sábado, fevereiro 11, 2012

Outro que é como se já lá estivesse!

Este outro também é como se já lá estivesse. É de uma outra condição, de uma outra qualidade. Muito fez e faz  para que sejamos mais. Usando as palavras como armas. E que bem as usa!
No seu "blog" (aspalavrassaoarmas), escreveu coisas como esta:

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
Sábado e o futuro
10 SEGUNDOS DE FUTURO!

Numa lixeira ao fundo do quintal, junto a um muro desventrado, por entre blocos de basalto, a roseira intrépida cumpria a sua condição de flor e, da base negra multiforme, todos os anos, em data aprazada pela natureza, uma rosa vermelha abria-se ao sol para me entregar uma mensagem de beleza e esperança.
Há imagens que marcam para sempre uma criança e essa rosa vermelha, "príncipe negro" de seu nome, os meus cinco, seis anos nunca mais esqueceram. Porquê?
Porquê muito mais tarde, num triturador de lixo (também denominado televisão) uma imagem brotou inesperada e relembrei essa flor?
Fez segundos de futuro, soterrados de imediato por sucessivas enxurradas de detritos televisivos; tempo suficiente para alertar os cépticos que a esperança é forjada na luta inseparável de desaires e alegrias.
As manifestações estudantis eram notícia. Após carga policial, os alunos do secundário voltaram a reagrupar-se; jovens, faziam a aprendizagem da afirmação necessária: irrequietos, inconscientes muitos. E como poderia ser de outro modo?
As câmaras passeavam-se por entre os manifestantes procurando pormenores, nem sempre dignificantes, e quando pensava que iriam continuar a soterrar-nos de imagens sem sentido, uma objectiva colhendo ternura chama a primeiro plano o rosto de uma jovem.
Lembram-se?
Fisionomia determinada onde a dor e a raiva se abraçavam e as lágrimas uniam, entoava: "Grândola, Vila Morena!".
Sentada no chão chorava, e por entre soluços sentidos semeando no presente melodias do passado recente onde leveda o futuro, cantava.
Na terra semeava lágrimas e canções no ainda débil viveiro do seu descontentamento. É por aí que se inicia a sementeira!
Ao levantar-se ninguém ou coisa alguma a poderá deter. A seara está feita; penoso será o caminho que a levará à colheita. Como qualquer bom camponês há que estar atenta e recomeçar, recomeçar sempre, sempre, sempre!
Este rosto guardei-o na galeria das belas imagens da minha vida porque me deu força e reforçou o orgulho de continuar a acreditar que o testemunho é sempre bem entregue às gerações que nos sucedem.
E a quem o poderíamos confiar?!
Recordando, lembranças nos chegam arrastando imagens, sons, poemas, livros! E num dos marcos desta minha alameda de emoções está inscrito o "Rumor Branco", primeiro livro do grande escritor Almeida Faria que, em síntese, profundidade e beleza nos recorda que ".....os homens não nascem mas se fazem, a cadinstante se fazem e nisso está a liberdade deles....."

Confiante e determinada lá estava no 25 de Abril e no 1º de Maio.
Continuando a caldear sonho e liberdade não vai faltar no próximo sábado dia 11 de Fevereiro no Terreiro do Povo.
Vão conhecê-la na alegria dos jovens que nos recebem o testemunho.

Não faltem!
Publicada por cid simoes em 10:39
----------------------------------------------------------------

Lá estaremos.
Contigo, Fernando!

Todos ao Terreiro do Paço

Um tal de D. José já lá está. Até lhe chamam o primeiro,
Foi a cavalo.
Vão-se entretendo com os pombos até nós chegarmos.


Nós vamos de camioneta. Partimos da Rodoviária ao meio dia e meia!
Lá nos encontraremos,

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Coisas que se dizem...

Regressava a casa, e a rádio vinha ligado num daqueles programas em que as pessoas "dizem coisas" sobre a actualidade. Coisas definitivas, claro. Como as pessoas que ali estão a dizê-las.
Discutia-se a decisão do primeiro ministro de não conceder a habitual tolerância de ponto do Carnaval. Parecia, de entre as pessoas que "dizem coisas", ninguém encontrar argumentos que justificassem tal medida. Eis senão quando ouço alguém dizer que a nação portuguesa estava na pior crise de todos os seus 9 séculos de História. E insistiu, em reforço e com palavras dele, mas próximas destas, que nunca a nação portuguesa estivera tão posta em causa, exemplificando com situações como a perda do ouro do Brasil e outras parecidas (esqueceu-se do período entre 1580 e 1640... que deve ter sido apagado com o feriado de 1 de Dezembro e a ideia da restauração da independência nacional).
... Não tive mais quilómetros para continuar a ouvir a justificação da não tolerância de ponto com a desgraça em que os portugueses estão. Todos? Há uns que não têm nada de desgraçados.
E há os que lutam, e esses também não!

Afinal...

... afinal, a conversa entre Vitor Gaspar e o ministro das finanças alemão não era para ser divulgada!
Quem diria...



Haja um pingo de vergonha!

Breve - BPN

Este ano, os salários dos trabalhadores do BPN ainda vão ser pagos pelo Estado, isto é, serão os outros trabalhadores a terem de arrostar com mais este encargo desta medida dests política, tomada na sequência de enormes falcatruas só possíveis por esta política (e estes políticos bem identificados).


E as continhas todas desta "nacionalização", pedidas pelo GP do PCP? Quando é que vêm? 

Breve - mais uma para o rol

Há que começar a preparar uma antologia!
Depois das recentíssimas i) relvática "não se faz política com coisas sérias" e ii) do contributo internacionalista de "os sem abrigo não devem sair de casa" (porque está frio?!), mais esta de passagem:


"Não sou bem pago, mas não me queixo..."

A mediocr'acia no poder
... e mal pagos estamos nós!...

OUTRA INFORMAÇÂO - Até onde Irão?

de avante!:

Manifestações nos Estados Unidos
Norte-americanos concentraram-se em 80 cidades
Nem guerra nem sanções contra o Irão

