




E por aí se ficariam as suas informações políticas. Explícitas. Porque no meio das falas, entrecortadas, às tantas vieram as palavras ditadura e democracia e referiu-se ao “novo PAICV”.

1. A visita ao Tarrafal, ao cemitério e ao campo
Foi o motivo central da visita. E confrontei, de novo, quer o enorme significado daquele lugar, quer a muito peculiar forma como os caboverdeanos continuam o legado de Amílcar Cabral, por vezes parecendo contrariar irremediavelmente o seu relevante contributo ideológico por via de um pragmatismo que é o oposto da prática social que escora o seu pensamento.
O campo de concentração do Tarrafal é um símbolo, e ter sido o lugar onde se realizou um simpósio internacional da Fundação Amílcar Cabral com a finalidade de contribuir para que o campo de concentração venha a ser património da Humanidade, tem o maior significado.
Embora à margem do seminário e um pouco atribulada – por motivo de horários de viagem e percursos –, a presença da URAP no cemitério e a declaração lida na sessão de encerramento do seminário, foi um aspecto que se releva numa iniciativa em que havia, da parte de alguns participantes, a costumada intenção de ter uma memória excessivamente selectiva.
Não será por idiossincrasia que muito me desagrada que a consulta ao “aparelho de busca” da net para saber informações sobre a Fundação Amílcar Cabral caia, sistematicamente, na Fundação Mário Soares-Dossier Amílcar Cabral…
E Mário Soares estava lá. Talvez sem as honrarias a que se julga com direito. Pelo menos da nossa parte, nem uma...
Não é nada agradável ver a minha cara nas páginas da blogosfera acompanhada do epíteto mediocridade e ler chamarem ovelha a quem procurou, primeiro serenamente, depois em crescendo de irritação, rebater o que teria levado um cavalheiro a assim me/nos tratar.
E, se resolvera não voltar ao assunto e desconhecer o fulano e suas elucubrações e insultos, ao desconhecimento junto desprezo… mas… mas o incidente, prolongado até à náusea, levou-me a fazer contas, com base na única fonte e na única abordagem possíveis.
Embora quando se atira barro (ou matéria semelhante) à parede algo lá possa ficar agarrado, não o faço para “me limpar”. Faço-o para tornar acessível informação, com rigor e sem intenção de auto-avaliação. Com toda a objectividade, deixo, neste quadro, os dados desta legislatura até 11 de Janeiro de 2005, data em que saí do Parlamento Europeu, relativos aos deputados portugueses, com duas notas prévias, sem comentários e apenas duas observações.


Já sei que “vou levar nas orelhas”, que amigos que me aconselharam me irão recriminar, eu próprio queria parar com “isto”, queria tornar definitivo o que definitivo afirmei e reafirmei… mas não sou capaz! Não sou capaz de deixar as coisas assim. Mas, acrescento, não estou irritado, nem nada disso, e estou muito tranquilo. Só não sou é capaz de calar.
Resumo:
Acho exemplar. Por isso, fiz o resumo.
E adianto resolução: ignoro o fulano, pode vir aqui comentar o que quiser, concluir o que lhe aprouver, extrapolar o que lhe apetecer… até ao momento em que incomodar outros visitantes do meu cantinho, mais sensíveis a cheiros e ruídos. Quando isso acontecer (avisem-me por favor!), passo a apagar os seus comentários. Em nome da liberdade de expressão que não se dá bem com libertinagem de procedimentos.
Disse.
Como não sou médico, reservo para estes o diagnóstico, e penso em hipóteses não clínicas:
Gostei mesmo do debate e, sobretudo, do lastro que deixou!
Que compensação!,
cá por mim, o que vejo (re)compensa-me!
E vou tentar desenvolver...
Faço um breve balanço das últimas intervenções aqui feitas, assim a jeito de auto-crítica, e não vejo nada sobre
... e sei lá que mais!
Estarei a afastar-me da(s) realidade(s)? Terei entrado em "retiro espiritual" por influências vizinhas?
O que me vale (?!) são as tarefas para que os telefonemas me convocam.

A. Considerando a posição do Partido Comunista Português, tal como expressa na última reunião do Comité Central e pelos seus organismos executivos;
B. Considerando, também, a informação dada ao colectivo a que pertencem, e a troca de impressões que se fez nesse colectivo
porreiro, pá!, dizem "eles"


(obrigado, Cantigueiro)
Um caso com números em euros – 65 milhões de dívida, dos quais 80% a um banco, ao BCP, ausência de activos imobiliários, e uma projecto de atracção de 10 milhões para a recuperação, isto é, 65 milhões + 10 milhões em “arquitectura financeira”, com BCP, Berardo, Fundações, empresas de capital de risco e quejandos.
Um caso com números de (des)emprego? – tem 370 “colaboradores” e, se o “arquitectado” for por diante serão “dispensados” “menos de 100"!… mas estão previstas admissões, não se reduzindo o número de “efectivos”.
Um caso de realismo, com esta “arquitectura”? – com a “arquitectura” projectada, dizem que sim, com o “realismo” de se falar de uma “nova empresa”, sem dívidas e com “três áreas de negócio”.
Um caso de viabilidade económica? – duvida-se, dada a indefinição das áreas de negócio: retalho (lojas) – que está na origem da PF –, técnica para engenheiros e e arquitectos, e “o que se dirige às pequenas e médias empresas”.
Um caso com componentes afectivas? – para mim, seguramente que sim… mas isso fica para o que se pode ver em outro blog, o docordel.blospot.com, onde se pode ler mais uma história ante(s)passada..