Mostrar mensagens com a etiqueta direitos humanos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direitos humanos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, abril 06, 2021

direitos humanos... (norte) americanos

Transcrevo porque me parece bem elucidativo:


 ·        Página Global

“DIREITOS HUMANOS AMERICANOS”

CRIAM DESASTRES E EXPORTAM ÓDIO

·        Pági


Qin Chuan | People Daily | opinião

Em 17 de março, a 46ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas analisou os resultados da revisão dos direitos humanos nos Estados Unidos, a que foi alvo de críticas de diversos países.

As autoridades sírias inquiriram: quais são as qualificações dos Estados Unidos para se autodenominarem um "estado de direito"? Os Estados Unidos fogem às suas obrigações perante o direito internacional e procuram desculpas para a sua agressão militar e ameaças à unidade e integridade territorial de outros países. Os Estados Unidos devem emendar suas leis internas para cessar agressões militares a outros países sob pretexto da proteção da sua própria segurança nacional, ocupação de territórios de outros países, saque de recursos naturais e financiamento de atividades terroristas e separatistas.

Enquanto uma das vítimas da práticas dos direitos humanos nos Estados Unidos, a acusação da Síria está repleta de sangue e lágrimas. Com o passar dos anos, a prática dos direitos humanos nos Estados Unidos foi incorporada nas violações dos direitos humanos contra outros países. Para atingir seus interesses nacionais políticos, econômicos e de segurança, os Estados Unidos consideram, por um lado, os direitos humanos uma ferramenta estratégica que se faz sentir em toda parte como promotor de discórdia. Os conflitos étnicos e raciais daí decorrentes são numerosos e incontáveis.

Este ano é assinalado o 10º aniversário da guerra civil na Líbia. Depois da guerra, a Líbia não apenas falhou em alcançar a democracia política, a prosperidade econômica e a estabilidade social, como também ficou repleta de problemas. De acordo com os últimos dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, há ainda 278 mil líbios deslocados. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu que a interferência na Líbia foi o maior erro de sua gestão.

Este ano é também o 10º aniversário da crise síria. A guerra de dez anos desferiu um sério golpe no desenvolvimento interno da Síria. De acordo com dados do Observatório Sírio de Direitos Humanos, o número de mortes causadas pela guerra pode ultrapassar as 500.000. Lamentavelmente, a crise síria ainda não terminou. O antigo país produtor de petróleo do Oriente Médio foi reduzido a uma fonte de refugiados da noite para o dia, e sendo que o que lhe resta é o "benefício" trazido pelos direitos humanos americanos.

Desde 2001, os Estados Unidos lançaram ilegalmente guerras e operações militares contra países como Iraque, Líbia, Síria, Afeganistão e pescaram em águas turbulentas. Isso levou a "desastres de direitos humanos" em muitos lugares e trouxe incontáveis problemas e desastres para paz e estabilidade mundiais. Não podemos deixar de perguntar: quem exatamente beneficia com os direitos humanos propalados pelos Estados Unidos? Que tipo de direito protegem?

Ao longo dos anos, o "país farol" mediu esforços para "politizar" a questão dos direitos humanos, a qual não só entra em conflito com o seu propósito original, como também se tornou uma "arma" de exportação de ódio.

As pessoas não se podem esquecer que em 1999, a OTAN, chefiada pelos Estados Unidos, bombardeou a Federação Jugoslava durante 78 dias consecutivos sob a bandeira dos "direitos humanos". O que foi deixado para trás? Uma dor inesquecível e uma dívida de sangue indelével. Em 2001, as forças da coalizão chefiadas pelos Estados Unidos desencadearam a guerra no Afeganistão com base no "antiterrorismo". O que conseguiu o povo afegão com isso? A paz é algo que ainda está no horizonte. Em 2003, os Estados Unidos lançaram a guerra do Iraque sob o argumento de que aquele país ocultava armas de destruição maciça e secretamente apoiava terroristas. O que o povo iraquiano ganhou com isso? Até o momento, os Estados Unidos não forneceram nenhuma evidência para sustentar a sua invasão. O ex-presidente Trump tweetou pessoalmente no ano passado que "não havia armas de destruição maciça" no Iraque naquela época, mas Powell ainda assim permitiu que os Estados Unidos "travassem uma batalha".

