segunda-feira, setembro 10, 2018

De regresso...


De regresso às rotinas quotidianas depois desta que se tornou a rotina anual de 3 dias de Festa, sonho e luta. com vivências que dão sempre para viver (e contar) o ano inteiro entre as Festas. Inesgotáveis. Em cada Festa há sempre algo para descobrir e sempre muito que fica por viver. Este ano foi o ano descoberta do desporto em Festa a compensar o tanto que ficou por viver ou reviver. 

Assim se constrói a vida transformada. Com gente de todas as idades e sentires.
Este ano, cumpri uma tarefa num momento de solidariedade. Que me emocionou pelo que lembrei e convivi. No espaço do Setúbal. Momento de solidariedade que abri, dizendo:


ÁFRICA É DOS SEUS POVOS

Caros companheiros,
É com alguma emoção que, em nome do PCP, vos reitero formalmente e neste momento de solidariedade, as boas vindas a esta Festa, na sua 42ª realização e que, por ser o que é e como é, é também a vossa Festa.

42 Festas, desde 1976!
Um tempo que, na nossa contemporânea idade, começa a ter dimensões históricas.
Este ano de 2018 assinalando 2 séculos. Do nascimento de Marx. E também os 100 anos de Mandela!
Como o ano passado, em 2017, se assinalou um século. Da revolução soviética.
Tal como estamos a aproximar-nos de meio século de tanto da História que muitos de nós ajudaram a escrever. E que tão mal escrita está por alguns escribas…

Um tempo na escala da história dos humanos que somos. Mas também, decerto, um tempo histórico à escala da Humanidade.
Na viragem da década de 60 para a de década 70 do século XX vivia-se a consciência da necessidade de uma Nova Ordem Económica Internacional pós-colonial, embora com forte reacção imperialista.

Se se vierem a colocar marcos ou balizas no recente processo histórico, eles bem podem vir a pôr-se nos anos de 1974 e 1975. Em resultado das nossas lutas, das lutas dos nossos povos.
Das lutas do povo português a resistir e a libertar-se do fascismo, das lutas dos vossos povos a resistirem e a libertarem-se do colonialismo e a encetarem caminhos cheios de escolhos e armadilhas, caminhos que se queriam de independência e soberania.

Há algumas datas de imprescindível referência para Portugal e para os novos países em África.

(Repito: à nossa escala humana e à escala temporal da Humanidade. Em 1974/75)

Com o PAIGC a antecipar-se na Guiné-Bissau ao nosso (de todos nós!) 25 de Abril de 1974 com o seu 24 de Setembro de 1973, cumprindo o inapagágel legado do tão nosso, tão de nós todos, Amílcar Cabral, assassinado nesse ano;
em Moçambique, a luta da FRELIMO e a data de 25 de Junho de 1975, depois de vencida a reacção mas, em 86, sem se ter sido capaz de impedir a estranha queda de avião que matou Samora e acompanhantes;
em Cabo Verde, ainda o PAIGC em 5 de Julho de 1975, e depois o PAICV;
uma semana depois, a 12 de Julho, S. Tomé e Príncipe  do seu MLSTP;
por último, e já com dificuldades acrescidas pela sua relevância económica e estratégica, o MPLA e Angola, no acto tristemente unilateral de 11 de Novembro de 1975.

No entanto, já antes, a 12 de Dezembro de 1974, a Assembleia Geral das Nações Unidas, por 120 votos a favor, 6 votos contra e 10 abstenções, aprovara uma Carta dos Direitos e Deveres Económicos dos Estados. Onde, nessa assembleia-geral, se afirmou ser (cito):

“… um instrumento efectivo para o estabelecimento de um novo sistema de relações económicas internacionais baseadas na equidade, na igualdade soberana e na interdependência dos interesses dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento…”

Na votação dessa Carta não participaram, ainda, os vossos novos Estados em vias de criação, mas o papel dos partidos e movimentos pela independência dos seus povos está nela reflectido.

Foi há quase meio século – foi ontem!

