domingo, abril 18, 2010

Histórias ante(s)passadas e entre-cruzadas, ou entre escudos e euros

1. Em tempos que já lá vão, e muitos tempos são, a gasolina custava 4$60 o litro. E era só uma, nem sei se de 95 ou 98 (parece que) octanas). Ou seja, ao câmbio actual, 2,3 cêntimos.
O que sei, ou do que me lembro, é que chegava a uma bomba de gasolina e pedia ao trabalhador com o emprego de nos atender “20 litros, por favor” (sempre fui assim, educadinho… e para toda a gente).
O trabalhador metia os 20 litros, e enquanto estes iam entrando no depósito, limpava o pára-brisas, perguntava que eu queria que ele visse o nível do óleo e da água.
Pagava com uma nota de 100 escudos, isto é, mais ou menos uma moedita de 50 cêntimos, e seguia viagem com o depósito quase cheio.
Depois, bem... depois houve aumentos. Mas coisa pouca em relação àqueles que, de vez em quando, nos surpreendem nestes tempos de hoje em que estamos em inflação controlada, ou até de deflação, e de salários em perda continuada de poder de compra.

2. Nesses tempos de antes, que tão longe estão e de que não guardo saudades nenhumas a não ser as que de mim e em mim tenho, um amigo que nunca percebi bem se era muito irónico ou muito pouco inteligente (qu’é isto?) dizia-me “comigo, estão os gajos lixados… comigo não ganham eles um tusto… meto sempre o mesmo… chego à bomba e digo meta-me aí 100 escudos, e ando até dar…”.
E eu que pensava ter ouvido esta estória em primeira mão e, ao que parece, é estória velha… Ou então foi o meu velho amigo que a divulgou com as vezes que ele a contou e que eu a tenho contado. Ah! mas pode ser…

também (+ ou -) em ficcções do cordel

Por palavras de outros: a choldra

Li e achei excelente. Por isso, aqui trago: a choldra na horizontal e na vertical. Recomendo a leitura.

De regresso...

Foram só dois dias... Dois dias completos sem aqui vir, sem aqui me sentar, e viajar, e (a)postar. E sinto-me em carência. Não exageremos: sinto-me... de regresso.
Mas estou a avaliar a adequação (a mim) deste tema que um dos meus jornais semanais me atirou na sua primeira página:

Bom. Não exageremos!
Não trocava estes dias vividos num virote tal que me afastou dois dias completos deste canto de todos os dias e, agora, no regresso, sinto a falta que me fez vir aqui, informar-me e... desabafar, comunicando ou tentando comunicar.
Das razões desta ausência (me) dei conta por aqui.
Não das de ontem. E se elas foram importantes!, embora com "desenhos" e motivações totalmente diferentes. Uma iniciativa de dia inteiro, na Soeiro Pereira Gomes, com mais de centena e meia de camaradas, para se debater, por ocasião do seu 140º aniversário, a figura e o contributo de Lenine; um jantar, no Xico Santo Amaro, para se conversar - muito seriamente - sobre a situação orçamental do Juventude Ouriense - ah! os orçamentos do nosso descontentamento! - e o futuro da associação.
A estes temas voltarei. Aqui, e hoje, ao tema inesgotável de Lenine!

quinta-feira, abril 15, 2010

Não à resignação!

Há uma intenção, talvez não explícita mas que parece clara, de criar um ambiente quase diria de pânico, e/ou de resignação, perante as verdadeiras catástrofes (sociais) que se pretendem provocar, enquanto alguns nababos não só vivem escandalosamente bem, como esse seu viver serve para atrair, como pára-raios, a indignação que deveria cair sobre as causas da situação que vive a sociedade. E para que há alternativas!
Este exemplo é significativo:
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Ex-economista chefe FMI
"Portugal corre risco de falência económica"
artigo de Pedro Latoeiro no DE
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"Os políticos portugueses nada podem fazer
senão esperar que a situação vá piorando",
escreve Simon Johnson.
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"O próximo no radar é Portugal. Este país só não está no centro das atenções porque a Grécia caiu numa espiral descendente. Mas estão ambos perto de falência económica e parecem hoje bem mais arriscados do que a Argentina quando entrou em incumprimento, em 2001", lê-se num artigo assinado em conjunto por Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, e Peter Boone, do ‘Center for Economic Performance' do London School of Economics. (...)
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Quanto à "sentença" de que "os políticos portugueses nada podem fazer senão esperar que a situação vá piorando", há que a recusar liminarmente, como cidadãos (e por isso políticos) que todos somos. Há que lutar contra estas políticas e estes políticos!
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Este mês de Abril! - 2

Para amanhã, 16, o programa está carregado:
Regressado de Santarém, vou abalar para Lisboa para um encontro/debate para que me convocaram/convidaram. Estive ligado à criação desta Confederação sindical, há bem mais de 20 anos... e considero-me um jovem quadro, embora reformado. É preciso mudar o presente, rumar ao futuro, pois claro!