Concentrações realizadas em dezenas de cidades dos EUA exigiram o fim da política hostil para com o Irão e expressaram o repúdio do povo norte-americano face a uma possível ofensiva militar contra a nação persa, cuja probabilidade ganha força.
As iniciativas ocorreram sábado, dia 4, em cerca de 80 grandes e pequenas cidades de 30 dos 50 estados norte-americanos, garante uma nota divulgada pelas organizações promotoras.
«Não à guerra, fim às sanções» foram as principais palavras de ordem ouvidas em Nova Iorque e Los Angeles, mas também em Boston, Albany, Philadelphia, Baltimore, Washington, Atlanta, Tampa, Cincinnati, Detroit, Chicago, Milwaukee, Minneapolis, Dallas, Houston, Tucson, Phoenix, Albuquerque, Salt Lake City, São Francisco, Seattle ou Honolulu.
No dia anterior, em Rockport, no Estado do Illinois, outra manifestação juntou a rejeição da guerra à denúncia do orçamento dos EUA para a Defesa relativo ao ano de 2012, que destina 662 mil milhões de dólares para o sector.
Os participantes notaram ainda que aquela lei consolida os princípios da chamada guerra global contra o terrorismo, entre os quais a detenção de suspeitos de terrorismo por tempo indefinido, incluindo cidadãos norte-americanos.
Obama ficará conhecido como o presidente que abriu a porta à prisão de cidadãos nacionais sem acusação formada nem apresentação a julgamento, enfatizou Anthony Romero, director da União Americana de Liberdades Civis, citado pela Prensa Latina.
No mesmo sentido, David Gespass, da Associação Nacional de Advogados, considerou este «um passo rumo ao fascismo».
Os protestos contra um possível ataque imperialista ao Irão ocorrem quando se adensa o clima de ameaças e crispação. O argumento dos EUA, UE e Israel é de que o regime de Teerão desenvolve uma programa nuclear com fins militares, mas ainda recentemente um ex-oficial da CIA, Raymond McGovern, garantiu, que, contrariamente ao de Israel, o programa nuclear iraniano é pacífico.
O mesmo têm repetido as autoridades iranianas, que ainda a semana passada receberam no país, durante três dias, uma delegação da Agência Internacional de Energia Atómica e expressaram vontade em esclarecer todas as dúvidas.
O porta-voz do grupo, Herman Naeckerts, considerou a visita «positiva» e confirmou a disponibilidade iraniana para ultrapassar a desconfiança apresentando provas e factos.
Séria ameaça
Não obstante, os EUA voltaram a agravar as sanções económicas contra o Irão, isto depois de a UE ter decidido embargar a importação de petróleo daquele país. A decisão dos 27 tem efeito a partir de 1 de Julho, caso os iranianos não desistam do seu programa nuclear.
Teerão reafirmou que não vai abdicar do projecto, alegando que os seus fins são exclusivamente a investigação, a terapêutica e a produção de energia.
Em Israel, a vontade de atacar o território persa é indisfarçável e terá mesmo motivado o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a pedir a altas patentes militares e membros do seu governo contenção nas palavras.
A questão para Netanyahu parece ser não atrair atenções sobre a preparação de um ataque contra o Irão, cenário que o próprio secretário da Defesa, Leon Panetta, terá admitido como uma hipótese durante a Primavera. Pelo menos assim o afirmou o cronista do Washington Post David Ignatius, que acompanhou recentemente Panetta num périplo.
Mas se em Israel está a ganhar força a campanha que afirma que os iranianos terão em sua posse, até ao período pré-estival, uma quantidade de urânio enriquecido suficiente para construir ogivas nucleares, nos EUA, militares do nubloso Bipartisan Policy Center já elaboraram um relatório contendo as instruções para uma ofensiva relâmpago.
Segundo o canal Russia Today, o documento foi apresentado aos máximos responsáveis dos EUA e sugere a intensificação das operações de "inteligência" (espionagem), a deslocação de mais vasos de guerra para a região do estreito de Ormuz, a realização de manobras militares com os países aliados e o reforço da sua capacidade militar, nomeadamente da Arábia Saudita.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Breve - A Alemanha admite reajustamento...

Em conversinha privada, de boca a orelha, entre ministros das finanças, transmitida pela televisão, parece que o da Alemanha admitiu a possibilidade de rejustamento na entendimento entre as duas "troikas", aquilo que, em termos sérios e institucionais, se deveria chamar renegociação. Se negociação fosse,,, Mas não é!, porque se trata apenas de uma possibilidade que a Alemanha admite,
Tudo isto causou grande alarido, com enfase na enorme vantagem do ministro das finanças português ser tu cá-tu lá com os colegas, conseguindo o que o primeiro ministro, ainda esta semana, disse estar fora de questão.
Sejamos sérios. O que isto causa é uma enorme náusea!

Ex-citações - Januário Torgal Ferreira - Bispo das Forças Armadas

Do que tenho lido ultimamente, a entrevista com o bispo das Forças Armadas, Januário Torgal Ferreira, no jornal da U. Porto Alumni, deu-me especial satisfação e conforto. Trata-se de opiniões (com que não coincido totalmente, como é natural) de um homem honesto, sensato, culto.
Muito me apetece transcrever, mas escolhi, para citação, a resposta a esta pergunta:
 

Considera, portanto, que não está a haver equidade na distribuição dos sacrifícios?

Eu acho que não. As zonas mais abandonadas e mais debilitadas económica e socialmente não têm sido zeladas com uma proporcionalidade monetária justa e compensadora. Uma malga de sopa mata a fome. Mas uma malga de sopa significa, tantas vezes, o mais fundo desrespeito humano. “Toma lá!”. É o olhar de cima. E, como diz o Garcia Marquez, “só se pode olhar de cima como se olha uma criança: para a ajudar a crescer”. Aí é que o olhar de cima não é uma afronta! Nós ficamos muito satisfeitos, e isso são restos do salazarismo, com a solidariedade que engana a fome. O que eu queria era a justiça que matasse a fome.! As pessoas têm direitos, como homens, a ter um trabalho com um salário justo. Não um salário precário, um salário de favor ou um salário que equivalha à malga de sopa,

Última hora - uma decisão inaceitável

Inaceitável democraticamente (quaisquer que sejam os condicionalismos da democracia). Se o 1º ministro não delegou... é ele o membro do governo que pode responder!
--------------------------------

Secretas
PCP vai recorrer da decisão da Mesa para discussão em plenário
Económico com Lusa
09/02/12 15:10

O PCP afirmou hoje que vai recorrer da decisão da Mesa da Assembleia da República, que rejeitou a audição potestativa do primeiro-ministro sobre as secretas, o que obriga o plenário a debater e a pronunciar-se sobre o assunto.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião da Mesa, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, adiantou que a sua bancada vai "recorrer da decisão da senhora presidente da Assembleia da República para plenário", considerando que este "direito potestativo não pode ser impedido com estes argumentos, que não têm validade".

"Nós ouvimos as parcas explicações da senhora presidente da Assembleia e consideramos que é uma decisão incompreensível, não fundamenta a decisão no regimento tal qual o lemos e o entendemos e está-se a pôr em causa um direito potestativo, o que pensamos não ser admissível", criticou.

Bernardino salientou que, segundo a lei, "só o primeiro-ministro tem, como membro do Governo, a tutela" da área das informações.

"Só ele pode responder, não o escolhemos por ser primeiro-ministro, escolhemo-lo porque ele é o único que no Governo tem competência para dar resposta", alegou

Grécia. "Esticar a corda". Exigir sempre mais!

O ministro das finanças greo chega hoje à reunião dos ministros das finanças do euro sem o acordo para poder receber o segundo pacote de ajuda.

Reunidos ontem para debater as condições exigidas pela "troika" para um novo "resgate" à Grécia de, pelo menos, 130 mil milhões de euros, os líderes partidários gregos chegaram a acordo sobre todos os pontos menos um. O ponto de divergência é a redução das pensões.
Entre as medidas de austeridade exigidas pela "troika", e a que se teria chegado a acordo, estão a redução em 20% do salário mínimo, o despedimento de 15 mil funcionários públicos e os cortes das reformas complementares.

