugal viu acentuar-se a sua condição de Estado dependente, subordinado e periférico. A produção industrial e agrícola globalmente paralisou ou retrocedeu. O endividamento externo (público e privado) disparou, o desemprego e a precariedade dispararam, os salários reais encolheram, apesar dos lucros terem crescido significativamente no mesmo período. Em Portugal como no conjunto da Zona Euro. Assim se vê a quem serviu e a quem serve o Euro. E é em nome da manutenção do Euro e da manutenção de Portugal no Euro que hoje justificam todos os sacrifícios, todos os roubos, toda a destruição económica, toda a devastação social. Para no fim, como se viu, agravarem todas as dependências, todas as desigualdades, todos os desequilíbrios no seio da própria Zona Euro. E agravam-nos a um ponto que prenuncia, a prazo, uma inevitável ruptura. Quando tal acontecer, não tardará que venham atirar para as costas dos mesmos de sempre os custos dessa ruptura. Pela nossa parte, há muito que denunciamos o que hoje se tornou evidente: a incompatibilidade radical entre a permanência no Euro e na União Económica e Monetária e um projecto de desenvolvimento democrático e soberano do País, estribado na Constituição da República. É hoje evidente que a integração de Portugal na União Económica e Monetária e a adesão ao Euro foram decisões erradas, com consequências devastadoras para o nosso país. Como é evidente que o futuro do país é inviável dentro do Euro. Não devíamos ter entrado. Mas também sabemos que a saída, hoje, não nos leva ao ponto de partida, e muito menos ao ponto em que estaríamos se não tivéssemos entrado. Daí a importância da adopção de medidas que preparem o país (desde já) face a qualquer reconfiguração da Zona Euro. Uma preparação que deve ser feita não apenas em face de possíveis desenvolvimentos na crise da União Europeia, mas também em nome de uma saída de Portugal do Euro por decisão e interesse próprios, salvaguardando os interesses dos trabalhadores e do povo. Uma preparação que deve ser articulada com um conjunto amplo de medidas, que incluam, impreterivelmente, uma urgente renegociação da dívida – nos seus prazos, juros e montantes, libertando-a da sua componente ilegítima, – a defesa, aumento e diversificação da produção nacional, a recuperação do controlo público, democrático, sobre sectores-chave da economia, a reposição dos salários, rendimentos e direitos roubados aos trabalhadores e ao povo português, e a assunção de uma política soberana que afirme o primado dos interesses nacionais sobre quaisquer constrangimentos decorrentes dos tratados e das políticas comuns da União Europeia. Este é, evidentemente, um caminho de ruptura com o caminho ao qual PS, PSD e CDS amarraram o País. É o caminho que consubstancia a mudança de rumo necessária, a política alternativa, patriótica e de esquerda, que porá fim ao processo de empobrecimento e extorsão a que o País e o povo se encontram submetidos; uma política vinculada aos valores de Abril e que os projecta no presente e no futuro de Portugal. Em Portugal, como na Europa, não podemos esperar que sejam aqueles que nos trouxeram ao desastre que venham agora resolver os problemas que criaram. Por esta cristalina razão, as próximas eleições para o Parlamento Europeu revestem-se de uma enorme importância. No horizonte pairam sérias ameaças. Nestes últimos anos, direita e social-democracia, incluindo os seus representantes nacionais, aprovaram no Parlamento Europeu, no Conselho e nos Parlamentos Nacionais, sempre furtando-se ao debate público, um conjunto de instrumentos da maior gravidade. O Pacto para o Euro Mais, o Semestre Europeu, a chamada Governação Económica e muito especialmente o Tratado Orçamental, apontam um objectivo claro e uma estratégia para o alcançar. O objectivo é o de impor o retrocesso social e civilizacional, garantindo uma continuação da sangria de recursos dos países da periferia. A estratégia para o conseguir passa por esvaziar as estruturas de poder mais próximas dos cidadãos e que estes melhor controlam e por promover uma inaudita concentração do poder político e económico, já não apenas num directório de potências, hegemonizado pela Alemanha, mas em instituições supranacionais, como a Comissão Europeia, que passam a ter nas mãos decisões fundamentais da vida de um País – política e opções orçamentais, emissão de dívida ou reformas de política económica, passam a estar sujeitas ao escrutínio prévio e aprovação destas entidades externas. Estamos perante um projecto de domínio político e económico, de recorte neocolonial, bem embrulhado na retórica do "mais Europa", que visa eternizar as políticas associadas aos programas de intervenção do FMI e da UE e impedir qualquer projecto de desenvolvimento próprio, autónomo e soberano. É este o projecto que – no Parlamento Europeu, no Conselho e na Assembleia da República – PSD, CDS e PS subscreveram e defendem. É à luz deste projecto que devem ser lidas as manobras de propaganda em torno da suposta saída da troika do país. Sabem bem que, com troika ou sem troika, a vigência destes instrumentos a que amarraram o país criará as condições para eternizarem a política da troika. Isto mesmo o