Depois, ao fim do dia, re-regressarei a correr, com passagem/paragem em Alpiarça, para ouvir o Samuel e dizer umas coisas pelo meio das cantigas (sobre «a morte desceu à rua» - o assassinato de Dias Coelho - falarei mais detida e mais seriamente), sempre à conquista da liberdade.

Duas cimeiras

Esta semana, no Brasil, duas cimeiras:

  • dos IBAS - India, Brasil, África do Sul
  • dos BRIC - Brasil, Rússia, India, China

Há que estar atentos a estas reuniões!

quarta-feira, abril 14, 2010

Este mês de Abril!

Estes meses de Abril! São de loucura...
Cada um sabe de si, e não me venho queixar até porque se há coisas que faço com imenso gosto são estas de andar de um lado para o outro contando vivências, procurando trocar experiências. Mas estes meses de Abril são de loucura...
Não venho contar de mim. Venho prestar contas minhas para que, depois, quem quiser multiplique pelos muitos outros que fazem o que ando fazendo. E nunca serão contas exaustivas, posso garantir-vos. E estas minhas só a partir hoje, esquecendo o que já foi.

Amanhã:












Estou a preparar uma intervenção inicial (como me foi pedido) sobre o IIº Congresso de Aveiro, de 1969:

Reflexões lentas... sobre catástrofes (e por aqui)

foto no Expresso

Madeira, Rio de Janeiro/Niterói e outros lugares (Haiti é de "outras histórias"... daquelas a que, talvez..., nunca se venha a ter acesso).
Catástrofes. Naturais?
Mas haverá, hoje, catástrofes que sejam (só) naturais?
Em resposta a um mail nosso, preocupado e solidário, recebi este texto que não pode ficar sepultado no arquivo pessoal:
«Por aqui, a chuva deu trégua, embora Rio e Niterói continuem a contar seus mortos, quase 250. Todos, vitimados em ocupações em áreas de risco - algumas urbanizadas pelos (des)governos de prefeitos e políticos que investem no populismo pra receber votos.
Fiquei frustrado (comigo mesmo) por não perceber pelo menos uma das razões porque se perpetua (ou perpetuava) no poder em Niterói o grupo ligado ao atual Prefeito, quase sempre eleito por maioria esmagadora de votos: é a urbanização do que não se pode urbanizar - ruas em que a fachada dos morros e da comunidade esconde lixões e condições sub-humanas de moradia, com água, (sem) esgoto e energia improvisados. E o descarte do lixo nas encostas. Um misto de necessidade e deseducação das pessoas e de omissão dos (podres) Poderes Públicos.
E eu? O que faço? Fico gritando baixo nas mensagens aos Jornais!!!??? É pouco.
Mas isto já é outra história.»

Pois é, amigo! É - sempre - pouco o que façamos!, mas essa é outra história dentro da nossa - tão nossa! - História.
O que quero, agora, aqui, deixar como reflexão imediata, superficial mas muito profunda (é intencional a contradição!) é a questão, diria vital, dos instrumentos de regulamentação e constrangimento do liberalismo infrene. Poderão ser instrumentos maus, péssimos mesmos, mas se tiverem a intenção de colocar travões, de definir áreas de reserva, serão sempre melhores que a ausência de constrangimentos, que a "lei da selva" do poder de quem tem o poder do dinheiro e a febre insana de o multiplicar.

terça-feira, abril 13, 2010

Nos 40 anos da CNSPP

Para assinalar o 40º aniversário da criação da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, foram tomadas várias iniciativas e criou-se um local em que delas se dá conta. VER!

No que que respeita a actividades próximas, no dia 22 de Abril realizar-se-á um debate, no Centro Nacional de Cultura, Rua António Maria Cardoso, 68, Lisboa, sobre as condições prisionais e a solidariedade com os presos políticos e as suas famílias, com a participação de Frei Bento Domingues, Borges Coelho, Catalina Pestana, Manuela Bernardino e um(a) jovem que esteve na colónia de férias que o CNSPP oganizou para filhos de presos políticos, e um espectáculo no dia 27 de Maio no Cinema São Jorge.