Aqui, neste extremo da Europa, nesta porta para os caminhos do Sul, este Partido lutava, com outras forças, por um continente nas mãos dos povos, em segurança e cooperação, e também foi, este Partido, o único sempre solidário com os povos de África a lutarem pelo futuro nas suas mãos.

Passaram décadas
Em que muito se viveu. Com muitos passos atrás.
Em que aos avanços civilizacionais se seguiram provocadores e inevitados recuos.
Nas sempre novas condições concretas, a retoma dos caminhos de ontem está na ordem dos dias de hoje e na necessidade dos povos. E nas suas lutas!

Em Festa, em encontros e reencontros que ela proporciona, reafirma-se a solidariedade como intrínseca aos povos que queremos representar.
___________________________________

Depois de intervenções das delegações presentes, todas a contribuir indelevelmente para um ambiente amigo e fraterno, solidário!, ainda me coube encerrar. o que fiz num brevíssimo apontamento que, apesar disso, ainda deu para lembrar dois episódios: a fuga de Portugal de Agostinho Neto e Vasco Cabral em 1963, e o encontro  das delegações dos nossos povos enquanto a guerra colonial prosseguia, no Congresso Mundial das Forças de Paz de 1973, em Moscovo. 


sexta-feira, setembro 07, 2018

quarta-feira, setembro 05, 2018

terça-feira, setembro 04, 2018

Atenção ao Brasil - 4 - o teatro, sempre...

em 1973!


















(...)

por agora é tudo
... mas breve teremos de,
 decerto,
 voltar,
ATENÇÃO AO BRASIL!

segunda-feira, setembro 03, 2018

Atenção ao Brasil - 3 - a "futebolização" da comunicação

Ao passar as páginas do Atenção ao Brasil - que escrevi há 45 anos! - fui invadido por esta página... como por uma vertiginosa erva daninha ou por um daqueles insectos que fazem bagas pelo corpo todo:





































E se há 45 anos, no Brasil, o confronto com a "futebolização" me provocou esta reacção - que estendi até hoje e a este "post" - que dizer do que acabo de comprovar, com quase indiferença..., na "nossa" comunicação "social"?, de que acabei de apagar o "zapping" que me ofereceu a escolha do dia seguinte, ou o prolongamento ou o pé em riste e agora, aqui no computador, não sei como fugir das notações "informativas" em catadupa sobre as eleições no Sporting?
É esta a "futebolização" que nos impõem! 













Atenção ao Brasil - 2 (abertura em 1973)

... antes do (enquanto o, depois do) golpe no Chile!










(...)
ATENÇÃO AO BRASIL!
ANEXO
(Chile-Setembro 73)
(...)
e, agora (em 2018), a Venezuela?!

...há mais!

Atenção ao Brasil - 1

Somos inundados de "informação". Que bom seria que fosse informação! Há que procurá-la. Há que descobrir o trigo que pode estar escondido pelo joio que nos inunda. Há que informar-SE!
Por (e para) exemplo sobre a América do Centro e do Sul, sobre a das traseiras dos Estados Unidos da América do Norte. Por (e para) exemplo sobre o Brasil. O joio é muito e de variada espécie. Mas há basto trigo. Até porque a língua é a mesma...
Estávamos nestas elo(u)cubrações, quando da estante próxima (e muito esquecida) nos piscou o olho um livrito editado em 1973. 
Fomos folheá-lo como quem pede ajuda à própria e pequenina história. E recordámos que... antigamente (há 45 anos!) eram a censura e a apreensão de publicações o que, hoje, tem muito mais sofisticadas formas e meios de condicionar a comunicação.
Mas, mas continua a ser muito importante ter Atenção ao Brasil! Como em 1973, ou em 2008. E hoje.  