Nos últimos anos, manifestações anti-EUA foram desencadeadas em muitas partes do mundo, o que se reflete em ameaças cada vez maiores à segurança americana. No entanto, a suposta proteção dos direitos humanos causou o declínio do modo de vida das pessoas, a crise social plantou as sementes do ódio em todos os cantos do mundo. O ódio criará raízes e será herdado de geração em geração, estabelecendo perigos ocultos para a paz e estabilidade mundiais e o desenvolvimento da civilização humana.

Nesta sessão do Conselho de Direitos Humanos, quase cem países se opuseram à politização das questões de direitos humanos, à dualidade de critérios adotada pelos EUA e à interferência nos assuntos internos de outros países para fins políticos sob esse pretexto. 

quinta-feira, março 26, 2020

Lido e comentado - o rabo do gato


No Espaço Público de hoje, Manuel Loff deixa uma (a sua) preclara opinião, e lembra duas “normas gravíssimas” no amontoado legislativo que rege, em sequência da iniciativa presidencialista, a declaração de emergência em que vivemos:

i) a suspensão do direito à greve;
ii) que fica “impedido todo e qualquer ato de resistência ativa ou passiva de ordens emanadas pela autoridade”.

Ainda pode haver quem duvide que tal declaração, como declarada, tem escondido um gato, um sistema, uma violação de direitos duramente conquistados e constitucionalizados?


Estamos em emergência, sem dúvida. Mas - é urgente dizê-lo! - a sua declaração não veio sozinha e traz não-declaradas intenções.


quarta-feira, janeiro 11, 2017

Aponta mento - 2

Quase naufragado na enxurrada de notícias - se é que tal se pode chamar ao que transbordou a alcunhada comunicação social - tropecei numa que me surpreendeu estupidamente (o qualificativo é-me auto-endereçado...):

houve uma condenação à morte naquele país do 3º mundo dos direitos humanos 
chamado Estados Unidos da América!

Viva a República Portuguesa! 

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

DIREITO À versus ACESSO A se

No "post" anterior referi-me à primeira página do caderno Economia do Expresso, e destaquei a chamada para o interior sobre os seguros de saúde.
Há um aspecto que quero sublinhar com toda a força, intenção e indignação.
Os portugueses têm, constitucionalmente, direito à saúde e para isso se criou o Serviço Nacional de Saúde que, ao longo de anos, se foi estruturando e que não será perfeito, que terá muito a melhorar e a racionalizar economicamente como utilização de recursos, mas que é das coisas boas que temos (que tínhamos...), que uma das conquistas sociais vindas na esteira de um acontecimento histórico chamado 25 de Abril! As estatísticas, que representam a realidade, ajudam a essa avaliação, com as suas médias e distribuições por estratos sociais.

Na sanha privatizadora, na ganância de aproveitar tudo que possa dar lucro, o "negócio da doença" (e da velhice que lhe está associado) tem vindo a tentar gulosamente os capitais financeiros em busca de aplicações que os acumulem, seja à custa do que for, sem olhar a critérios outros que não os seus.
Assim, as seguradoras, ligadas a grupos onde pontificam bancos, parecem vampiros, e o direito à saúde veio, paulatinamente (apesar das resistências que se procuram amortecer), sendo substituido pelo acesso aos cuidados médicos e afins, via seguros de saúde.
A diferença, qualitativa!, é que o direito à saúde é para todos - incluindo os que têm a basófia de o poder dispensar por poderem tudo pagar, esquecendo que para ele contribuiram (deveriam ter contribuido) com os impostos que pagaram (deveriam ter pago) - e o acesso a cuidados médicos, através de seguradoras, é só para os puderem pagar os prémios de seguro, calculados acturialmente por forma a  possibilitar que as companhias de seguros tenham lucros seguros.

Depois, bem... depois haverá uma gente remanescente - mesmo que maioritária estatisticamente - que ficará à mercê da caridadezinha, e viverá pior e morrerá mais cedo do que tinha direito.

Que importa? A quem?

sábado, janeiro 14, 2012

Guantanamo - 10 anos de (falta de) vergonha a juntar a muitos outros

Campo de concentração de Guantanamo

por incrível que pareça, este mapa é de CUBA!

Dez anos de barbárie

Uma década depois de ter sido inaugurado, Guantanamo permanece um exemplo da barbárie que o imperialismo norte-americano impõe ao mundo.