Há sempre mais para exigir!

Ao Terreiro do Povo!

Se bem interpreto o que tenho lido e ouvido (e, também, para o que tenho querido contribuir com o que tenho dito como interpretação), quer-se que a manifestação de 11 de Fevereiro seja diferente. Que seja um passo com o seu quê de salto. Da quantidade para maior quantidade e outra qualidade. 
Não ser o desfile habitual, descendo e enchendo a Avenida da Liberdade de encontros e abraços, para desembocar nos Restauradores, em que nos espalhamos pelas alas, fazendo de esplanadas lugares de convívio, enquanto alguns dos muitos ficam (e chegam) para encher o espaço central a ouvir as intervenções.
Desta vez, o mais importante não é desfile – ou os desfiles, que mais curtos serão, e mais organizados têm de ser – mas a concentração. Sem alas laterais de cervejas e “piratas” (bebidas do fim das "manifes" para muitos de nós), mas fi(n)cando-nos ali o tempo necessário para que todos ali cheguem e fiquem, para ouvir as intervenções, enchendo o enorme espaço do Terreiro que terá de ser do Povo. Do Povo que ouve, e participa, e diz que assim não pode ser.
Com uma voz alta e unida que chegue onde tem de chegar e onde há quem não a queira ouvir.
Para orelhas moucas, palavras serenas, fortes e bem audíveis!
e Santa Apolónia-Terreiro do Paço
e Cais do Sodré-Terreiro do Paço
e Martim Moniz-Terreiro do Paço

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

A comPassos... até ao Terreiro do Paço!

De repente, dei por mim a sentir-me a compasso de Passos Coelho. Toda a gente a atacá-lo por causa daquele “tiro no pé” (‘inda terá pés o Passos?...) – até do seu próprio interior partidário e governamental –, e eu a dar-lhe razão. E não por aquela reacção de estar, instintivamente, ao lado dos atacados e perseguidos. Mas é que, realmente, há pieguice a mais no nosso País.
A começar por cima, pelo “mais alto magistrado do Nação”, que se lamenta da mixuriquice da sua reforma, ao referir só uma e ao esquecer outras e outras fontes de rendimentos. Aliás, já o tinha feito, antes, por causa da sua D. Maria, coitadinha, que à custa dele teria de viver dada a exiguidade da sua reforma de 800 euros.
Pieguice tanto mais injustificada quanto não faltou quem andasse por aí a vasculhar declarações de rendimentos e apurasse que o casal tem milhões em bens mobiliários, como contas de vário tipo em diversos bancos e aplicações financeiras… só a D. Maria tem, declarados, mais de 600 mil euros em contas bancárias e muitos milhões de unidades de acções, obrigações e fundos de investimento, sem falar dos bens do casal que estão ao luar pelo Algarve e por fora-das-costas algarvias.
A propósito, o jornal da minha terra publicava um artigo sobre o assunto, com um título que tem a ver com essa exemplar pieguice, O Pobre Lamento, mas que eu aproveitaria para os jogos de palavras de que tanto gosto – como os mais próximos sabem – e diria que é um... “pobre lam(ac)ento”.
Nesta embalagem, arranjo um verbo novo “pieguiçar”, neologismo querendo exprimir o acto de usar pieguice. E, curiosamente, logo ao lado do citado artigo há um vice-presidente da Câmara a “pieguiçar-se” de traição em reunião do executivo. e a transformar essa pieguice numa retaliação que dará, decerto, lugar a mais pieguices.

Por outro lado – mas bem do outro lado! – venho aqui incitar os "piegas" que se queixam das reais e muito sofridas dificuldades a lutar. A luta é a única alternativa à pieguice com fundamento.
Todos ao Terreiro do Paço
para que o Passos saiba
que não somos piegas!
e Santa Apolónia-Terreiro do Paço
e Cais do Sodré-Terreiro do Paço
e Martim Moniz-Terreiro do Paço


de vermelho:

Entranhar, desentranhar... e base teórica

Na elaboração de um texto de reflexões sobre o contributo de Marx para o marxismo, que venho empreendendo há meses - e que de que me servirei, entre outros possíveis aproveitamentos, para extrair a participação na iniciativa Marx em Maio -, ao escrever uma espécie de introdução, impôs-se-me um trecho sobre como se entranha ser comunista no ser humano e, na sequência, um outro como se pode desentranhar, no percurso de vida do humano ser, essa qualidade (se qualidade se pode chamar a tal condição, tal como a considero).
Num anterior "post", antecipei, a qualquer outro aproveitamento, a publicidade do rascunho - que ainda assim é - da reflexão sobre a questão de não se nascer comunista e de como tal condição se pode entranhar no ser humano (a 26 de Fevereiro e, neste dia, por razões muito minhas...).
Na sequência desse trecho, estoutro se tornou oportuno e necessário, rascunho de umas páginas adiante. Que, agora, se traz ao escrutínio desta prova de fogo de o tirar da sombras das páginas reservadas e "secretas" e trazer à luz da possível (e também improvável ou por provar) leitura e reflexão de outros.

«(...) Assim começou o marxismo a ser base teórica para os comunistas e o seu partido. E a poder fundamentar, pelo conhecimento e pela compreensão (ou intelectualização), a via para o ser humano chegar a ser comunista.
Mas, tal como, por essa via, se pode entranhar a condição de ser comunista, também se pode ela “desentranhar”.
O que pode com alguma facilidade (ou até fatalidade) acontecer se as circunstâncias que levaram à condição se confinarem ao nível do intelecto, se esse pensar ser comunista não for acompanhado por uma prática de ser comunista, com outros, em colectivos organizados e em espaços sempre disponíveis para a discussão do modo (não do modelo!) de se ser comunista no tempo histórico presente e no espaço em que se vive.
Aliás, e como mero parêntese, é tão precária e frágil a adopção individual de uma concepção de vida e de ser humano quanto a circunstancialidade que a ela levou, e essa mesma precariedade e fragilidade pode funcionar em sentido inverso, pode levar ao abandono da concepção de vida e de ser humano, por desentendimento entre camaradas, por acidente físico, desde um desastre de automóvel a um AVC, ou por outro tipo de acidente, como uma paixão intempestiva (alguma não o é?) que vire do(s) seu(s) avesso(s) um ou dois (e/ou outros ligados a esses dois).

O que é inequívoco é que há uma base teórica para se ser comunista, base teórica que assenta no Manifesto e se reforça no que Marx (e Engels) continuaram escrevendo (e manuscrevendo), e no que Lenine levou à prática, como Partido e Estado e experiência histórica, e que exige constante confronto com a actualidade, e permanente actualização.
Dir-se-á, ou haverá quem contraponha, que há outras bases teóricas do comunismo que não as aqui referidas. Serão as suas, as de quem assim diz ou contrapõe…
(...)»

E é que não calam mesmo!

Sábado, na manif!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Brevíssima - as surpresas...

Jerónimo de Sousa... foi uma surpresa!
Francisco Lopes... foi uma surpresa!
Arménio Carlos... está ser uma surpresa!
...
A/os deputado/as jovens do PCP... são, cada um/a, uma surpresa!
...
(há muitas em carteira!)