DOMINGO, AGOSTO 10, 2008

A Prelo Editora - 19

Algumas edições, como já aqui se disse, não se integravam em colecções. Por razões várias.
A deste livro talvez mereça ser contada. Se calhar, como todas. Mas esta foi vivida pelo (a)post(ador).
Sendo colaborador da "economia" do Diário de Lisboa, a direcção do jornal propôs que acompanhasse uma missão do Fundo de Fomento de Exportação ao Brasil, em Abril de 1973.
Eram oito dias, e tudo foi possível. Oito dias, repartidos por Rio de Janeiro e São Paulo. Vividos intensamente. Escrevendo muito, tendo de telefonar uma ou outra notícia, mandando o material mais "pesado" por correio. Nem nets, nem mails, nem "correio azul"...
No regresso, pouca coisa tinha sido publicada, e muita não tinha sequer chegado e não chegaria a chegar (e não por culpa dos CTT...). Além disso, algumas coisas mais "leves" (conversinhas) colocadas no Notícias da Amadora, e que neste sairam, mereceram comentários menosprezadores do género "foi este fulano ao Brasil para vir contar coisinhas destas, de japonesas de perna gorda..." .
Em reacção, quase em desafio, resolvi publicar tudo o que publicado não fora. Em livro. Neste:
As razões foram explicadas num preâmbulo (que terminava «Aqui está o que quero que esteja.»), e tinha mais quatro páginas de anexo que começava assim: «Já com todo o "material" entregue na tipografia, enquanto aguardávamos as provas deste livro, aconteceu o golpe militar, o "putch" chileno. Este acontecimento histórico é daqueles perante os quais as pessoas se definem. (...)». Por isso, sublinhei referências à "Escola Superior de Guerra" do Brasil, conhecida na América Latina pela "Sorbonne brasileira", e ao "plano Alfa" elaborado pelo Pentágono, e com o muito do que se observara e escrevera nesses oito dias mais jus fazia aquele título Atenção ao Brasil!
(a capa é de um jovem brasileiro, TÓPIN, que, então, trabalhava no DL... que será feito dele?)

quinta-feira, agosto 30, 2018

PELA PAZ

https://www.facebook.com/conselhopaz/photos/a.193347497352919/2018244501529867/?type=3

70 ANOS EM DEFESA DA PAZ

Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz – Agosto de 1948

Há precisamente 70 anos, entre 25 e 28 de Agosto de 1948, a cidade polaca de Wroclaw acolheu o Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz, importante expressão do movimento mundial que, dois anos depois, se conjugaria em torno do Conselho Mundial da Paz.
Este congresso reuniu centenas de delegados, oriundos de 45 países, entre os quais se contavam destacados intelectuais e artistas, como Pablo Picasso, Eugénie Cotton, Irène Curie, Paul Éluard, Jorge Amado, Henri Wallon, Anna Seghers, Aimé Cesaire, Andersen Nexø e György Lukács. As delegações mais numerosas provinham da própria Polónia e também dos Estados Unidos da América, Reino Unido, França, Itália e União Soviética.
Portugal, apesar da repressão da ditadura fascista, também esteve representado. Integravam a delegação portuguesa o físico Manuel Valadares, o compositor Fernando Lopes-Graça, o escritor Alves Redol, os médicos João dos Santos e Hermínia Grijó e a bióloga Maria da Costa. Da tribuna do Congresso, Alves Redol garantiu que a delegação portuguesa traduzia o «sentimento de todos os escritores, artistas e homens de saber do nosso país realmente amigos da paz».
A participação de partidários da paz portugueses no movimento que, a partir de finais de 1950, se constituiria no Conselho Mundial da Paz foi constante: em 1949, no Primeiro Congresso Mundial dos Partidários da Paz, em que participaram mais de 2000 delegados provenientes de 72 países, o físico português Manuel Valadares esteve particularmente activo na sua preparação. O mesmo cientista passou a integrar, em Novembro de 1950, o Conselho Mundial da Paz constituído no Segundo Congresso Mundial da Paz, realizado em Varsóvia. Nos anos seguintes juntaram-se-lhe outras personalidades, como Ruy Luís Gomes, Maria Lamas, Armando Castro, Urbano Tavares Rodrigues, Silas Cerqueira ou, já após a Revolução de Abril de 1974, o Marechal Francisco da Costa Gomes, que foi Presidente da República Portuguesa.
Paralelamente à participação em eventos e movimentos internacionais, a luta pela paz desenvolveu-se em Portugal desde a década de 40 do século XX, apesar da repressão movida contra o movimento da paz e seus activistas pela ditadura fascista. Logo em 1950, em torno da recolha de assinaturas para o Apelo de Estocolmo, pela proibição das armas atómicas, foram criadas por todo o País (em empresas, serviços, escolas, localidades e associações) comissões para a defesa da Paz. Em Agosto, é criada a Comissão Nacional para a Defesa da Paz, da qual faziam parte, entre muitos outros, o médico e Prémio Nobel Egas Moniz, o professor Ruy Luís Gomes, o escritor Ferreira de Castro, o compositor Fernando Lopes-Graça, a escritora Maria Lamas, o matemático José Morgado e a engenheira Virgínia de Moura.

