Muita gente também não.
Olhem... paciência. Há quem não desista de continuar a tentar explicar.
Com paciência... revolucionária.
Por exemplo, aqui.

ocesso de fazer dinheiro a partir do dinheiro, prescindindo de qualquer mediação do capital produtivo***, é também ressalvada por Hobson**** ».
, noutro contexto e para outras finalidades. Marx divide os sectores da produção de mercadorias em sector I, de meios de produção, e sector II, de meios de consumo, e, no sector II, entre meios de consumo necessários e meios de consumo de luxo.O Ministério Público pediu o arquivamento do processo, mas os magistrados não aceitaram e exigiram que Jacques Chirac seja julgado por "desvio de fundos públicos" e "abuso de confiança".
Acontece que, de vez em quando, irrompem redes e "faces ocultas" (ou semi) ficam a descoberto porque foram violadas regras que se deveriam auto (e altero) impor para que se pudesse con-viver.
Haverá quem estranhe, face à informação que se tornou avassaladora. Mas como estranhar os excessos de corrupção num sistema por natureza corrupto?
E é o sistema - de valores, de regras, de con-vívio - que é posto em causa. Efemeramente, embora esteja sempre em causa. Efemeramente porque se privilegia o próprio sistema, se (re)ocultam os excessos, que só excessos são, e que, por só excessos serem, revelam a natureza do sistema.
Por isso, é preciso impedir que se vá ao fundo dos casos. Se há faces desocultadas, necessário se torna - ao sistema - que elas ocultem a razão por que existem, que se arranje (se necessário se tornar...) um ou outro "bode expiatório" para que siga a dança depois de localizada e cauterizada a "culpa"...
Até um dia!

Assim sendo... vou ler o livro com pré-sabido gozo de leitor, e proveito anti-dogmático. E noutro espaço o comentarei. Talvez.
Que deus me ajude...
Por fazer parte dos indicadores que desejo ter actualizados, fui logo consultar e, de busca e busca, cheguei ao original, no BusinessWeek (que se pode ler aqui).
As "razões" já enumeradas no anterior "post" servem para este, mas as consequências foram ainda bem mais graves (e não só por ter sido eu o 3º que não entrou!...) porque, em vez de não se ter subido de 2 para 3 mandatos, se caiu de 3 para 2. A enorme importância desta queda, para além da perda de pêso numa instância institucional (que alguns acharão discutível), mede-se na enorme dimunuição de fundos que deixaram de entrar para o PCP e para a CDU, para a organização, para a luta nas outras frentes. E posso testemunhar que não foi "rombo" pequeno.
Muitos casos destes, em que a sorte nos fez negaças, em que deuses (e os fados) nos foram nefastos, poderia arrolar, mas façamos boa cara à má fortuna e partamos para a luta. E que esta pequena série possa ter ajudado alguém como a mim me ajudou.


Mas em 1999 foi pior ainda. Com consequências (também pessoais) muito complicadas para toda a luta. Com esse exemplo terminarei esta viagem pelo método de Hondt.


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(Este rascunho estava para aqui, nas mensagens por editar, desde 17 de Setembro. Saltou-me agora ao caminho. Ah!, sim? Então... publique-se)
O PS, como partido com maioria absoluta no Poder Central em Portugal, e enquanto a teve, fez uso desse poder de que foi mandato como se ele tivesse passado a ser seu, e não quis saber de equilíbrios, de negociações e, com arrogância, afirmou-se como somos o poder! Por outro lado, por cá, o PSD, como partido com maioria absoluta no Poder Local em Ourém há décadas, fez uso desse poder de que foi mandato, como se ele tivesse passado a ser seu, e não quis saber de equilíbrios, de distribuição de pelouros, de negociações e, com arrogância, afirmou-se como somos o Poder!

... comecei mais cedo a dita reflexão (talvez não ganhe três ou quatro votos indecisos, e por isso me auto-critico!)
verdade, veio perturbar a minha ocupação de tempo. Estando este quase totalmente absortvido pela campanha eleitoral (que começou quando?...), a publicação do IDH no relatório do PNUD de 2009, obrigou-me a abrir clareiras na ocupação do tempo. 
Claro que virei a comentar este gráfico (espero...). Entretanto, se interessar a algum visitante, pode ir-se avançando estudo, reflexão, comentários.
Vou à vida... autárquica.

