O que sei, ou do que me lembro, é que chegava a uma bomba de gasolina e pedia ao trabalhador com o emprego de nos atender “20 litros, por favor” (sempre fui assim, educadinho… e para toda a gente).
O trabalhador metia os 20 litros, e enquanto estes iam entrando no depósito, limpava o pára-brisas, perguntava que eu queria que ele visse o nível do óleo e da água.
Depois, bem... depois houve aumentos. Mas coisa pouca em relação àqueles que, de vez em quando, nos surpreendem nestes tempos de hoje em que estamos em inflação controlada, ou até de deflação, e de salários em perda continuada de poder de compra.
2.
Nesses tempos de antes, que tão longe estão e de que não guardo saudades nenhumas a não ser as que de mim e em mim tenho, um amigo que nunca percebi bem se era muito irónico ou muito pouco inteligente (qu’é isto?) dizia-me “comigo, estão os gajos lixados… comigo não ganham eles um tusto… meto sempre o mesmo… chego à bomba e digo meta-me aí 100 escudos, e ando até dar…”.E eu que pensava ter ouvido esta estória em primeira mão e, ao que parece, é estória velha… Ou então foi o meu velho amigo que a divulgou com as vezes que ele a contou e que eu a tenho contado. Ah! mas pode ser…












«(…) Para além dos efeitos que este cenário credível teria na economia portuguesa, acelerando a destruição do aparelho produtivo e exportador (e criando mais desemprego), diminuindo remessas de emigrantes e receitas do turismo ao mesmo tempo que se agravariam os saldos negativos da balança comercial, parece de sublinhar que os que ganhariam, quer os portugueses que fazem turismo, quer os que estão ligados à actividade de importação, quer quem (pessoas, empresas, capitais transnacionais) exporta para Portugal e em Portugal importa, definem estratos sociais (e de classe) de grande peso político.