quarta-feira, janeiro 12, 2022

DESinformação e DESpedagogia DEMOcrática

 Do meu quase-diário:

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Estou preocupado com a intervenção cirúrgica fo Jerónimo – de quem gosto como camarada amigo e amigo camarada – e que espero que corra bem… e que depressa regresse à primeira linha da luta.

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 Entretando, tinha ido ao correio… e só encontrei um folheto de propaganda partidária (do PSD) por onde passei os olhos pelas fotos, onde estão dois de Ourém – em 2º e 13º – e pelo texto, curto… mas com um parágrafo que é bem o exemplo da desinformação e de despedagogia cidadã.

 

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 Com que então, nas eleições legislativas não escolhemos apenas o primeiro ministro!!!

(...)




terça-feira, janeiro 11, 2022

Atenção!

 Malcom X : « Se não desconfiares dos meios de comunicação, eles far-te-ão amar o opressor e detestar o oprimido ».



  

sexta-feira, janeiro 07, 2022

Outra informação doutros lugares...


 - Nº 2510 (2022/01/6)

Etiópia, «ajudas» e ingerências

Internacional

O governo norte-americano concretizou a ameaça e excluiu a Etiópia de um tratado comercial entre os Estados Unidos da América e países africanos.

Também o Mali e a Guiné sofreram o mesmo castigo, deixando de poder aceder aos «benefícios» da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA, na sigla em inglês), que regula e «facilita» o comércio entre os EUA e parceiros africanos. Ao abrigo do convénio, em vigor até 2025, milhares de produtos africanos exportados para os EUA gozam de reduzidas taxas aduaneiras.

A administração Biden acusa os três países de «graves violações de direitos humanos reconhecidos internacionalmente».

O Mali e a Guiné foram há meses palcos de golpes de Estado militares e essa é a justificação para as sanções norte-americanas.

O golpe de força em Conakry será decerto perdoado e esquecido em breve, já que os golpistas são liderados por um coronel que mantém boas relações com Paris e Washington.

O caso maliano é mais «grave», na perspectiva norte-americana, uma vez que a junta militar instalada em Bamako ousou pôr em causa a «ajuda» ocidental e admitiu reforçar a sua cooperação militar histórica com a Rússia.

Curiosamente, um fiel aliado da França e dos EUA, o Chade – o quartel-general da Barkhane, a operação militar francesa de intervenção no Sahel, está instalado em N’Djamena –, onde o poder também foi tomado pelos generais, ficou de fora da lista dos países sancionados.

Em relação à Etiópia, Washington acusa o governo federal etíope de «aprofundar o conflito» no norte do país, referindo-se à guerra de agressão movida por secessionistas do Tigré.

Adis Abeba defende-se e apresenta provas do apoio actual dos EUA, da União Europeia e aliados à Frente de Libertação Popular do Tigré (TPLF, na sigla em inglês), considerada um grupo «terrorista». E contra-ataca com um artigo publicado há dias pela agência oficial de notícias etíope.

Lembra que desde há muito que os norte-americanos fornecem «ajuda» económica à Etiópia, atraídos pela importância e dimensão do país e pela sua situação geográfica, na região do estratégico Corno de África e do acesso ao Mar Vermelho. E explica que, a partir dos começos da década de 90 do século XX e ao longo dos 27 anos de governação de uma frente de organizações políticas liderada então pela TPLF, os EUA continuaram a utilizar a sua volumosa «ajuda económica» como instrumento para atingir os seus objectivos políticos e não para promover o desenvolvimento sustentável do país. Nesse período – insiste hoje Adis Abeba – os EUA não se preocuparam com as violações de direitos humanos e as atrocidades cometidas pela TPLF e usaram a «ajuda» económica para manter a Etiópia na sua esfera de interesses políticos e económicos.

Esta política imperialista norte-americana não é nem nova nem única. Ao contrário, é antiga e generalizada a prática global dos EUA visando dominar os países para os explorar e pilhar as suas riquezas. Mas, em África e em todo o mundo, os povos cada vez mais resistem e lutam pela sua independência e soberania. E vencerão.