Até Maio (e depois) vai por aqui aparecer muitas vezes:

Breves - perguntas não-inocentes e (parecem...) muito oportunas

  1. A situação na Grécia é resultado das greves e da luta social?
  2. As greves (hoje, é a 16ª) não são resultado das medidas tomadas, ao longo deste tempo?
  3. As medidas tomadas na Grécia não foram, todas, um falhanço, agravando a situação?
  4. Em Portugal, as medidas tomadas para resolver "a crise" não agravaram "a crise"?
  5. Não se trata de um "esticar da corda", a partir de quem (directamente, ou impondo-as via governos) não vive de salários ou pensões mas de exploração e especulação? 
Isto sou eu...
em conversa comigo.

Terão a resposta...

Regressado relativamente tarde da reunião da Concelhia do PCP, ainda apanhei a parte final do Prós e Contras. Logo que vi quem eram os intervenientes, arrefeceu (tal como o ambiente la fora) o interesse mas a presença do Arménio Carlos na sua primeira participação naquele programa "segurou-me".
E fiquei a "ouver" intervenções de um "holandês voador", da "empresária europeia do ano", com a sua empresa exemplar, cheia de "charme" de cortiça do sul que transforme excedentes de rolhas de champagne em objectos para a 5ª Avenida, dos benfeitores (um, que estava na mesa, das "misericórdias" como mais um "produto português" de exportação, e das associações vicentinas), cheios de fé, esperança e caridade - com um apontamento significativo sobre a pobreza que ainda está intra-muros - e ilustrando a "solução" para dezenas do que é uma questão de fundo e de milhões -, e ainda o responsável do IEFP, casa por onde andei quando bem diferentes eram as intenções trazidas de uma Direcção-Geral do Emprego a tentar articular com uma Secretaria do Estado do Plano, com um IAPMEI e uma Empresa Pública de Parques Industriais, com uma direcção de Promoção do Emprego, uma direcção do Formação Profissional  em ligação com o Ministério da Educação, e um papel determinante da central sindical unitária (coisas do passado que será futuro e não daquele presente que é sempre passado!).
E eu a "ouvê-los", animado com umas entradas com alguma pertinência e acutilância de um universitário que se via mesmo se iria pegar com um senhor da mesa no palco, em representação da classe social... dos empresários "à portuguesa".
E o Arménio Carlos? Bem... a ter de "ouver", cumprindo regras de debate, atento e à espera. Até que, mesmo a acabar, lá lhe foi dada a palavra. E, com uma impressionante calma e presença de espírito (de debate democrático), fez "descer à terra", disse o que era preciso ser dito, falou do que é negociação entre partes e de falsos e demagógicos apelos a colaborações entre náufragos em que uns têm de remar, mãos em sangue de desespero, com outros repimpados nos camarotes, dedos cheios de aneis e barrigas a ab arrotar.
Depois de ter falado, saltou o empresário, com diatribes a que o universitário tentou ripostar, incendiando-se o diálogo (?) entre eles, e quando o Arménio Carlos se preparava para dar resposta a tempo e em tempo...  o programa teve de acabar!
Ficou a última frase do secretãrio-geral da CGTP, ao não ter a oportunidade de responder ao que, com violenta verborreia, lhe fora atirado com endereço directo: "... não posso responder?... mas não fica sem resposta!"
Não ficarão sem resposta!


(agora, vou "ouver" o debate todo,
este foi um testemunho directo)

OUTRA INFORMAÇÃO - a "Europa" vista de fora

De vermelho:






6 de Fevereiro de 2012
- 20h42
Governo grego anuncia demissões;
sindicatos preparam greve

As bolsas europeias fecharam em baixa nesta segunda-feira com as preocupações em torno da crise da Grécia voltando a ganhar força. A troika (FMI, BCE e UE) intensifica a pressão sobre o país, o governo cede, anunciando a demissão de 15 mil servidores, e os trabalhadores prometem uma nova greve geral nesta terça-feira, 7.
Atenas e outras cidades gregas devem amanhecer paralisadas e sacudidas por manifestações de rua, já que a adesão à paralisação deve ser grande, a julgar pelas expectativas dos sindicalistas.

Luta de classes
O acirramento da luta de classes é o desdobramento natural e inevitável da chamada crise da dívida, cuja “solução”, comandada pelo FMI, consiste num pacote de maldades mais cruel que as medidas aplicadas no Brasil e em outros países latino-americanos nos anos 1980, durante a crise da dívida externa.
Longe de solucionar os problemas, a receita do FMI agrava a crise da economia real e serve exclusivamente aos interesses dos banqueiros credores, principalmente alemães e franceses. A Grécia padece mais quatro anos de recessão, com uma taxa de desemprego que não para de subir e avança para 20% da População Economicamente Ativa (atingiu 18,2% em outubro do ano passado), brutal arrocho salarial e redução de direitos.

Imperialismo
As potências que comandam a União Europeia com espírito imperialista (Alemanha e França) estão ampliando a pressão sobre Atenas, para que o país que aceite uma nova rodada de dolorosas medidas de austeridade em troca de um empréstimo de 130 bilhões de euros.
O país enfrenta um resgate de bônus no valor de 14,4 bilhões em março e se o acordo com a troika não for fechado, a moratória será inevitável. Além das demissões, FMI, BCE e UE exigem um corte de 20% no salário mínimo, medida que vai conter ainda mais a demanda e jogar mais lenha na fogueira da recessão. A troika também exige profundos cortes nas pensões suplementares pagas ao aposentados.

Dinheiro para os bancos
É preciso destacar que nem mesmo um tostão do empréstimo em questão será dado em benefício do desenvolvimento do país, combate ao desemprego, estímulo ao setor produtivo ou coisa que o valha. A grana vai todinha (nada menos que 100%) para o bolso de banqueiros estrangeiros, garantindo o pagamento dos juros e evitando a inadimplência, a exemplo do que ocorreu por aqui no passado.
Não há um caminho fácil para sair da crise da dívida externa, mas a esta altura restam poucas dúvidas de que a solução progressista passa, hoje, necessariamente pela suspensão do pagamento dos débitos e o resgate da soberania monetária, ou seja, o abandono do euro e a ressurreição do dracma (moeda do país, e a mais antiga do mundo, antes da adesão ao euro). É isto que corresponde aos interesses nacionais da Grécia e da classe trabalhadora.

Euro é uma camisa de forças
Conforme apontam inúmeros economistas, a Grécia precisa de uma moeda desvalorizada para corrigir o déficit em conta corrente (que resulta em endividamento), mas não poderá fazer isto enquanto estiver sob a camisa de força da moeda comum, sem poder de emissão ou qualquer autonomia sobre a taxa de câmbio. Muitos já consideram que é apenas uma questão de tempo o país sair da zona do euro, embora os líderes da Alemanha e da França ainda acreditem que podem evitar tal desfecho.
A crise, que se arrasta ao longo dos últimos anos, ganhou força a partir do ano passado, com o ruidoso ingresso do FMI na história. Os planos impostos pelo Fundo lograram dobrar a taxa de desemprego (que era de 8% em 2007) e despertar a ira do movimento sindical e dos trabalhadores e trabalhadoras.

