quinta-feira, setembro 03, 2009

Está a CDU a fazer campanha pelo PSD (aqui e no País)?

Gostei (que querem?) de ter escrito isto no blog da CDU por Ourém:
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Está a CDU a fazer campanha pelo PSD (aqui e no País) como é afirmado por próceres do “clube cor-de-rosa”, parecendo usar abusivamente (iconoclasticamente?) o Evangelho: Lucas 11, 14-23.?
É que este começa assim “Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio mudo” e termina assim “Quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.”
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Mas em verdade vos digo que considero (posso?) que assim não é!
Na minha interpretação, além de não haver apenas cor-de-rosa ou laranja na escala cromática, e (de) isso sei por não ser nem (de) uma nem (de) outra cor, também me atrevo (oh!, se atrevo) a dizer que se o cor-de-rosa quisesse ser mais vivo e, na verdade, não dar o tom à vida que o laranja lhe empresta (e empesta), isto é, se se aproximasse mais do vermelho, com a nossa vermelha cor poderia contar e, ainda que não nos juntássemos, separados não estaríamos. Para bem do POVO. A meu ver, claro.
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A nosso ver, claro. Que, como CDU, não sendo só um ver vermelho, tem esta cor como também sua e não consegue entender – talqual o Zé Gomes Ferreira - porque se querem pintar de outra cor as papoilas dos trigais. E não vai deixar que assim se faça.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Vamos à Festa!

Está quase!
... e não vai chover!

Acto de contrição ou auto-crítica?

Ministra reconhece
falhas de comunicação com professores
(por Lusa, hoje)


«A ministra da Educação admitiu hoje que existiram problemas de comunicação entre Governo e professores nos últimos quatro anos, como considerou José Sócrates terça-feira, mas garantiu que não viu nas declarações do primeiro-ministro uma crítica ao seu trabalho.»
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"Admitiu que..."? Com esta cara?
E quem, náo sendo professor, foi formatado, durante meses e meses, com a insistente, até à obsessão, "informação" de que os professores eram "do piorio", que não queriam ser avaliados, que eram... corporativos, e etc., o que hoje se reflecte em muitas reacções relativamente a estrato profissional da maior importância, reacções assim instrumentalizadas? Esses, assim "informados" meses e meses a fio, vão ser devidamente informados desta admissão... de problemas de comunicação?
Ou trata-se, apenas!, de uma tomada de posição em vésperas de eleições (são a 27 do mês em que estamos!) para professores verem e reconsiderarem como eleitores, quando alguns muitos, por imperativos de ordem pessoal - e não só... -, já cederam e começaram a aceitar o que consideravam inaceitável?
"Admitiu que..."? Tempo do "verbo" reconhecer e/ou do verbo auto-criticar-se? Não! Tempo do "verbo" eleições à porta e/ou sondagens preocupantes.

Por memória!

Depois das duas últimas entrevistas (se a tais coisas se pode chamar entrevistas... quando assemelham conversas combinadas), há que nos lembrarmos daquilo que querem que nos esqueçamos. Que o que vamos fazer no dia 27 de Setembro não é escolher entre esta
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ou este.


Vamos, em cada distrito (e só para isso os distritos servem...), escolher os nossos iguais que, por um mandato nosso, nos vão representar num sítio chamado Assembleia da República.,
Tanto que este direito custou a muitos conquistar, isto que configura democracia, para ser tão maltratado, tão desvirtuado.
Tanto que querem que tudo esqueçamos e, com palavras como governabilidade e outras, nos vão encarreirando para, no dia 27 de Setembro, pensarmos que vamos escolher entre aqueles dois. Nao é!
Aqui onde vivo, vou votar para contribuir para a escolha de 10 deputados que, por 4 anos, me/nos vão representar na tal Assembleia da República, pressupondo-se que vão cumprir o que terão de se comprometer comigo e com os meus vizinhos do distrito, nas listas em que se apresentam como candidatos e que têm programas, prioridades, políticas.
Ir-me-ei lembrando e aqui trazendo por e para memória.