Carlos Lopes Pereira
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.... de outras  gentes
e mundos deste nosso mundo.
Onde encontrá-la?


 

quinta-feira, janeiro 06, 2022

Venezuela, a triangulação (nova modalidade de corrupção)

  - Nº 2510 (2022/01/6)

Venezuela denuncia perante ONU roubos de activos seus no exterior


Internacional

Um alto responsável venezuelano, Elvis Amoroso, denunciou recentemente perante a Organização das Nações Unidas (ONU) o roubo dos activos do seu país no exterior por parte dos governos de alguns países, nomeadamente da Europa e América do Norte.

Durante o debate da 9.ª conferência dos Estados partes da Convenção das Nações Unidas contra a corrupção, que se desenrolou em meados de Dezembro em Sharm El-Sheikh, no Egipto, o representante da Venezuela denunciou o que chamou «uma rede de corrupção desenhada por governos no mundo». Afirmou que «há milhões de dólares em ouro e dinheiro depositados em bancos europeus que não se puderam utilizar».

Contra a Venezuela, disse, aplica-se uma nova modalidade de corrupção, a triangulação, a qual é desenhada e apoiada por alguns Estados que procuram apoderar-se de empresas e recursos que legalmente pertencem ao país sul-americano.

«Os governos dos Estados Unidos da América e da Colômbia reconheceram e apoiaram um ex-deputado que se autoproclamou como presidente interino numa praça, com o único propósito de arrebatar e apoderar-se de empresas importantes que a nossa pátria tem no exterior», como são a corporação petrolífera Citgo (nos EUA) e a petroquímica Monómeros (na Colômbia), explicou.

Recordou que o ouro depositado no Banco de Inglaterra e o dinheiro que ascende a mais de um milhão de dólares em bancos portugueses, foram roubados, facto sem precedentes a nível mundial.

Acrescentou que os corruptos e responsáveis desses saques, acusados de acordo com distintas leis da Venezuela, refugiam-se na Colômbia e nos EUA, aonde vivem como magnatas.

Isto, alertou, não pode continuar a acontecer e a Convenção da ONU contra a corrupção deve alertar todos os seus membros para acabar, de uma vez por todas, com esse tipo de acções, para evitar que outros países em desenvolvimento sofram pilhagens semelhantes.

O presidente Nicolás Maduro e outros dirigentes da Venezuela têm denunciado em muitas ocasiões o roubo de activos financeiros do país, no valor de milhões de dólares, pelos EUA e seus títeres, dificultando ou impedindo o acesso do povo venezuelano a vacinas, medicamentos, alimentos e outros bens de primeira necessidade.

Que campanha "previsível" para a "estabilidade"...

 

 - Nº 2510 (2022/01/6)

Estabilizando

Opinião

Com as eleições legislativas antecipadas no horizonte voltaram à ordem do dia, sem pejo e muito desplante, conceitos que nos últimos anos estiveram, por força das circunstâncias, mais ou menos ausentes do discurso político-mediático. Ouve-se de novo falar em «eleger o primeiro-ministro», nos «dois partidos» de governo, e sobretudo, com uma insistência cada vez maior, em «estabilidade».

Para que não nos falte nada, o Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo, acrescentou à lista a «previsibilidade», que como se sabe é o ingrediente da política que mais agrada ao capital, garantido quando no governo estão o que por cá se chama «partidos do arco da governação».

Depois de em 2015 a realidade ter obrigado a meter na gaveta o anacronismo de se considerar democrática a prática de ignorar que todos os votos contam, deixando claro que nas legislativas se elege deputados e não ministros, eis que a não aprovação do Orçamento do Estado para 2022 foi classificada na categoria de catástrofe a exigir medidas drásticas, como se não houvesse outras soluções a não ser a ida às urnas, de resto brandida por Belém muito a jeito de ameaça. Porque o País precisa de «estabilidade» e «previsibilidade», recorde-se. Devemos ser os únicos.