segunda-feira, abril 12, 2010

Notas soltas e ao câmbio flutuante

  • Uma das “vantagem” de Portugal sair do euro não seria a de poder voltar às desvalorizações competitivas, como dizem uns “professores” que arrolam essas “vantagens”, apresentando-as de tal modo que são evidentes malefícios; a vantagem, para Portugal (e os portugueses), seria a de não se ter entrado daquela maneira no instrumento assim criado, com o gravíssimo inconveniente, para Portugal e os portugueses, da valorização anti-competitiva da moeda que passou a ser única e, por isso, também portuguesa.
  • As confusões terminológicas:
    O “norte” é – também – o centro; o “sul” é – também – a periferia.
  • Pedro Passos Coelho veio clamar pela anticonstitucional retirada do Estado da economia, antes mesmo da revisão constitucional que estão preparando, ao que o PS se esmera na antecipação, enquanto executivo que executa.
  • Enquanto o PS no governo vai executando, o capital financeiro diz mata! e o PSD, na “oposição” e para “mostrar serviço”, esfrega as mãos e sussurra ou grita (depende…) esfola!
  • Há, dada a pressuposta e forçada relação de forças, a ausência de uma abordagem em que o trabalho seja valorizado, ou tão-somente considerado, ou considerado tão-somente como mercadoria força de trabalho.
  • A diferença entre os fascistas e alguns fulanos que vou conhecendo pelos seus comportamentos, é que estes também são fascistas (em potência, pelo menos...).

Que força é esta?

Que força é esta?

(Parafraseando outro Sérgio, o Godinho)

Que força é esta que resiste quando e onde todos os outros desistem?
Que sobrevive aos milhões de assassinados (na Indonésia, em Espanha, no Iraque – com Saddam Hussein como executor –, no Chile, nos Estados Unidos, em Portugal – no Tarrafal – e por aqui e por ali)?
Que força é esta que emerge do pântano das falsidades históricas?
Que força é esta, quotidianamente caluniada, subtil(*) ou brutalmente(**), e que continua na luta, viva, nova, futuro como Humana idade?

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(*) - Ouvi, ontem, um embaixador acreditadíssimo, agora comentador permanente e encartado, dizer que não-sei-o-quê... esses países que eram da órbita soviética e agora são membros da União Europeia... não-sei-o-quê!

(**) - Li, ontem, a propósito do acidente de avião em que morreu o Presidente da República da Polónia e comitiva, a lembrança dos «massacres soviéticos» reafirmados como verdades históricas irrefutadas... e mais outras tantas brutalidades "históricas".

La paz... lucha encendida

Prometi voltar com Alberti.
Aqui está estão estas imagens de uma das boas (excelentes) recordações que trouxe da tarefa no Parlamento Europeu: uma gravura de Rafael Alberti, oferta a todos os deputados.
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La paz, que es lucha encendida,
vuelo para una paloma,
sol y tierra, sin herida.

Da enfermidade à efemer(a)idade

O sistema (o capitalismo… dando "o nome aos bois") está enfermo, o estafermo.
Assim é em resultado do seu funcionamento e da sua impossibilidade de regeneração. Um dos instrumentos que criou "à maneira" sua e do qual o nosso primeiro-ministro da altura, biblicamente eufórico, disse ser a pedra sobre a qual se iria construir a Europa (!) e, decorrentemente, um futuro feliz e próspero para todos, esse instrumento está a ser posto em causa tal como foi criado.
Após menos de década e meia de existência de vários lados surge a questão da sua efemeridade Surpreendente, não por assim ser mas pelos lados de onde vem sendo dito, ou só vislumbrado como possibilidade. E a culpa seria dos PIIGS!, designação encontrada para Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e eSpanha (de um "bom gosto" que ofenderia os intitulados se os seus governantes tivessem sensibilidade nacional).
Esta temática tem a maior relevância. Poria tudo em causa se houvesse um mínimo de bom senso, mas este acompanha o bom gosto na ausência por onde (não) andam.
E, não querendo eu que se afaste de mim o que de outros, próceres do sistema, está ausente, permito-me transcrever os dois últimos de cinco parágrafos de uma das 40 fichas (a C10) que compõem a edição de 1997 de edições avante!(*), NÃO À MOEDA ÚNICA, em que se escrevia (e pode ler!):

«(…) Para além dos efeitos que este cenário credível teria na economia portuguesa, acelerando a destruição do aparelho produtivo e exportador (e criando mais desemprego), diminuindo remessas de emigrantes e receitas do turismo ao mesmo tempo que se agravariam os saldos negativos da balança comercial, parece de sublinhar que os que ganhariam, quer os portugueses que fazem turismo, quer os que estão ligados à actividade de importação, quer quem (pessoas, empresas, capitais transnacionais) exporta para Portugal e em Portugal importa, definem estratos sociais (e de classe) de grande peso político.
"Cenário" catastrófico? Não. Perspectivas realistas e configurando as condições em que esta luta continua.»

Voltarei. Ao tema e ao livro. Para que seja eventualmente útil, para mim e para outros, na explicação do que se está a passar.

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(*) - Não à moeda única - um contributo, Lisboa, Junho de 1997

domingo, abril 11, 2010

A galopar - Rafael e Paco Ibañez

Com dedicatória a um vizinho e amigo que me lembrou Alberti


(e não ficarei por aqui...)