Vamos à Festa!

Para ajudar à ópera... os Ska-P

terça-feira, setembro 01, 2009

Vamos à Festa! (registo - 4)

Entretanto, e a propósito de manutenção:



«O operário paga com a própria pessoa, e isto forma um dos mistérios da automanutenção do capital que, segundo os factos, formam uma reivindicação jurídica do operário sobre a maquinaria e que fazem dele próprio, do ponto de vista burguês do direito, co-proprietário dela.»


- pág. 188 do Livro II, O Processo de Circulação do Capital, de O Capital, Crítica da Economia Política, Karl Marx (editado por Friedrich Engels), edição portuguesa da Editorial "Avante!", Lisboa 2009, tradução de José Barata-Moura, com base na 2ª edição alemã de 1893, a lançar na Festa do Avante, sábado às 18 horas, no Pavilhão Central.

Vamos à Festa!

Para começar... Ópera.

Se não chover! Mas, se chover (abrenúncio)... siga a Festa.

Fica a ópera para o ano!

segunda-feira, agosto 31, 2009

Uribe com gripe AH1N1

Ao regressar da reunião da UNASUR na Argentina, Uribe estava contagiado pelo virus da gripe AH1N1!

Chavez vai ser acusado, é mais que certo!

domingo, agosto 30, 2009

Como se impediu o PCP de entregar a alma aos renovadores?

A teimosia é uma coisa. A integridade é outra. O Zé Morais e Castro foi íntegro!
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Só confunde quem quer. Ou é levado a assim querer.
Por Morais e Castro, no Congresso do PCP de 2000, ter lido uma carta de Álvaro Cunhal, a teimosa tarefa anti-comunista tem-se servido desse pretexto para, no obituário do actor, exercer o seu múnus. Só lhes fica mal. Mas está-lhes na massa do sangue (dos outros).
Veja-se este trecho «Num congresso do PCP que aspirava à “renovação” , o actor, declama, pungente, uma carta de Cunhal. E o tempo voltou para trás». É indigente e indecente.
Pergunta-se: o que impediu que o Congresso não tivesse cumprido a sua "aspiração"? Foi a carta de Álvaro Cunhal, ou teriam sido os congressistas, que uns milhares eram, cumprindo regras estatutárias?
Mais: não ter voltado o tempo para trás seria um bom PCP que, de acordo com costumes e exemplos outros segundo os quais um bom inimigo é um inimigo morto, seria um PCP morto… depois de ter deixado de ser comunista por ter entregue a alma aos seus aspirantes a renovadores (ou aspiradores da "renovação")?
E nós é que de tudo fazemos política... Um pouco de decência!

O país cor-de-rosa e a realidade portuguesa

Na actualização matutina, saltitando de blog em blog, era fatal que hoje apanhasse com "o grande acontecimento de ontem": Sócrates, o seu discuros na dita "rentrée", o "coro dos fidelíssimos", a caixa de ressonância.
Apanhei com o aproveitamento, até à exaustão, da apresentação do programa eleitoral do PSD/MFL, na construção laboriosa do "legos a dois", querendo fazer de tudo o resto inútil ou desperdício, ou, se muitas peças sobrarem, que se recuperem num também laborioso anexo para o BE... e depois se vê.
Os alternantes e o seu suporte. Nada de debate democrático, com respeito pelos outros. Nada de encarar alternativas para as políticas, para uma alternativa política.
O "discurso do poder" é preocupante. Porque confunde tudo, e é sectário. O PS é Socrates, Socrates é o Estado, o Estado é o PS, como ministros comprovam ao fazerem, de qualquer inauguração, uma sessão de campanha eleitoral, numa espécie de tiro ao alvo no que foi o apresentado como programa da oposição do alternante PSD, ou melhor, Manuela Ferreira Leite.
Lutar contra esta ficção do Portugal em que vivemos é um dever de higiene democrática.
Aqui pelas vizinhanças há sinais gritantes (às vezes aos gritos...) desta sectária abordagem do que não é a nossa realidade mas que se quer convencer os outros que é.
Um blog (manuelinhod'évora), hoje, depois de um ditirambólico trecho com o aproveitamento das tintas mais cor-de-rosa do quadro pintado por Socrates, termina com este naco de prosa:

Entretanto, perante estas realidades há gente de outros partidos que vai dissecando minuciosamente os seus programas partidários nos "media" e por aqui nos blogues, fugindo à realidade interna do País e aos problemas do cidadão, na tentativa de criar alguns embustes à política oferecida pelo Partido Socialista.

Aquilo (a gente de outros partidos que vai dissecando minuciosamente os seus programas partidários por aqui nos blogs) dir-se-ia que é comigo e com este blog sem "me dar a confiança" de o fazer directamente.
Face à divulgação (por vezes cirúrgica) que é feita daquele veículo, quero vir afirmar que, se o tal programa partidário (e tão-só eleitoral) é o do PCP, tem o sub-título de programa de ruptura, patriótico e de esquerda, com 52 páginas, propõe 27 medidas urgentes, tem mais de 40 destaques, de que apenas transcrevi uma dezena neste blog.
E, já agora, se a sobranceria sectária, se a cegueira que o falso e aparente poder provoca não fosse tão grande, nesse programa eleitoral se poderia encontrar um equacionamento (na perspectiva do PCP, claro) dos verdadeiros problemas da sociedade portuguesa e dos cidadãos portugueses e até - veja-se lá - alguns trechos, sobre as obras públicas necessárias por exemplo, em que qualquer socialista não sectário veria matéria para troca de impressões e acertos de posições. Sim, porque não se esqueça que, por exemplo, o NAL (Novo Aeroporto de Lisboa) e a TTT (Terceira Travessia sobre o Tejo) incidem sobre uma região em que, de 9 concelhos, 8 são, hoje, CDU e o PCP tem 5 deputados na AR. Um mero pormenor que qualquer partido que quisesse encarar os problemas do País com seriedade consideraria.
Aliás, curiosamente, sinto que a caravana que passa é a nossa!

sábado, agosto 29, 2009

UNASUR e Prémios da Nações Unidas

Da reunião da UNASUR de ontem, na Argentina, pouco se diga!
Procura-se na Lusa, no Sapo, pr esses lados, e nada se encontra. E se teve importância! A proposta de Rafael Correa (Equador), e o aplauso que recebeu, para um encontro com Obama e com ele discutir a questão das bases na Colombia não é questão de somenos.
Mas a nossa informação é a que é.



Um prémio (Heroi Mundial da Mãe Terra) para Evo Morales, entregue hoje, e outro (Heroi Mundial da Solidariedade) para Fidel Castro, atribuídos por Miguel d'Escoto, padre nicaraguense, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, não merecem destaque, se é que terão referência.
Mas a nossa informação é a que é!
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Miguel D'Escoto