Não consta que os Países Baixos tenham passado a instáveis e imprevisíveis e que os «baixinhos» tenham perdido estatuto por terem ido antecipadamente a votos e demorado nove, NOVE!, longos meses a formar governo. Isto só para citar um exemplo, que coligações, acordos, arranjos, entendimentos entre diferentes forças políticas, com incidência governativa e/ou parlamentar, é o que não falta por essa Europa fora. Daí que, na hora de escolher, valha a pena perguntar para quem e para quê é a tal estabilidade.

Anabela Fino



terça-feira, janeiro 04, 2022

Mercedes já é banal

Do Expresso, nas condições difíceis (decerto) em que mantém a sua informação e que, por isso, justifica solidariedade: 


... 5. A venda de carros de luxo cresceu em 2021 mais de 50% em relação ao ano anterior. Marcas? De Aston Martin, Bentley, Ferrari, Lamborghini e Maserati foram vendidos 10 por mês…






lá terá, por ventura, o dito cujo
a ter de mudar a marca
 do "espada"à porta 
de um subsídiodependente RSI




 

domingo, janeiro 02, 2022

Imigrantes e "virar a página"



 



O reciclado e omnipresente PdaR, para fim do ano, escolheu o tema da imigração… veio ele falar  de solidariedade, denunciar as condições que levam a essa migração e da necessidade de melhorar as condições deshumanas em que estão a ser acolhidos (e explorados) os imigrantes? Qual quê?… veio referir a "juventude" que os imigrantes trouxeram ao nosso espectro demográfico e sublinhar, explícita e subliminarmente, a contribuição que vieram dar ao “mercado do trabalho”, isto é, a ajuda a diminuir a pressão e a luta dos trabalhadores portugueses por melhores salários e combate à precariedade, com a consequência de tornar o país, ainda mais, dos ricos.

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 Depois, virado o número do ano, entrado em 2022, o PdaR veio falar (muito fala ele…), trazer a mensagem de Ano Novo, e não encontrou melhor que lançar a palavra-chave de “virar a página”, que só pode descodificar-se como mudança de maioria parlamentar e de estratégia governamental; outra não pode ser a leitura de tal frase, como decorre de currículo de quem a adopta e não pode esconder a filiação partidária e de postura no xadrez político; "virar a página” do esforço de recuperação das consequências de uma troika que tem de ser lembrada e não apagada ou "páginas rasgadas e/ou esquecidas", colocar um fim nas estratégias marcadas por uma decisiva importância de forças políticas com a primordial finalidade de melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das populações? 

sábado, janeiro 01, 2022

A campanha na in(de)formação "democrática"

Grande título em 1ª página de 30.12.2021 do:



ORA:



Nos 20 anos do €uro


 Brindando à nossa (DELES) moeda!

sexta-feira, dezembro 31, 2021

Campanha eleitoral:

A partir de hoje, que acaba o ano, vou começar a minha campanha eleitoral privada.
Como concidadão, entendo ser indispensável insistir no esclarecimento sobre o direito que temos, 
e como ele é maltratado pela informação massificadora sobre as eleições.
Posso não fazer mais (só se não puder!...), mas nesta mensagem vou insistir até 28 de Janeiro:


a escolha que o cidadão português vai fazer,

no dia 30 de Janeiro de 2022

(quer vote, quer não vote)

NÃO É para 1º ministro

NÃO É, não!, ou Costa ou Rio!

É, sim!, uma eleição de deputados

É a escolha dos concidadãos do seu distrito

que o vão representar na AdaR

que vai decidir muito da sua vida

20 anos de €uro

  - Nº 2509 (2021/12/30)


Duas décadas de notas e moedas de euros 
- a realidade desmente a propaganda

Opinião


No primeiro dia de 2022 passarão 20 anos desde a entrada em circulação das notas e moedas de euros, momento em que a esmagadora maioria da população passou a ter um contacto mais directo com o euro.