Citação

... matar «aquilo que a ansiedade de saber exige»...

Álvaro Cunhal

sábado, abril 10, 2010

Reflexões lentas... e subjectivas

A nossa questão central é a da dinamização e desenvolvimento da ligação às pessoas, às gentes, às massas.
Mas, como em todas as dinâmicas sociais, há as condições objectivas e as condições subjectivas. E, sendo as condições objectivas aquelas que se conhecem (que muitos sofrem e que, para alguns, são oportunidades), é fundamental ter em atenção a situação subjectiva das massas, ou seja, dos outros que somos nós.
Massas que, evidentemente, são heterogéneas, e de que cada um de nós terá as suas amostras próprias, que avaliará... subjectivamente, claro.
A partir das minhas amostras, diria que as massas estão

  • desempregadas
  • empregadas e… mal pagas
  • endividadas,
  • desnorteadas,
  • desesperadas,
  • indignadas.

Aliás, descubro (talvez mal…) intenções de provocar e canalizar a indignação das massas para «casos» e «fulanizações», para «Mexias» e outros que tais, assim se ilibando o sistema, o capitalismo, e colocando a posição ideológica e a luta dos comunistas num “outro mundo”, ou num mundo abatido ou a abater.
Há que explicar, explicar, explicar sempre, as causas do desemprego, do emprego mal pago, do endividamento, do desnorte, do desemprego, do desespero, da indignação e, para isso, aprender, aprender, aprender sempre.

sexta-feira, abril 09, 2010

Cada fio de vontade são dois braços/cada braço uma alavanca

No avante! de hoje:
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até 31 de Maio na Torre do Tombo.

Reflexões lentas... de/para luta

Foi talvez a gota de água…
No seu trabalho de serviço público, o samuel-cantigueiro (obrigado e desculpa o abuso) inclui um documento que fez transbordar o meu copo.
Depois de todos os antecedentes que se têm vindo a acumular, nesta semana pós-pascal, depois da “coluna” (pouco vertebral) de Mário Soares e sua citação de Max Weber, das afirmações de Fernando Pinto a advogar a privatização da empresa pública de que é o responsável mais visível, dos milhões de remuneração flutuante do Mexia da EDP e dos elogios de Sócrates, vem este vídeo de Zeinal Bava, o “homem da PT”, e o seu linguajar. Foi a cereja no cimo do bolo. Mas, se calhar, ainda haverá mais. A semana não acabou, ainda tem umas horas…

Por ordem inversa de chegada:

  1. Faltava, ou não se conhecia bem, este dialecto. O jovem génio Zeinal (veja-se o currículo) é aquilo. Está à frente da comunicação, e assim comunica. Agora, parece que eles têm tudo. No entanto, prefiro o mindrico, o mirandês que até é língua, o vernáculo do meu vizinho, e não estou a brincar porque me assustou aquele linguajar.
  2. Sobre a remuneração de Mexia em gulosas fatias e os elogios do accionista Sócrates (em nosso nome), estamos conversados.
  3. As palavras em brasilês de Fernando Pinto dizendo que o que há a fazer é privatizar a TAP, tem a gravidade de ser ele o responsável (visível) pela empresa pública de um País (não o seu!) que tem uma Constituição da República que outros juraram cumprir e fazer cumprir e diz o contrário do que ele diz e está a fazer. É verdadeiramente a raposa na capoeira.
  4. Por último mas sempre o primeiro, Mário Soares, recorrendo à sua vasta biblioteca, foi buscar uma citação de Max Weber “sem regras éticas, o capitalismo tende a entrar em crise" para as suas tiradas demagógicas e, se apetece fazer graça dizendo que deve ser por isso que o capitalismo está sempre em crise (larvar), por não ter regras éticas, o caso parece-me tão sério que digo, como Marx o escreveu em os manuscritos de 1844, que o capitalismo tem a sua moral, a do lucro, a da acumulação do capital, a do negócio sobre tudo, e que Max Weber quis ligar o capitalismo à sua religião, ao protestantismo, torná-lo ético nesse sentido… e falhou rotundamente.

Pronto. Têm tudo: ética, religião, ideologia, milhões de euros (se não há, imprime-se que não é preciso base material para nada), língua (ou linguajar). E, claro, o poder político ao seu inteiro serviço porque lhes parece que a relação de forças assim o permite.
Se não fosse a luta, a lucidez levaria ao desespero.

quinta-feira, abril 08, 2010

Registo: os pedidos de reforma na função pública!

Os pedidos de reforma na função pública "explodiram" no primeiro trimestre de 2010.
Entre Janeiro e Março, 15.806 funcionários públicos entregaram na Caixa Geral de Aposentações (CGA) o processo a pedir a reforma normal ou antecipada.
São mais de 175 por dia! Triplicaram em relação a período homólogo do ano passado.