
obrigado, Morales!
(2002?)

Depois de assinalar o que ele considera um bom sinal, e o que é crucial (!): a passagem de Portugal (diz ele...) "no primeiro exame de avaliação de medidas que assinou (quem?, Portugal?) com a troika", cata outros sinais que nem ele acredita que sejam bons, abundando na perpectiva de que foram sinais à medida dos avaliadores (a quem chamo inspectores-gogois)... porque "Vitor Gaspar sabe como pensam os membros da troika". Assim a modos de quem dá os parabéns a um menino que passou num exame, não ter provado que sabia a matéria mas por saber as perguntas e as respostas que os professores queriam que ele desse.
A oposição dos interesses estabelecidos! Não se trata, decerto, desses sinais de satisfação a pedir sempre mais da parte das entidades patronais estabelecidas, nem desses sinais dos banqueiros estabelecidos e à espera de todos e mais apoios e ajudas. Devem referir-se à oposição dos interesses estabelecidos, com consagração constitucional. Essas coisas do direito à saúde, do direito à educação e de outros direitos que a direita não suporta, ao serviço do insaciável capital financeiro. Que, "não sabendo que há-de fazer à sua vida", sempre em crescendo de intrínsecas contradições, não encontra outras saídas que não sejam as de sugar as veras vidas dos seres vivos, as saídas de destruição de forças produtivas. Adiando, adiando. 