Chantagem
A greve geral desta terça será a 16ª do gênero desde que a troika começou a ditar ordens ao submisso governo grego, agora liderado pelo banqueiro Lucas Papademos. A paralisação foi convocada pelas entidades que representam os setores privado (GSEE) e público (Adedy).
O presidente da GSEE, Giannis Panagopoulos, afirmou que as conversas com a "troika" não são "uma negociação, mas uma crônica de morte anunciada. É uma chantagem por parte da 'troika'. Aconteça o que acontecer, os gregos estão condenados a viver na pobreza. Isso nenhum país pode aguentar. Já basta!", assinalou o líder sindical.
A queda das bolsas é sintomática da insegurança e do nervosismo que domina os investidores. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,15%, para 5.892 pontos; em Paris, o CAC 40 recuou 0,66%, para 3.405 pontos; em Frankfurt, o DAX fechou em baixa de 0,03%, aos 6.765 pontos; e em Milão, o FTSE MIB encerrou com perda de 0,30%, para 16.390 pontos.

150 mil demissões
O anúncio das 15 mil demissões impostas pela troika foi feito hoje pelo ministro de Reforma Administrativa, Dimitris Reppas. E ele ainda avisou que será apenas o começo, já que as dispensas são parte do compromisso do governo de cortar 150 mil cargos públicos até 2015.
“O compromisso que foi adotado para reduzir 150 mil postos em 2015 — e que inclui 15 mil vagas em 2012 — será bem sucedido em conjunto [com nossos esforços para criar] um setor estatal funcional e eficiente,” disse o ministro. Acrescentou que a redução no quadro de funcionários irá afetar todos os ministérios, professores, forças armadas, empresas prestadoras de serviços públicos e todas as organizações do setor público.
Num cenário de depressão econômica não é difícil imaginar os efeitos dessas iniciativas. O país terá eleições em abril e o crescente descontentamento popular com os rumos que a troika está imprimindo aos acontecimentos certamente vai repercutir nas urnas. A crise ainda está longe do fim. A esperança de um final feliz para a tragédia grega repousa exclusivamente na luta da classe trabalhadora.

Da Redação, com agências

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

A dívida mundial ao cronómetro

  • Primeiro, a notícia:

«Eurostat
Portugal é o terceiro país
mais endividado da Europa
Económico com Lusa
06/02/12 10:08

O rácio da dívida portuguesa para 110% do PIB foi o segundo que mais aumentou no terceiro trimestre de 2011 na comparação anual.
O rácio da dívida pública portuguesa atingiu 110,1% do seu Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2011, a terceira mais elevada da Europa, atrás de Grécia (159,1%) e Itália (119,6%).
De acordo com dados hoje divulgados pelo Eurostat, o rácio da dívida de Portugal foi o segundo que mais aumentou na comparação anual, avançando 18,9% por comparação com o terceiro trimestre de 2010, um pouco menos que o valor registado na Grécia, 20,3%.
O gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) revela que a dívida pública global na zona euro ascende aos 87,4% do PIB, ao passo que nos 27 Estados-membros o rácio se situa nos 82,2%.
Os dados trimestrais sobre dívida pública são um novo indicador que hoje foi revelado pela primeira vez e que pretende facultar dados para uma análise de curto prazo da tendência da dívida pública na zona euro e na UE.
Estónia (6,1%), Bulgária (15%) e Luxemburgo (18,5%) são os Estados-membros da UE com menor rácio da dívida pública por comparação com o respectivo PIB.»

  • Depois, a sua análise e reflexão. O "cheiro" (nauseabundo) a manipulação.
Colocou-se a dívida (com a não inocente confusão entre dívida pública e dívida externa) como bitola de tudo. É o metro. E o quilo. É o minuto. E ao segundo se mede a evolução da dívida.
Há um US Debt Clock (http://www.usdebtclock.org/world-debt-clock.html) que, momento a momento, vai dizendo como vai evoluido a dívida nos países do mundo que o imperialismo quer controlar. Em trabalho combinado de várias entidades, como o FMI e a CIA. Até 7 casas decimais de percentagem! 
Hoje, às 14 e 45, era este o panorama (reduzindo as casas decimais a 3)

  • Por aqui, é notório o ataque às situações e países periféricos (jogando onde está localizada a dívida e procurando transferi-la do Estado para os trabalhadores e as empresas não-financeiras), às soberanias nacionais não defendidas, no quadro de uma intensificação da exploração, onde ela mais possível for dada a relação de forças sociais existente.
  • Por último, pode ver-se bem, ao segundo, o resulado das medidas de austeridade agravando o que se diz virem resolver. Como todo o mundo sabe e ninguém parece querer saber (ou que se saiba...).



Que Carnaval este !!!

Pouco pão (apenas o indispensável para os necessários) e nenhum circo.

Mas que é que pensa dos outros essa gentinha (a começar pela cavacal figura. de onde vêm os exemplos maus e as palavras piores mesmo quando querem parecer boas)? Que os outros são paisagem ou coisas amorfas e sem vida?

Ah! As aparências... como elas podem iludir quando chegam as horas das certezas.  A História não se repete, mas é preciso aprender com ele e nela.


OUTRA INFORMAÇÃO - ao começo do dia

De vermelho:

5 de Fevereiro de 2012
A verdade mais escondida no Haiti

Há vários dias circula na Internet uma ilustração que o portal Cubadebate divulgou por motivo da nova campanha midiática anticubana e para mostrar o respaldo de muitos diante das mentiras expostas sobre a Ilha. A imagem, publicada em várias páginas da internet, foi criada em abril de 2010 pelo desenhista e blogueiro madrilenho Francisco Arnau.