A 11 de Janeiro de 2002, quando os primeiros 20 suspeitos de terrorismo chegaram à Base Naval que Washington mantêm ilegalmente na ilha de Cuba, os norte-americanos mostravam ao mundo homens agrilhoados de pés e mãos, encapuzados e vestidos de laranja, como é habitual nos condenados à morte nos EUA.

De então para cá, passaram por Guantanamo quase 800 indivíduos, alguns dos quais menores de idade. Os testemunhos de ex-reclusos e as denúncias de organizações de defesa dos direitos humanos provam que as torturas e os abusos têm sido a norma. Os crimes continuam impunes e a reparação das vidas destruídas é impossível.

Um dos primeiros actos de Barack Obama como presidente dos EUA, a 22 de Janeiro de 2009, foi assinar a ordem de encerramento do campo de concentração. «No prazo de um ano», afirmou.

Três anos passados, não só não o cumpriu, como, recentemente, promulgou uma lei que proíbe o encerramento daquele cárcere; a transferência dos prisioneiros para outros em território dos EUA, e autoriza os militares a deterem por tempo indeterminado supostos terroristas estrangeiros. A «guerra ao terrorismo» prossegue.

Em Guantanamo encontram-se actualmente 171 homens. Destes, 89 foram absolvidos das suspeitas que sobre eles pendiam, 48 não podem ser julgados por falta de provas e apenas seis (!) foram condenados.

Para assinalar a data, a Amnistia Internacional (AI) divulgou um relatório no qual sublinha que a raiz do problema não está em Guantanamo – ou Bragam, no Afeganistão, base que detinha 600 afegãos quando Obama tomou posse e agora aprisiona cerca de três mil, estando em curso obras de ampliação para que chegue a uma capacidade de cinco mil reclusos.

A raiz do problema, disse a AI, «reside na histórica dificuldade dos EUA em aplicarem os padrões internacionais de direitos humanos que exigem aos outros»

(avante!)

--------------------
Por memória:
no Jornal de Notícias de 23 de Janeiro de 2009

«Obama fecha Guantánamo
e centros de detenção da CIA
Presidente dos EUA cumpre promessas
e aposta no diálogo directo com os países inimigos


Publicado em 2009-01-23
JORGE PINTO, COM AGÊNCIAS


Bastaram apenas dois dias e um pacote de decisões para Barack Obama mudar a imagem dos EUA no exterior. O Mundo agradece o fecho da prisão de Guantánamo, o fim dos centros de detenção da CIA e a suspensão de interrogatórios violentos.

Rápido a cumprir as promessas, o presidente dos Estados Unidos da América ordenou, ontem, o fecho da prisão militar de Guantánamo dentro de um ano e exigiu também a suspensão de interrogatórios violentos a suspeitos de terrorismo, numa tentativa de restaurar a imagem do país no exterior(...)»

Vai daí...
recebeu o Nobel da Paz

quinta-feira, novembro 10, 2011

ex-certos (não todos certos...) e in-certos

«(...) É nossa obrigação aprender com as lições do passado. A inacção nunca é uma solução e jamais poderá ser a resposta das Nações Unidas, sob pena de sermos coniventes com aqueles que violam os Direitos Humanos (...)».

Disse Cavaco Silva (em português... louve-se!) no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O comentário de Fernando Samuel em cravodeabril. deve ser lido. Aqui. E dispensa-nos de mais comentários

«(...)Para o lugar do pomposo catálogo dos «inalienáveis direitos humanos» entrou a modesta Magna Charta de um dia de trabalho legalmente limitado, que finalmente «esclarece quando acaba o tempo que o operário vende e quando começa a seu próprio». Quanto mutatus ab illo!» (Marx, O Capital)

[Há que esclarecer (mais uma vez... e as que forem necessárias) que a expressão em latim quer dizer "quão mudado está do que era", expressão da Eneida de Virgílio. E que não se pode consentir que se volte a mudar no sentido contrário, para o tempo sem tempo livre (mas cheio de... "direitos humanos" impostos à bomba!).
Se mudança há a fazer, ela é a de que o esclarecimento de quando acaba o tempo em que se vende força de trabalho e quando começa o tempo próprio, livre, se deve refirir aos operários e a todos os trabalhadores! Uma Magna Charta!]