Tal como sucedia a nível internacional, nesta comissão convergiam personalidades com diferentes concepções políticas e religiosas. Nestes primeiros anos (e à semelhança do que ainda hoje sucede), a luta pela paz não se limitou ao movimento vocacionado especificamente para o efeito, agregando outros movimentos e organizações democráticas, como o Movimento de Unidade Democrática Juvenil, o Movimento Nacional Democrático ou a Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Juntas, estas organizações, com ramificações de Norte a Sul do País, levaram a cabo muito importantes acções em prol da paz, do desarmamento e da solidariedade, enfrentando abertamente eixos centrais da política externa da ditadura e sofrendo por isso constantes perseguições. Repressão a que o 25 de Abril de 1974 pôs fim, continuando o movimento da paz a realizar em liberdade e em democracia a sua imprescindível intervenção, que prossegue até aos dias de hoje.
Num momento, como aquele em que vivemos, marcado pelo agravamento das tensões e da militarização das relações internacionais; pelo incremento da ingerência, das operações de desestabilização e guerras de agressão; pelo desrespeito pela independência dos Estados, pela soberania e os direitos dos povos; pelo aumento das despesas militares e da corrida aos armamentos – em resultado da política belicista promovida pelos EUA, a UE, a NATO e os seus aliados –, importa ter presente o exemplo dos partidários da paz que, em tempos igualmente difíceis, souberam, apesar de diferenças, determinar a ameaça e o perigo principal e unir forças contra uma nova guerra, em defesa da paz e da sobrevivência da Humanidade. Levantemos alto e continuemos hoje e no futuro o seu legado e luta.
28 de Agosto de 2018
Conselho Português para a Paz e Cooperação

quarta-feira, agosto 29, 2018

desensaio sobre a lucidez

Numa entrevista ao Público, Miguel Tiago "admitiu", com grande lucidez, que a lucidez não signifique estar sempre certo...

Como se gostaria que este blog tivesse implícito, em cada post, 
o tema-mote da lucidez, aplaude-se e junta-se uma glosa:

A LUCIDEZ NÃO PERMITE APAGAR (OU ESQUECER) ERROS PASSADOS, 
NEM PODE SERVIR DE CINTO DE SEGURANÇA 
PARA IMPEDIR ACIDENTES INEVITÁVEIS
OU DE VACINA INFALÍVEL 
PARA IMUNIZAR DE ERROS FUTUROS  

e parafraseia-se (ao lado, obviamente...) Álvaro de Campos: 
Estou lúcido, merda!


estarei?

segunda-feira, agosto 27, 2018

sexta-feira, agosto 24, 2018

A definição do inimigo

Resposta aberta a um

Mui Caro comentador deste blog, 
li, com a satisfação de sempre, o seu comentário ao meu post em que me lembra que 
"... hoje é dia 23 de agosto e a Comissão Europeia lançou cá para fora algo:  http://europa.eu/rapid/press-release_STATEMENT-18-5041_es.htm..." 
e onde, além do abraço, junta um 
"...P.S. - trata-se de uma "provocação benigna" só para a discussão






domingo, agosto 19, 2018

Para este domingo... com todo o R-E-S-P-E-C-T

Como um Expresso curto (porque escrito por Valdemar Cruz...) "me obriga" a este para este domingo:

"... Dois anos depois, “Respect” chegava a Aretha. Canção e cantora precisavam-se. Buscavam-se há muito sem o saberem. O momento do encontro é um instante fundamental da história da música popular norte-americana. Sendo a mesma, a canção passou a ser outra. Aretha transformou-a. Aumentou-lhe o ritmo e fez algumas mudanças fundamentais. Uma delas passou por assumir o papel da mulher que espera em casa, cansada, às vezes desprezada, tantas vezes humilhada, menosprezada, tratada sem dignidade. De repente, o que não passava de uma lamechice sobre o varão que pretende ter em casa uma criada para todo o serviço, passa a ser um grito pela dignidade. Transforma-se no clamor de uma mulher que exige respeito.
“Respect” impõe-se num momento de grandes convulsões políticas e sociais. Os EUA vivem a guerra do Vietname, a luta pelos direitos civis dos negros, o combate pela emancipação das mulheres, e o que começa por ser um grito com repercussões locais, projeta-se para uma escala global. Afinal, nos EUA como em qualquer recanto do mundo, como se verá ao longo deste Expresso Curto, haverá sempre alguém, uma mulher, um homem, um trabalhador, uma criança, todo um povo para quem uma só palavra poderá significar uma profunda mudança de vida: RESPEITO.
Morreu Aretha Franklin. Tinha 76 anos. Chamavam-lhe a rainha da “soul” e o obituário está mais do que feito. Agora, a melhor recordação é ouvi-la: (...)





tradução minha
... com todo o respeito!
s.r.

domingo, agosto 12, 2018

Para este domingo

Numa passagem por Marvão, em placa de fachada reencontrei João Apolinário, poeta de os Secos e Molhados, que escolhera aquela terra de reencontros para reencontrar  "o silêncio e o tempo para ver mudar a cor das flores".

Com a

PRIMAVERA NOS DENTES


Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera

sábado, agosto 11, 2018

Meteorologista ou bruxo?

Neste tempo de previsões meteorológicas
o "nosso" cartoonista também quis deitar-se a adivinhar...

Obrigado  GR7


segunda-feira, agosto 06, 2018

DEFENDER A PAZ

Foto de Conselho Português para a Paz e Cooperação.73 anos depois de Hiroxima e Nagasáqui

Pôr fim às armas nucleares. Defender a paz

No momento em que passam 73 anos sobre os bombardeamentos nucleares norte-americanos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui – perpetrados, respectivamente, a 6 e 9 de Agosto de 1945 –, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a necessidade e urgência de pôr fim a este tipo de armamento de destruição generalizada. O desarmamento geral, simultâneo e controlado é, desde há mais de sete décadas, um objectivo central da acção de todos quantos, em Portugal e no mundo, defendem a paz e a segurança internacionais.

A dimensão do crime que constituiu o lançamento das bombas atómicas sobre as cidades de Hiroxima e Nagasáqui fica desde logo expressa no número de vítimas e na brutalidade dos seus efeitos: mais de 100 mil mortos no momento das explosões e outros tantos até ao final de 1945, na sequência dos ferimentos; entre os sobreviventes e seus descendentes, disparou a incidência de malformações e doenças oncológicas, devido à radiação – realidade que se sente ainda hoje, mais de 70 anos depois dos acontecimentos.

O facto de estes bombardeamentos terem sido perpetrados sobre um Japão na prática já derrotado só aumenta a brutalidade do crime.

Recordar Hiroxima e Nagasáqui é, hoje, muito mais do que um mero exercício de memória ou merecido acto solene de respeito pelas vítimas. É, acima de tudo, um grito de alerta para os riscos hoje existentes: pela dimensão e potência dos actuais arsenais nucleares, uma guerra nuclear não se limitaria a replicar o horror vivido em Hiroxima e Nagasáqui, antes o multiplicaria por muito.