Reflexões lentas... à procura da ética política - 3

Nas viagens de informação “à toa”, clicando sem bússola, há sempre encontros. Alguns maus… são os maus encontros. Mas todos úteis. Como os votos.
Ora um dos maus encontros foi onde não o queria ter. Mas… paciência! E pergunto-me: terei sido demasiado agressivo para, indirectamente, me/nos agredirem? Desta maneira!
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Para quem vem, indirectamente, "levantar a luva" e entrar no que não é – porque não pode ser – uma troca aguerrida (e ética) de opiniões, uma discussão política sobre políticas, o mal está, sempre, nos comunistas. Tem algo de freudiano...
Na gaveta ao lado daquela em que repousa o socialismo, e os estatutos e os programas que terão dado a razão e o nome à coisa a que pertencem, têm a União Soviética, Estaline, a Hungria, a Polónia, a Checoslováquia das suas memórias bem trabalhadas pela história que lhes foi e é contada. Ah! E Gorbatchov no altar.
Mas há outra História. Bem diferente. Em que União Soviética foi outra História, em que tudo o resto teve outras histórias. Da História que é a da luta de classes.
O czarismo, a tentativa churchiliniana de “afogar o bebé no berço”, o cerco, os cercos, os bloqueios (não só o de Cuba, mas este!), as exterminações maciças de comunistas ou suspeitos de (na Indonésia, no Brasil, nos EUA-McCarthy, na Alemanha, na Ásia, em tanto país de África), a(s) guerra(s), a guerra fria, o retalhar de países, o que foi, contra tudo e sempre, a resistência, a luta, e a afirmação e confirmação, aqui e ali, e ali e aqui. E o imperialismo duro, brutal, anti-trabalhadores, anti-socialismo, anti-Humanidade. Com ajudas sociais-democratas.
Houve conquistas sociais no século XX enquanto o capitalismo crescia aos tropeços, desenvolvia as suas crises, e nelas mergulhava a Humanidade, criando condições de pauperização(*)? Teriam sido possíveis sem um “mundo socialista” e sem um movimento operário em luta?
Disse Jerónimo de Sousa "Seremos governo, se e quando o povo português quiser e quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular." Há quem faça ironia e liturgia. Por mim, gosto e subscrevo. Com duas precisões:
1. Por muito que não o queiram ver, sempre assim foi, com o exemplo mais relevante e primeiro na Rússia de 1917 e anos seguintes.
2. A vontade popular não tem o voto como a exclusiva forma de se impor, e os seus tempos, modos e formas de maturação e manifestação não obedecem a manuais e formatações.
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Por agora, chega.
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(*) - conceito (pauperismo na tradução portuguesa) enunciado em 1868, no Manifesto, a precisar muito de ser estudado... e reflectido, com base nas necessidades sociais a cuja satisfação temos direito por decorrerem da evolução histórica.

Reflexões lentas... à procura da ética política - 2

Nas viagens de informação “à toa”, clicando sem bússola, há sempre encontros. Alguns maus… são os maus encontros. Mas todos úteis. Como os votos.
Ora um dos maus encontros foi onde não o queria ter. Mas… paciência! E pergunto-me: terei sido demasiado agressivo para, indirectamente, me/nos agredirem? Desta maneira!
Recapitulando. Sobre o dr. Mário Soares, estamos conversados. Tenho do senhor uma opinião, que ele não se cansa de confirmar, de reforçar. É um trafulha. É um pragmático no pior sentido, por total desrespeito pela coerência. É ferozmente individualista, egocêntrico. O seu percurso político, o que tem escrito e dito (e feito) comprovam-no. Vir, agora, tirar Marx do purgatório (!) não é para se servir de Marx, da sua caracterização do capitalismo e da sua contribuição para o socialismo, mas sim para dar a achega para a continuidade do que Marx escalpelizou como efémero (ah!, o tempo histórico) e do que estigmatizou por desumano. Não se trata de opiniões diferentes. Trata-se de total falta de ética em política. Da escola do “vale tudo… é política”. Além de insuportável, o senhor é incurável e recidivo.
Sobre o dr. Augusto Santos Silva, também não de trata de ter opiniões diferentes. Se aquela é a opinião dele, que a defenda, que lute por ela. Que lute para que o PS tenha a maioria absoluta e, no caso de não a ter, que tudo faça para que funcione como se a tivesse, não discutindo políticas porque as “suas” são, indiscutivelmente, as melhores, as únicas. Agora o inaceitável é a argumentação caceteira, sempre “a malhar”, a agredir, a não admitir (mas quem é ele?!) que possa haver outras opiniões. Outras opiniões que, aliás, das mais variadas formas e exaustivamente, provam que há aritméticas que estão erradas na fundamentação da opinião (se opinião é) do dr. Santos Silva.
Estamos perante dois casos em que a agressão é clara e intencional, que pretende reduzir uma linha de pensamento e interpretação que se atreve a subsistir (e a ganhar forças novas) a menoridade porque não se pode exterminá-la. Depois, há quem venha tomar por suas as dores a que quem agride é insensível e venha agredir, com redobrada violência, quem se atreveu a gritar que aqueles (e outros) reizinhos vão nus.
Já volto… que esta manhã estou para isto.