A adesão de Portugal à moeda única dera-se, todavia, em 1999, quando deixámos, de facto, de ter uma moeda própria. Os escudos que durante três anos ainda trouxemos nas carteiras não representavam senão uma fração do euro, nele convertíveis a partir de uma taxa fixa, inalterável. Não foi preciso muito tempo para que a prática quotidiana viesse desmentir inapelavelmente as promessas que andaram a fazer ao povo português.

A realidade desfez a propaganda dos arautos da moeda única e do «pelotão da frente» - PS, PSD e CDS. Ficou a amarga confirmação dos alertas atempadamente feitos pelo PCP.

Prometeram a convergência com os países mais desenvolvidos da UE. A realidade, porém, trouxe-nos a divergência económica e social, que se acentua a cada nova crise.

Prometeram a melhoria dos salários e do poder de compra. Tendo a mesma moeda dos alemães, diziam os mais afoitos, passaríamos um dia a ter também os seus salários. A realidade, porém, trouxe-nos a degradação dos salários e do poder de compra. Em Portugal, o Governo PS impôs para 2022 um salário mínimo de 705 euros. Na Alemanha, o salário mínimo atingirá os 2000 euros. Em Portugal, o salário médio está pouco acima dos 1000 euros. A média da Zona Euro eleva-se acima dos 1900.

Os preços de bens e serviços essenciais, esses, diferem menos do que os salários. A prometida baixa inflação não evitou que o poder de compra fosse corroído por «actualizações» salariais quase sempre abaixo da inflação. É este o resultado da «moderação salarial» imposta pelo euro.

Prometeram mais investimento. A realidade, porém, trouxe-nos um brutal desinvestimento, desindustrialização, terciarização e financeirização da economia, desnacionalização de empresas estratégicas, uma explosão do endividamento externo. Foi com o euro que a banca (privada) se converteu num gigantesco sorvedouro de recursos públicos. Consolidou-se uma divisão do trabalho no espaço da UE desfavorável a Portugal. Os capitais, com a sua circulação lubrificada pelo euro, voaram para as economias de maior produtividade. Para os outros sobraram as migalhas do investimento e mesmo estas sob exigências de «domesticação» da mão-de-obra (que se quer barata e «flexível») e de chorudos benefícios à conta de recursos públicos. As restrições ao investimento público impostas pelo pacto de estabilidade e seus sucedâneos – governação económica, semestre europeu, tratado orçamental – provocaram o subfinanciamento crónico dos serviços públicos, impulsionaram a sua privatização e degradaram as funções sociais do Estado.

Prometeram crescimento económico, mais e melhor emprego. A realidade, porém, trouxe-nos estagnação económica, desemprego mais elevado, maior precariedade, emigração dos mais jovens.

O euro não foi feito para Portugal, para melhorar a capacidade produtiva nacional e os salários dos portugueses.

O euro foi feito à medida das necessidades e dos interesses da Alemanha e de algumas outras potências europeias, dos seus grupos económicos e financeiros, da sua vocação exportadora.

O euro promoveu uma redistribuição do rendimento nacional a favor do capital, em desfavor do trabalho.

Os constrangimentos associados ao euro não desapareceram com a chamada «reforma da Zona Euro». De certa forma, agravaram-se. Estão hoje presentes nos principais problemas que os trabalhadores, o povo e o País enfrentam: nos baixos salários e pensões, na insuficiente protecção social, na degradação dos serviços públicos, na emigração da força de trabalho, na debilitação do aparelho produtivo nacional e na sua fixação em torno de um modelo assente numa fraca especialização e em baixos salários.

A libertação do euro e a recuperação da soberania monetária é condição e eixo estruturante de uma política alternativa, patriótica e de esquerda.