Por Amelia Duarte de la Rosa

Intitulada “Haiti: há quem te ajuda e há quem te USA", Arnau colocou em seu blog Ciudad Futura e na rede social Twitter a ilustração que exterioriza o que os jornalistas Emily J. Kirk y John M. Kirk chamaram, em um artigo, um dos segredos mais bem guardados do mundo: a cooperação médica cubana no Haiti.
Os meios de informação internacionaies ignoraram durante anos os esforços e a solidariedade de nosso país. Por outro lado, souberam dar cobertura, insuflar e tergiversar acontecimentos para satanizar a Ilha. A presença durante 13 anos da colaboração médica no Haiti é um desses esforços vítimas do silenciamento e da censura midiática arbitrária e premeditada.
Justamente depois do terremoto, quando a tragédia do Haiti era manchete em todos os jornais, vários governos e organizações não governamentais aproveitaram a circunstância para mostrar-se caridosos e acumular pontos no protagonismo humanitário. Contudo, embora em janeiro de 2010 trabalhassem nessa terra 744 médicos cubanos - produto da colaboração iniciada em 1998 quando o furacão George arrasou o país -, os meios de comunicação apresentavam a ajuda estadunidense na primeira linha de resposta.
Emily J. Kirk y John M. Kirk referem em sua reportagem publicada em 2010 que: “A cobertura informativa da cooperação médica cubana depois do devastador terremoto do Haiti foi certamente escassa". Enquanto a Fox News cantava loas à ajuda estadunidense em uma reportagem intitulada “EUA encabeça a resposta global ao terremoto do Haiti”, a CNN também retransmitia centenas de notícias e, de fato, uma delas girava em torno de um médico cubano ao qual, entretanto, qualificava como "um médico espanhol”.
Mais adiante manifestam que em março de 2010 “o portal de internet da CNN, por exemplo, continha 601 notícias acerca do terremoto do Haiti, das quais somente 18 aludiam (superficialmente) à ajuda cubana. De maneira similar, entre o New York Times e o Washington Post contavam-se 750 notícias sobre o terremoto e nem ao menos um detalhe sobre nenhuma ajuda cubana. Contudo, a função desempenhada pelos médicos cubanos foi na realidade extraordinariamente importante”.
Outro artigo publicado em Cubainformación, escrito por José Manzaneda, explica que “os cooperantes da brigada médica cubana no Haiti foram a mais importante assistência sanitária ao povo haitiano durante as primeiras 72 horas depois do recente terremoto". Esta informação foi censurada pelos grandes meios de comunicação. O jornal El País, em 15 de janeiro, publicava um infográfico sobre a ajuda financeira e equipamentos de assistência, na qual Cuba nem sequer aparecia entre os 23 países que deram colaboração. A rede estadunidense Fox News chegava a afirmar que Cuba é dos poucos países vizinhos do Caribe que não prestaram ajuda.
Inclusive, Steve Clemons, que dirige um dos principais programas da New America Foundation, e editor do blog político The Washington Note escreveu, poucos dias depois do terremoto, um artigo onde expunha que: “Cuba se converteu em um provedor nato de ajuda em situações de catástrofes, com programas de assistência médica relacionada com todo o mundo”. O especialista também recomendou que os EUA deveriam reconhecer a ajuda de Cuba ao Haiti e tirar a Ilha da lista de países terroristas.
Apesar disso, uma rápida busca na internet sobre a ajuda de Cuba no Haiti durante o terremoto e a epidemia do cólera não produzem resultados de noticias procedentes de grandes agências de imprensa ou de corporações midiáticas. Nem sequer aparece quando, em abril de 2011, o ex-presidente norte-americano William Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, admitiu a importância da colaboração cubana no empobrecido país. Tampouco a busca assinala que há mais de um ano não morre de cólera nenhum haitiano atendido por médicos cubanos.
Entretanto, ainda que os meios de comunicação omitam a ajuda de Cuba, o governo haitiano não fez isso. Em sua mais recente visita a nosso país, o presidente Michel Martelly agradeceu a colaboração cubana - uma das poucas que ainda permanece e continuará no Haiti, apesar de qualquer intento de manipulá-la ou desconhecê-la.

Grécia

Últimas notícias ou notícias das "últimas":

A 'troika' e os líderes dos três partidos
da coligação governamental na Grécia
não chegaram a acordo
sobre novas medidas de austeridade.
...
"A 'troika' "exige mais austeridade do que aquela que o país é capaz de suportar", afirmou o líder da Nova Democracia (direita), Antonis Samaras, citado pela AFP, à saída de uma reunião de cinco horas na residência do primeiro-ministro grego, adiantando que irá "bater-se por impedir isso".

O líder de extrema-direita, Georges Karatzaferis, sublinhou, por seu turno, que "não queria contribuir para a explosão de uma revolução" ao aceitar as novas medidas exigidas.
...

Olhem que não...

Do Diário, de Miguel Torga, 17.09.1961:
(com a ajuda do Rei dos Leittões. Obrigado. )

«É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos, socialmente, uma sociedade pacífica de revoltados.»
______________

Não é assim tão fácil... e as aparências podem iludir.
Aliás, há vários termos que podem fazer uma amálgama, ou um novelo, em que não nos podemos enrolar (ou ser enrolados).
Ele há indignação,
ele há revolta,
ele há luta de massas,
ele há revolução,
ele há coisas "estranhas" como um passo em frente, dois passos atrás (e também o contrário)... 
ele vai haver um dia 11 em Fevereiro
e um Terreiro do Paço para encher!

domingo, fevereiro 05, 2012

Neste domingo de "ais"... mandaram-me este

... e outros (deste Juan Manuel Serrat...), assim redescobertos, ficam "em carteira" para outros domingos!




Por um lado, exploram; por outro, concentram-se

... e os maiores vão comendo os menos grandes!

Oje:

Deutsche Bank ganha mais 85,7%

O Deutsche Bank obteve um resultado líquido de 4,32 mil milhões de euros em 2011, desempenho que traduz um crescimento de 85,7% em comparação com os ganhos de 2,33 mil milhões de euros contabilizados em 2010, informou ontem o maior banco alemão em comunicado.

Acresce que o Deutsche Bank reduziu em 70% a sua exposição à dívida soberana dos países periféricos da Zona Euro no período considerado.

Por seu lado, o volume de negócios alcançou o patamar dos 17,44 mil milhões de euros no seu último exercício fiscal, avançando 11,9% face aos 15,58 mil milhões de euros faturados no ano precedente. As provisões para cobrir perdas com créditos registaram um incremento de 44,3 pontos percentuais no período, passando de 1,27 mil milhões de euros para a fasquia dos 1,83 mil milhões de euros.

No quarto trimestre do exercício, o Deutsche Bank reportou um lucro líquido de 186 milhões de euros, valor que representa uma quebra de 69,3% em relação aos 605 milhões de euros de resultado líquido no mesmo período de 2010. A receita da entidade germânica totalizou 4,51 mil milhões de euros nos últimos três meses do ano passado, um número idêntico aos 4,52 mil milhões de euros do quarto trimestre de 2010. Em termos trimestrais, as provisões para cobrir perdas de crédito subiram 33%, desde os 406 milhões de euros até aos 540 milhões de euros.

O presidente do conselho de administração do Deutsche Bank, Josef Ackermann, sublinhou que, "uma vez mais", o banco demonstrou a sua capacidade para gerar "lucros substanciais em condições complicadas". Em concreto, o responsável destacou que o seu negócio tradicional de banca registou um resultado recorde, equilibrando, assim, o impacto do "mercado débil" na área de atuação da banca de investimento.

AIS - Mário Viegas (e não só...)


Tinha-se este CD de reserva para passar num domingo qualquer. Porque Mário Viegas é, sempre, uma saudade que apetece recordar, ouvindo.
Acontece que, a passar numa rua da Cova de Iria, encontrei uma AIS-fundação (organização dependente da Santa Sé). Fui consultar o Google para melhor conhecer tal fundação, e tive a surpresa de encontrar uma peça muito significativa da engrenagem da campanha sobre a Síria.
Ai!


   

sábado, fevereiro 04, 2012

Brevíssima

Esta do Carnaval só pode ser... "partida" do dito cujo! Inspirada em Boliqueime.