Existem actualmente cerca de 16 mil ogivas nucleares, a maioria das quais muito mais potentes do que as que arrasaram as cidades japonesas em Agosto de 1945: destas, 15 mil estão em poder dos Estados Unidos da América e Federação Russa e as restantes nas mãos da França (300), China (270), Grã-Bretanha (215), Paquistão (120-130), Índia (110-120), Israel (80) e República Popular Democrática da Coreia (menos de 10); outros cinco países – Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Turquia – acolhem armas nucleares dos EUA no seu território, que se encontram igualmente espalhadas pelo mundo, em centenas de bases militares e esquadras navais.

Bastaria que fosse utilizada uma pequena parte das bombas nucleares existentes para que a vida na Terra ficasse seriamente ameaçada. Para além dos milhões que perderiam a vida em resultado das explosões, uma guerra nuclear provocaria igualmente efeitos duráveis sobre o ambiente e a meteorologia: o chamado «Inverno Nuclear» reduziria a duração (ou eliminaria mesmo) os períodos férteis de crescimento das plantas durante anos, levando a maior parte dos seres humanos e outras espécies animais a sucumbir à fome.

Num tempo tão incerto e perigoso como aquele em que vivemos, o CPPC realça a necessidade de uma mais forte acção em prol da paz e do desarmamento e reafirma a validade da campanha que tem em curso pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, no âmbito da qual foi promovida uma petição que recolheu mais de 13 mil assinaturas em todo o País. Portugal deve assinar e ratificar este Tratado e contribuir activamente para um mundo sem armas nucleares.

A Paz diz-nos respeito a todos e está nas mãos de todos conquistá-la e defendê-la. Pela Paz todos não somos demais!

6 de Agosto de 2018
Direcção Nacional do CPPC

domingo, agosto 05, 2018

Para este domingo - touche pas a mon pote



Touche Pas à Mon Pote
"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l'Être qui habite chez lui
C'est le même qui habite chez toi

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l'Être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah

"Touche pas à mon pote"

Il faut pas oublier que la France
A déjà eu la chance
De s'imposer sur la terre
Par la guerre
Les temps passés ont passé
Maintenant nous venons ici
Chercher les bras d'une mère
Bonne mère

"Touche pas à mon pote"

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l'Être qui habite chez lui
C'est le même qui habite chez toi

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l'être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah

Il fait chanter Charles Aznavour
Il fait filmer Jean-Luc Goddard
Il fait jolie Brigitte Bardot
Il fait petit le plus grand Français
Et fait plus grand le petit Chinois

"Touche pas à mon pote"
Não toque no meu amigo
"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isto quer dizer, talvez
Que o Ser que habita nele
É o mesmo que habita em você

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isso quer dizer que o Ser
Que fez Jean-Paul Sartre pensar
Fez jogar Yannik Noah

"Não toque em meu amigo"

Não devemos esquecer que a França
Já teve a chance
De se impor sobre a Terra
Pela guerra
Os tempos passados passaram
Agora vimos aqui
procurar os braços de uma mãe
boa mãe

"Não toque em meu amigo"

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isto quer dizer, talvez
Que o Ser que habita nele
É o mesmo que habita em você

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isso quer dizer que o Ser
Que fez Jean-Paul Sartre pensar
Fez jogar Yannik Noah

Ele faz Charles Aznavour cantar
Ele faz Jean-Luc Goddard filmar
Ele faz bela Brigitte BardotCorrigir
Ele faz pequeno o maior francês
E faz maior o pequeno chinês