Reflexões lentas... à procura da ética política - 1

Nas viagens de informação “à toa”, clicando sem bússola, há sempre encontros. Alguns maus… são os maus encontros. Mas todos úteis. Como os votos.
Nem sei onde, escrevia-se, e eu li mais ou menos assim, que não se pode (ou era que não se deve?...) confundir ética com política. Mas as linhas logo a seguir confundiam ética com justiça, como se fossem a mesma coisa, e estigmatizavam a confusão entre política e justiça. Ora ética é algo de muito preciso e de muito delicado. Tem de haver uma ética para a política e tem de haver uma ética para a justiça. E faz parte da ética da política não se confundir com a justiça.
Não agredirá a justiça, e a sua ética própria, impedir que seja candidato (e, obviamente, não ser eleito representante da comunidade) alguém que é arguido (ou já condenado, embora com recurso interposto) em processos judiciais que agridem a ética indispensável para que a política tenha (e cumpra) a sua ética. É da ética da justiça que todos são pressupostos inocentes antes de condenados pela justiça, mas parece-me ser da ética da política que se evite que, por morosidade e artifícios judiciais (em que o funcionamento da justiça, particularmente a portuguesa, é pródigo), possa vir a ser candidato e eleito, e a beneficiar de estatuto e imunidades, quem já é arguido (o que, no plano jurídico, pressupõe não-inocência) ou mais adiante no processo. A transpor a ética da justiça para a ética da política é que se estaria a confundir política com justiça.
E há uma coisa que quero sublinhar, para mim não só há como tem de haver, ética na política, (no sentido lato, ou seja, acto nas relações humanas), tem de haver, na política, uma ética: a ética política, cuja deveria prevalecer sobre todas as outras pois dela decorre como os humanos estão organizados em sociedade.
Estarei errado?
Volto já.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Uribe na UNASUR

Agora, aqui Uribe ratifica ter assinado o acordo com os EUA para a instalação de bases no território da Colombia!

O homem está mesmo ceguinho de todo! Não (se) enxerga!

Li isto aí, num sítio qualquer, e dei por mim a benzer-me. Acho que apanhei com o Sol no alto da moleirinha!

O dirigente socialista Augusto Santos Silva advertiu hoje que no próximo dia 27 está em causa o Estado social em Portugal e que a «cegueira» da «esquerda revolucionária» contra o PS ajuda historicamente as forças da «reacção»




Mas... a sério, a sério, quem é que está mesmo ceguinho de todo? Este homem devia tratar-se.
Que ele possa ter essa opinião, é com ele e pronto. Agora que seja tão useiro e vezeiro em desrespeitar os outros, os que não têm a sua opinião (seja a sua opinião ou não) e que a exprima desta maneira cega isso é sintoma muito grave. É mais que sectarismo, deu-lhe um virus fascistóide, e/ou foi contagiado, e há riscos de contágio.

Zelaya visitado em Manágua

Na sequência de anterior mensagem, este registo, retirado do avante!, de ontem:
Na América do Sul, onde os Estados Unidos e a Colombia estão a criar uma situação deveras preocupante!
Josetxo Ezcurra (em ocastendo)



Registo - 3

«Com o desenvolvimento da produção capitalista, a escala da produção é determinada em grau sempre mais estreito pela procura imediata do produto, e em [grau] sempre maior pelo volume do capital de que o capitalista individual dispõe, pelo impulso de valorização do seu capital e [pela] necessidade de continuidade e extensão do seu processo de extensão.»