Reproduzido do Google de hoje, sobre feriados:

2012
Nota
O governo quer eliminar quatro feriados: Corpo de Deus (7 de Junho), Assunção de Nossa Senhora (15 de Agosto), Implantação da República (5 de Outubro) e Restauração da Independência (1 de Dezembro). O calendário já reflete essas alterações, embora ainda não são oficiais pois carecem de promulgação pelo Presidente da República.
O próximo feriado é Carnaval [Feriado facultativo] a Terça, 21 de Fevereiro.
Faltam 17 dias.

!!!

Dias "cheios", blog vazio

Dias "cheios" - por razões pessoais, por reunião da DORSA-PCP, por reunião do CCGD, por encontro de convívio e INformação-PCP em Ansião, por muitos quilómetros para chegar a todo o lado - não deixando tempo para outras coisas. Entre elas, este blog.
Paciência! Também, agora, algum cansaço. Mas talvez ainda aqui volte, porque me faz falta.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Há uma espécie de "ping-pong" entre o Financial Times e o New York Journal. Um escreve uma coisa e, no dia seguinte, o outro vem repontar. Sendo um jogo não explícito - e este interpretação apenas ao nível da... falível sensibilidade -, não se sabe sequer o que está por detrás de cada posição, que interesses e pagamentos se movem.
De qualquer modo, este intróito serve apenas para não deixar escapar a última "jogada" do FT, em que um colunista titula que o euro não vive, sobrevive e, no texto, depois de elogiar o novo presidente do BCE, escreve o seguinte:

"O BCE salvou a zona euro de um ataque cardíaco, mas os estados membros têm pela frente uma longa convalescença, mais penosa por persistirem na ideia de que a austeridade orçamental é o remédio certo para os pacientes mais débeis."

A mentira e a verdade na Revolução de Abril - 4

(conclusão da resposta à primeira pergunta da entrevista ao professor Francisco Pereira de Moura, ao jornal Diário de Lisboa, em Abril de 1977, sobre "a crise", entrevista depois publicada em livro, na editora Seara Nova, com o título "O projecto burguês do governo socialista".
Estes respigos (e muitos outros) foram feitos - e saboreados... embora poucos aproveitados para as curtas 15 notas caberem em 3 A4 - no contexto da preparação de um depoimento que nos foi pedido sobre Pereira de Moura, que tivemos todo o gosto em prestar, também como homenagem, sobre o professor, o cidadão, o homem. Mais se escreveu, e mais se poderia publicar, aqui, com enorme pertinência e oportunidade. Ficam, apenas, estas amostras.)

«(...)
DL - Portanto, e em resumo, as razões da crise...

FPM - Para os trabalhadores estão essas razões em não ter ido avante o projecto de transformação progressiva  rumo ao socialismo - porque a isso se opuseram alguns militares do confuso 25 de Novembro, apoiando os partidos representativos dos interesses burgueses (CDS e PPD) aos quais se juntou uma força política heterogénea que é o PS.
Mas  crise é natural que, para a média e alta burguesia a crise tenha como origem os "desvarios", os "excessos" cometidos durante o IV Governo, com nacionalizações, Reforma Agrária e outras dessas "horríveis" coisas.
Quanto à pequena burguesia e certas camadas de trabalhadores, é-lhes difícil ver claro, pois não se sentiram nunca empenhados no processo revolucionário, embora não tenham razões objectivas para se lhe oporem: mas há o peso da ideologia, hábil, persistente e poderosamente manejada pelos interesses sujos que necessitam desta "carne para canhão" a apoiá-los.


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

TERREIRO DA LUTA/TERREIRO DO POVO

O fim-de-semana que passou ficou marcado pela realização do XII Congresso da CGTP – Intersindical Nacional.
Tratou-se de um êxito notável dos trabalhadores portugueses, da sua Central Sindical, do movimento sindical unitário.

(...)

Enfim, foi a CGTP-IN que ali esteve, foi a grande central sindical dos trabalhadores portugueses, central sindical de classe, unitária, de massas, independente e democrática, por isso, sempre ocupando o seu lugar ao lado dos trabalhadores e dos seus interesses e direitos, sempre combatendo o grande patronato explorador e opressor. Sempre – no passado como no presente – assumindo a sua inequívoca postura de classe, exemplarmente sintetizada por Arménio Carlos, o novo Secretário-geral, na intervenção de encerramento do Congresso, quando afirmou: «Nós somos os explorados, eles são os exploradores» – afirmação que tanto desagradou e irritou os analistas de serviço. Pudera!...

O XII Congresso da CGTP-IN foi o que se esperava que fosse: a reunião máxima de uma verdadeira central sindical com provas dadas na sua intransigente defesa, em todas as circunstâncias, dos direitos e dos interesses das massas trabalhadoras.

Foi a resposta, uma grande e convicta resposta, à situação política, económica e social decorrente da política de direita.

(...)

Dia 11 – porque é dia de luta contra a exploração, contra o desemprego, contra a ofensiva anti-laboral – é dia de fazer do Terreiro do Paço o Terreiro da Luta dos Trabalhadores.

Dia 11 – porque é dia de luta contra as sucessivas medidas de austeridade; contra os roubos nos salários, nas reformas e pensões; contra os aumentos desumanos dos preços dos bens essenciais; contra a celerada proposta da «lei dos despejos»; contra a liquidação de serviços públicos indispensáveis… – é dia de enchermos de povo o Terreiro do Paço e dele fazermos o Terreiro do Povo.

Reflexões lentas - O tempo que estamos a viver

Ver os acontecimentos no Egito, e a mediatização que estão a ter (aliás bem justificada pela demensão de tragédia), como "um caso de futebol" é, talvez, mais preocupante que o caso em si. A "primavera árabe" parece um incêndio ateado por bombeiros.
No momento histórico que vivemos, tudo é mais que preocupante. Como é, também, um sinal de esperança. Ou, ao contrário, os sinais de esperança, porque de inevitável mudança, são preocupantes pelo aproveitamento perverso que deles se faz.
As pessoas, as gentes, as massas, exigem mudanças, estas são inevitáveis... abrem-se as comportas e radicaliza-se tudo como forma de nada mudar, mudando, aparentemente, tudo. Destrua-se, fascistize-se.

Quem são os provocadores?, onde estão os responsáveis pela ordem pública?, como distinguir, em determinadas circunstâncias, uns dos outros?

A nossa atenção e vigilância tem de redobrar!

A mentira e a verdade da Revolução de Abril - 3

(continuação da resposta do professor Francisco Pereira de Moura à primeira pergunta, sobre a crise e a Revolução de Abril, na entrevista do Diário de Lisboa, em Abril de 1977, entrevista publicada na totalidade em livro de edição Seara Nova, com o título O projecto burguês do governo socialista.)