João Ferreira

Novidades, reviravoltas e finais

  - Nº 2509 (2021/12/30)


Novidades, reviravoltas e finais

PCP

Este final de ano trouxe, entre outros acontecimentos que ocuparam o panorama mediático nacional, três congressos partidários, de PSD e seus sucedâneos, já que no CDS a novela interna não o permitiu. Foram três congressos em que aconteceu o que já se sabia que ia acontecer: não houve mudança na liderança nem alteração de fundo na estratégia. Se nos lembrarmos do que há um ano se disse a propósito do congresso do PCP, esperar-se-ia agora ouvir o mesmo: que não houve novidade. Mas nada disso.

Aquilo a que assistimos, antes e depois, foram horas e rios de tinta empenhados em criar acontecimento em torno da promoção e despromoção desta ou daquela figura de um lugar partidário de que nunca ouvimos falar, das vitórias e derrotas de moções temáticas. Ou seja, aquilo que no PCP é desinteressante (também houve alterações na composição dos organismos de direcção e, sobretudo, discussão sobre os problemas do País e as respostas necessárias) nos outros partidos é muito excitante. Dirão alguns nomes reputados no meio jornalístico que nos outros partidos há muito mais acção, andam todos à bulha e isso dá espectáculo, confirmando que no comando de muitas redacções já se esqueceu o papel do jornalismo, tantas vezes travestido de entretenimento.

Mas mais do que isso, o que é feito com esta opção é uma promoção desmesurada destes partidos praticada de forma activa e consciente. Nenhum mestre de propaganda desdenharia como estratégia a intensa operação de reabilitação do PSD. Rui Rio era um desastre, agora é um homem com ideias para reformar o País. Rio estava a estender a passadeira ao PS, agora é a alternativa. Rio não tinha mão no partido dele, agora é o fautor da unidade interna. E estas afirmações são ditas e escritas sem pudor pelos mesmos, antes e depois. Reproduzidas pelos mesmos meios de comunicação social, antes e depois, sem questionar.

Estas opções surgem em pleno período eleitoral, quando as três estações de televisão generalistas se preparam para repetir o modelo de debates discriminatório que adoptaram em 2019. O PCP assumiu posição pública, rejeitando discriminações e afirmando a suas disponibilidade para participar em todos os debates que se realizem em condições de igualdade. Para além dos argumentos adiantados na última edição do Avante!, está presente a mesma ideia de transformar o próprio calendário de debates num espectáculo, em que existem partidos de primeira e segunda categoria, acabando com a final – o debate dito decisivo, entre PS e PSD. De novo esqueceram-se, ou quiseram esquecer, que o seu papel é informar, não condicionar opinião.

quinta-feira, dezembro 30, 2021

De novo, a inflação

Ele há coisas... 
Quando em Fevereiro de 2020, se começou a falar de coronavirus, algo tilintou cá dentro. Aproximava-se uma crise (do sistema, isto é, do modo de produção predominante no mundo), e a nova crise (epidémica) vinha a calhar, ao mesmo tempo (dialecticamente!) vinha cumular crises à crise económica, ou seja (para se ser preciso), à crise financeira. Passaram meses, somando 12, isto é, anos, e aconteceram centenários, do Partido, da Seara Nova, de Vasco Gonçalves e de outras figuras a notar, ou notáveis.
Então, em Fevereiro/Março de 2020, escrevi aqui e onde (mais não) publico, coisas que me dão gosto reler. E, nessa embalagem, a propósito de centenários (do da Seara), fui rever, de certa maneira obrigado por convite/convocatória da URAP para participar, o que em tempos escrevi. Surpreendi-me ao encontrar, na minha primeira colaboração na revista, em Julho de 1965 (há mais de 56 anos!) este artigo sobre a nova terminologia na problemática portuguesa, a inflação, que entretanto (entre tantos anos...) esmorecera e desaparecera da "problemática" portuguesa (e capitalista) e agora reaparece, esgotados recursos à financeirização da economia, à desmaterialização soft das moedas. 
Como então, como na viragem dos anos 60 para os anos 70 do século XX, muito, e de verdadeiramente mutável, nos espera (com poucas probabilidades de eu ver... mas que outros que virão verão). E, claro, nada de esperar sentados!