assegurou a chanceler alemã, quando tratou de esclarecer, para que não existissem dúvidas, quais os objectivos do Tratado Orçamental. Dizia ela (e cito): "garantir que mudando os governos, não mude a política" (fim de citação). É também a resposta a este projecto e a estas intenções o que estará em causa nas próximas eleições. Uma resposta que encontra na CDU, no seu reforço e na eleição de mais deputados, a mais sólida garantia de rejeição deste caminho e de afirmação de um rumo alternativo. É que o modelo e o sistema que as classes dominantes tentam impor aos povos da Europa não são inevitáveis! A resposta dos trabalhadores e dos povos de vários países europeus à violenta ofensiva anti-social em curso na União Europeia mostra-nos que uma outra Europa é possível – uma Europa de progresso, de justiça social, de paz e de cooperação; uma Europa de Estados soberanos, livres e iguais em direitos; que reconheça o direito de cada povo a decidir as políticas (económicas e outras) que melhor lhe servem; que salvaguarde a democracia e a efectiva participação dos povos na determinação do seu destino. Afirmaremos e lutaremos, nas instituições e fora delas, por um rumo alternativo! Um rumo alternativo: - Que recupere o comando político e democrático do processo de desenvolvimento, com a subordinação do poder económico ao poder político e a afirmação do Estado como estrutura determinante e referencial na economia; - Que recupere para os Estados instrumentos de política económica, monetária, orçamental e cambial; - Que tem na propriedade e gestão públicas de sectores estratégicos da economia uma condição para criar riqueza e distribuir de forma socialmente justa a riqueza criada; - Que salvaguarde e reforce os serviços públicos; rejeitando e revertendo os processos de liberalização e privatização em curso ou já concluídos; - Que reforce os direitos dos trabalhadores, incluindo o direito à contratação colectiva e a uma reforma digna; - Que implemente medidas de combate à pobreza e à exclusão social; - Que promova a convergência no progresso das normas sociais e ambientais, com a institucionalização do princípio da não-regressão; - Que promova o desenvolvimento económico e o progresso social no quadro de uma relação sustentável e harmoniosa entre o homem e a Natureza; - Que rejeite o militarismo e a guerra e promova a solução pacífica dos conflitos e o respeito pelo direito internacional. No Parlamento Europeu, os deputados eleitos pela CDU: - Sempre defenderam, defendem e defenderão firmemente os interesses portugueses, combatendo todas as decisões que os prejudiquem; - Sempre apresentaram, apresentam e apresentarão medidas concretas para minimizar os condicionalismos e consequências negativas da integração; - Sempre lutaram, lutam e lutarão contra as imposições supranacionais e as limitações à democracia e à vontade dos povos; - Sempre tudo fizeram, fazem e farão para utilizar a favor do progresso de Portugal e do bem-estar dos portugueses todos os meios, recursos e possibilidades; - E sempre agiram, agem e agirão em articulação solidária com a luta dos trabalhadores e dos povos de outros países, para romper com o processo de integração capitalista europeu e abrir caminho a um projecto de cooperação solidária, assente no progresso, nos valores da paz e da justiça social; - Como sempre agiram, agem e agirão com a consciência de que nada pode impedir que a força e a vontade dos trabalhadores e do povo português, afirme e concretize o inalienável direito de decidirem do seu próprio destino, escolhendo os caminhos de soberania e desenvolvimento mais conformes com os seus interesses e aspirações, na melhor das tradições da história do nosso País. Estas são razões que atestam da possibilidade, da necessidade e da justeza de elegermos mais deputados da CDU nestas eleições! A situação do País e a solução para os problemas nacionais reclamam a ampla convergência dos que não se resignam perante um País com o futuro comprometido. Dos que sabem que Portugal não é um País pobre e se recusam a ver o seu país empobrecer. Dos que acreditam nas potencialidades existentes e que sabem que estas, se bem aproveitadas, podem abrir caminho a um País mais desenvolvido, mais justo e soberano. A CDU é e será um espaço para essa ampla convergência. Uma força profundamente ligada ao pulsar da vida, aos trabalhadores, às populações, à juventude, aos agricultores, aos pescadores, aos pequenos e médios empresários, às suas inquietações, aos seus anseios e aspirações; uma força que não alimenta equívocos ou ilusões sobre as opções para resgatar o país do desastre; uma força que afirma com clareza, sem ambiguidades, os direitos e conquistas que dão dignidade à nossa vida colectiva; uma força que assume o direito à felicidade e à realização dos portugueses como projecto e objectivo de luta! Um luta que convoca todos os que não estão dispostos a que a torrente de indignação e revolta que percorre o país desagúe num mar de resignação e desânimo; os que sabem, pelo contrário, que é possível transformar essa indignação e revolta em futuro! Um futuro mais justo e desenvolvido – que está nas nossas mãos!

Bom trabalho, João!
(continuação de...)