FPM - (...) Recordando estas circunstâncias, que são indiscutíveis, até se pode admitir a hipotese de os meios da média e alta burguesia portuguesa terem impulsionado o golpe militar ou - o que, ao menos, sem dúvida aconteceu - terem procurado apropriar-se dele, controlando-lhe a evolução. Simplesmente, o povo veio para a rua e a revolução social começou a substituir-se ao simples golpe militar e às alterações palacianas. E assim, para além da queda do fascismo e da conquista das liberdades democráticas, projecto que reuniu grupos muitos diversos de oficiais do MFA e que viria a revelar-se suficiente para muitos dirigentes políticos caudilhando a média e alguma prquena burguesia, para além dessas transformações na "carapaça" política, começaram a avançar transformações bem mais profundas:
a descolonização, que é coisa diferente de pôr termo às guerras e encontrar uma solução política, por exemplo, no quadro de uma federação - sonho, entre outros, do primeiro presidente Spínola;
a democracia nas empresas, com conquista de salários mas também com direito dos operários a serem tratados como pessoas, levando à fuga de autênticos carrascos, até então lucrando impunemente, e ao aparecimento das primeiras formas de intervenção dos trabalhadores no controlo, enquanto não se passava a alterações mais fundas nas relações sociais;
e ainda outra transformação que se iniciou foi um embrião de poder popular, com entrada de gente limpa para as autarquias, e com acções nos bairros e em torno dos problemas das crianças, da mulher trabalhadora-dona de casa, das escolas, etc.
Tudo isto pôs frente a frente a alta e média burguesia, que previam certo rumo para as coisas, e o povo trabalhador que, evidentemente, julgava chegada a hora do início da sua libertação.
DL - Pensa, portanto, que os antagonismos entre classes se agudizaram logo nessas ocasião?
FPM - Sim, é nesse contexto de antagonismos e de luta que tem de situar-se toda a evolução e os altos e baixos verificados - e mais os que ainda estão para vir. Claro que a crise do capitalismo (reduzindo exportações portuguesas, entradas de turistas, rendimentos dos emigrantes e, portanto, as suas remessas) levaria a dificuldades na balança de pagamentos; e a alta de preços do petróleo e outras matérias-primas agravaria, inevitavelmente, a mesma balança. Assim como o termo das guerras, levando à desmobilização rápida de quase 100 mil soldados e a crise económica capitalista, fechando de repente a emigração teriam de suscitar um grave problema de desemprego no País. E algumas perturbações na produção, nos movimentos de capitais e de transferências, no turismo haviam de dar-se, mesmo que tivéssemos tido a revolução mais ordeira, calma, regular que se queira imaginar. Mas o somatório de todas estas razões de crise não levaria aos enormes ritmos de alta de preços destes últimos meses, nem à perda de reservas de divisas e ao esbanjar sucessivo das que se vêm obtendo com empréstimos, nem aos 500 mil desempregados. E por isso temos de voltar ao esquema  de antagonismos e lutas na condução da revolução para ver mais claro.  

5ª feira - dia de (ler o) avante!








quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Duas notícias num diário da manhã, provocando arrepios e indignação

  1. Esta notícia está a repetir-se todos os dias, e é um retrato da situação que se está a viver. Todos os dias deste ano, ou quase todos, e nalguns dias em duplicado porque é um casal ou duas irmãs, há idosos encontrados mortos em casas! Quantos já este ano? Vida e morte sozinha, abandonada... 
  2. Esta notícia choca, sobretudo, pelo modo como é "dada": 

Isto é notícia que se dê? Assim?! Que cada um julgue por si.

Esta justiça desAltinada...

Justiça

Prisão de Isaltino volta a ser adiada (Sol)

O Tribunal Judicial de Oeiras defende que Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, devia estar preso desde 19 de setembro pelo facto de a decisão condenatória de dois anos de prisão por fraude fiscal e branqueamento de capitais ter transitado em julgado naquela data.

Quando a Justiça está na berra
(não devia estar na barra?...),
em discursos inflamados,
afirmações retumbantes
e uma ministra-espectáculo (triste)

a passos de coelho

«Portugal vai cumprir o seu programa
"custe o que custar"
(Renascença)
O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que Portugal vai cumprir o seu programa de assistência económica "custe o que custar", em resposta a quem pede a sua renegociação e aos "analistas" que dizem que o país "vai falhar".

"CUSTE O QUE CUSTAR"? !
A QUEM?
será que o que faz-de-PR terá de recorrer
às suas muitas e volumosas poupanças
para fazer face às despesas
... que lhe são pagas?

A mentira e a verdade na Revolução de Abril - 2

(continuação de publicação de excertos de uma entrevista com o prof. Franisco Pereira de Moura, no DL de Abril de 1977, cuja enorme qualidade didática e rigor histórico pode ajudar a contrariar algumas ideias construidas, com perversidade ideológica, sobre a Revolução de Abril)

«(,,,)
DL – Posto isto, podemos passar às razões da crise…
FPM – Sim, mas com uma ideia que resulta do exame rápido que procurei fazer acerca do modo como é vista a crise: nem todos a podemos ver da mesma maneira; as informações não são iguais para toda a gente, e a apresentação dos factos também não é neutra, antes muito dependente de ideias feitas e de interesses pessoais ou de “classe”. Insisto neste ponto porque agora, tal como no tempo fascista, desenvolvem-se grandes esforços para convencer a opinião pública de que as coisas têm de ser vistas e resolvidas em termos de país – como se todos os interesses e projectos pudessem iguais, como se Portugal fosse a mesma coisa para um trabalhador alentejano e um rural ou um operário do Norte, e para um empresário capitalista que só pensa no modo de ter mais lucro e aumentar o seu poderio e o dos seus comparsas. (…)
(…) sendo verdadeiras, essas explicações são parciais e incompletas, cada uma delas deixando na sombra questões fundamentais, e tendo o resultado de criar a impressão generalizada de que nestes problemas é legítimo cada um dizer o que melhor lhe parece ou que é mais conveniente à defesa dos seus interesses; ora não é assim.
O 25 de Abril encontrou a economia portuguesa numa posição débil, ainda que não estivessem a manifestar-se todos os sintomas dessa fraqueza. Durante os anos de expansão, desde meio da década de cinquenta, crescera a produção industrial mas aumentara muito a ligação e dependência do estrangeiro – para colocar exportações e receber turistas, para comprar matérias-primas, equipamentos, bens de consumo e energia (ramas de petróleo). Ainda se acentuara mais a dependência externa através de alguns empréstimos contraídos pelo Estado mas, sobretudo, pela entrada de empresas estrangeiras (designadamente muitinacionais) e pelo avolumar das remessas dos emigrantes – assim se conseguindo saldos positivos na balança de pagamentos e acumulação de reservas externas, mas com base numa estrutura de relações internacionais altamente precária e instável. O desemprego não se via porque milhão e meio de portugueses saíra desde 1960, em busca de pão e trabalho na França ou Alemanha. De modo que o único sintoma de algum mal na economia era a alta de preços, a acelerar-se desde o fim dos anos sessenta e atingindo ritmos já muito elevados (…). Para alguns, entre eles certamente os responsáveis dos governos de então, conhecia-se muito mais que essa pequena ponta do terrível iceberg que se via acima das águas; mas estavam ilaqueados, incapazes de alterar o rumo das coisas, pois as tentativas de liberalização (…) esboroaram-se diante das contradições levantadas pela guerra colonial e pelo carácter repressivo e não democrático do regime internamente.»

(continua)