"Não toque em meu amigo"





domingo, julho 29, 2018

Para este domingo - lembrando



LEMBRANDO
lembrando Adriano
lembrando Catarina
lembrando o que não pode ser esquecido

terça-feira, julho 24, 2018

Quadros de uma exposição - 2

Durante o almoço, na comemoração do 85º aniversário da criação da freguesia da Atouguia, a um canto da mesa formou-se uma pequena tertúlia em que fui centro. Por ser de certo modo "novidade" naquela situação, por curiosidade sobretudo por parte de dois jovens (quem é que o não é quando a referência é a minha idade?...). Curiosidade sadia, particularmente quando encaminhada para os temas da... política e com desejo de esclarecimento, como foi o caso ao serem abordadas as questões em termos de mensagem e de mensageiros (com um interlocutor catequista e um outro comunista...).
Como sempre que se fala com preocupação de seriedade, aprende-se!
Ao regressar a casa e a esta secretária, procurei "arrumar" a conversa e o que delas mais aproveitara.
Saiu-me este quadro a pedir exposição:  

Assim me... "exponho"!

segunda-feira, julho 23, 2018

Quadros de uma exposição...-1


INDIGNAÇÃO… DE PASSAGEM*

É um texto, curto e Expresso, que indigna! Um fulaninho de nome Pedro Candeias, provavelmente com carteira profissional de jornalista e com o qualificativo de editor, desonrando uma e sujando outro, veio dar-nos notícia de “O fim do comunismo…” (mais um!), e comentar, a pretexto do que está a viver o povo cubano.
A jeito de redacção escolar, PC arrola e empola quase todos as usadas caricaturas para caracterizar a História de Cuba desde 1959, esquecendo-se obviamente da ameaça permanente e do feroz bloqueio dos Estados Unidos (periodicamente condenado em votações de moção na AG das Nações Unidas, com únicos votos contra do agressor e de Israel), da ocupação pelos mesmos USA de parcela do território com prisão inqualificável e vergonhosa, ignorando soberbamente a evolução da situação daquele povo – que nem é preciso relativizar com os povos vizinhos – nas áreas da saúde, da educação, da arte, da cultura enfim.
Sua insolência vai ao extremo – para fechar a diatribe, verdadeiro atentado à informação – de dar sentença (em bold) sobre opinião de dirigente cubana (de que sublinha a conotação familiar de quem é filha e sobrinha, e menospreza o cargo e entidade) relativamente a uma realização cinematográfica baseada em obra de autor “mentiroso e pedófilo” ("atributos" que deveria, decerto…, ignorar para não ser condenada como “ligeiramente ambígua”).
Resta o P.S. (Post Scriptum) por onde se fica a saber (vá lá…) que o povo cubano vai ser “consultado” para a (traduziria: participar na) constituição em elaboração entre 13 de Agosto e 15 de Novembro.    




·       - porque só assim me toma o sentimento de indignação e repulsa, no meio de outros e do sentido que quero dar à minha vida: contribuir, à minha dimensão (que outros-que-eu-sou avaliarão) para a transformação do Mundo.  

sexta-feira, julho 06, 2018

Marcelo e os Kiss - últimas notícias


Recebido e logo publicado com muita honra e satisfação (:-):

Obrigado GR/7

terça-feira, julho 03, 2018

para não se dizer que não se falou de... -4

... de futebol (e de quem regressou cedo a casa)

!!!!!!!!!!








GR/7

para não se dizer que não se falou de... -3

futebol (eles lá andam...)



























GR/7

segunda-feira, julho 02, 2018

para não se dizer que não se falou de.. -.2

... futebol (tarde e a más horas!)












GR/7

para não se dizer que não se falou de...

... flores!



... de futebol  (embora tarde!)
o nosso intermitente (por responsabilidade partilhada) comentador em cromos mandou-nos um resumo atempado da fase de grupos que nos parece muito interessante e oportuno, apesar de (?) aparentemente anacrónico. 
Sai o primeiro, depois fatiado.


Obrigado, GR7

domingo, julho 01, 2018

DE REGRESSO AO BLOG

depois de uma ausência por motivos vários e por outras paragens, volto ao anónimo do séc.xxi. que, se não falta a mais ninguém, alguma a mim fez... embora tivesse estado bem ocupado (e preocupado) com tudo o que a ele me traz de volta.
S.R.