- pág. 157 do Livro II, O Processo de Circulação do Capital, de O Capital, Crítica da Economia Política, Karl Marx (editado por Friedrich Engels), edição portuguesa da Editorial "Avante!", Lisboa 2009, tradução de José Barata-Moura, com base na 2ª edição alemã de 1893, a lançar na Festa do Avante.

quinta-feira, agosto 27, 2009

O insuportável Mário Soares

Depois da "lição" na Visão (ver em o cravodeabril.blogspot), Mário Soares reincidiu sobre Marx. No Diário de Notícias de 25 último. Aliás, MS é um reincidente contumaz. E sem escrúpulos.
MS escreve no DN que o objectivo do seu artigo na Visão - "Marx saiu do purgatório?" - era o de chamar a atenção dos portugueses para que pensassem, no plano teórico, na importância de perceber, politicamente, a crise global do capitalismo financeiro e especulativo que estamos a viver. Face às "derivas do capitalismo financeiro do século XXI", observar-se-ia, segundo MS e - depois!, só depois! - o Nouvel Observateur, um reganho de actualidade ao grande teórico do "Capital" (*), cujas intuições geniais assumiram, com a actual crise, uma força inesperada.
Ora, Os economistas clássicos, formados pelo neoliberalismo, recusam-se a compreender isso. É um erro, diz ele. E a culpa, acrescenta, é de muitos dos socialistas neoliberais formados na "terceira via", uma verdadeira fraude intelectual. Isto diz ele, embora pareça mentira que diga tais coisas, depois de outras que já disse.
E, para terminar, avisa, grandiloquente, que É tempo, realmente, para que os portugueses pensem que a economia é uma ciência social, que depende da política, e que, sem uma sociedade mais justa - atenta às pessoas e não apenas às oscilações do mercado - não é possível ter uma economia sã, capaz de travar a crise actual do capitalismo financeiro.
Palavra de honra que está assinado por ele, que ainda considera ser um bom tema para um debate entre socialistas e não socialistas, nos partidos e fora deles, em tempo de eleições, e, para fechar, ameaça que talvez volte ao tema.
É preciso uma enorme lata e sem-vergonha, num exercício exemplar de demagogia política por parte de quem, quando oportuno, vai buscar o socialismo que ele próprio meteu na gaveta para escrever coisas destas... com o objectivo de impedir rupturas no caminho do socialismo.
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(*) - De O Capital, MS confessa, com jactância, que nada conhece, nem por osmose... pois tem edições na sua vasta biblioteca, de muitos livros comprados e oferecidos mas não lidos.

quarta-feira, agosto 26, 2009

O Programa e os destaques - 11 (e último)

É o último destaque!. E o último que aqui se destaca, o 11º.
Depois, vêm as "medidas urgentes" (27!)

«Outra política económica
exige a reconsideração do enquadramento comunitário da economia portuguesa e uma Europa de cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos.
Exige uma política orçamental comunitária virada para o investimento, o crescimento e o emprego e políticas orçamentais de cada Estado nacional sem os constrangimentos da União Económica e Monetária/Pacto de Estabilidade.
Exige, a convergência real das economias e a coesão económica e social com o estabelecimento de uma Estratégia para a Solidariedade e o Desenvolvimento, que afaste o programa neoliberal da Estratégia de Lisboa, que deve ser liminarmente rejeitada, e assuma como orientações:
• A profunda reforma da Política Agrícola Comum (PAC) que assegure a soberania e a segurança alimentares de cada País, tendo em conta as especificidades da produção agrícola e das regiões nacionais;
• a profunda alteração da Política Comum das Pescas que promova a modernização, sustentabilidade e o futuro da actividade piscatória, com o controlo nacional da Zona Económica Exclusiva;
• o apoio ao desenvolvimento e salvaguarda da actividade industrial;
• a mudança radical na política de comércio externo, nomeadamente na OMC e nas negociações bilaterais, substituindo a liberalização por políticas de cooperação e apoio;
• uma nova estratégia para a regulação dos mercados de capitais, penalizando as deslocalizações de empresas, tributando as transacções financeiras e pondo fim aos paraísos fiscais.»