Com o nó na garganta, que se repete ano a ano.
domingo, dezembro 19, 2010
A "guerra" do clima e o "clima" de guerra
IDH-2010 - mais um apontamento

sábado, dezembro 18, 2010
IDH-2010 - o índice de não-rendimento (ou monetário)

A lista que elaborei inclui os 45 primeiros países dos 173 arrolados (os 169 com IDH calculado mais 4 que, não estando incluídos nessa lista de IDH total, estão, no entanto, numa outra lista em que se referem os seus valores de IDH de não-rendimento).
Algumas notas de sublinhado:
- Cuba que foi excluido da lista de IDH total por "falta de dados internacionalmente compilados e verificados", só o terá sido devido a a dados relativos ao rendimento monetário pois no IDH de não-rendimento ocupa um verdadeiramente extraordinário: 17º lugar, entre a Espanha e a Grécia!
- Os países com posição entre os de mais elevado nível de desenvolvimento humano devido à disposição de matérias primeas estratégicas, sobretudo petróleo, desaparecem desta lista de IDH de não-rendimento.
- Os países europeus que viveram décadas de experiência de construção do socialismo têm subidas muito significativas, estando todos nesta lista, com excepção da Bulgária que, no entanto, estaria entre os 50 primeiros quando é o 58º no IDH compósito.
- Os países "de lavagem de dinheiro" (ou outro tipo de "paraísos"), como Liechenstein (19 lugares), Andorra (14), Singapura (12 lugares) e Luxemburgo (11 lugares) são os de mais forte queda, e até a Suiça, pelo seu papel no sistema bancário-monetário, desce 6 lugares nas componentes saúde-educação relativamente ao lugar que ocupa no IDH conjunto por efeito do peso da componente monetário-especulativa.
- A Islândia é o país de maior subida, mas por motivo da queda das componentes de crescimento dito económico, que ainda não teriam atingido as componentes saúde e educação, o que, ao que parece, os islandeses não estão muito dispostos a deixar que aconteça: se há algo que tenha que falir, que vão os bancos responsáveis pela crise à falência...
- Portugal desce 5 lugares, passando de 40º para 45º!
____________________
(*) - outro país em idêntica situação é o Palaos, com um 36º lugar, mas não me parece relevante dadas as suas características: uma dimensão pouco superior ao concelho de Ourém e uma população de 20 mil habitantes, em país independente desde 1994 mas totalmente dependente dos Estados Unidos, até nas votações sobre o bloqueio a Cuba, em que o documento de rejeição desse bloqueio, votado este ano na Assembleia-Geral das Nações Unidas, teve apoio quase unânime dos 192 países que integram a ONU, já que 187 membros votaram a favor, dois contra (EUA e Israel), além de 3 abstenções (Ilhas Marshall, Palaos e Micronésia).
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Notícias que o não são...
A denúncia foi feita pela ONG Counter Balance, que investigou os 1,1 biliões de euros de ajuda anual do Banco Europeu de Investimento para a África e o Caribe (BEIAC), financiado com dinheiro dos contribuintes.
De acordo com as informações apuradas, o dinheiro desaparece em entidades de crédito africanas e numa congénere situada no Luxemburgo, país paraíso fiscal, sem que qualquer medida seja tomada, pelo contrário, alguns dos empréstimos avançados pelo BEIAC são, inclusivamente, avalizados pelos estados da UE.
Segundo o relatório da Counter Balance, em 2007, 50 milhões de euros foram entregues ao Banco Intercontinental da Nigéria (BIN), justamente quando o seu director executivo estava a ser investigado pelas autoridades por alegadas fraudes. O ano passado, o BIN acabou resgatado pelo governo nigeriano.
No mesmo sentido, um empréstimo de 15 milhões de euros ao Banco Nacional do Malawi foi anunciado oficialmente pelo BEIAC. Posteriormente, corrigiu-se a informação dizendo que o dinheiro foi entregue à sucursal maliana do NBS. Mais tarde, ainda, uma parte do montante total, cerca de 2,8 milhões de euros, acabou por aparecer na dependência do First Merchant Bank naquele país africano, ficando por esclarecer onde foram parar os restantes 12,2 milhões.
A Counter Balance adianta igualmente que os 7 milhões para o Gabão e os 5 milhões para o Ruanda ainda não foram gastos, e que 60 por cento dos investimentos da entidade europeia em fundos privados para África – qualquer coisa como 125 milhões de euros – se encontram num só país africano, a Mauritânia, onde, de acordo com o BEIAC, a legislação favorece o desenvolvimento do sector privado.
Também no âmbito dos fundos de investimentos privados, a referida ONG assegura que 4 milhões de euros destinados a Angola foram atribuídos a uma empresa sediada no Dalaware (um dos 50 estados norte-americanos), a qual se encontra registada no Luxemburgo. Neste país, está sediada do mesmo modo uma outra firma que manejou 5 milhões de euros destinados aos Camarões e ao Chade.
IDH-2010 - pequena pausa ou apeadeiro
Mas passe eu adiante, que quero ir por outros caminhos menos enlameados ou minados (embora nem todos o sejam menos!).
As representações relativas à situação económico-social das populações têm de ter por base o factor monetário. A medida em PIB, ou em RNB, é indispensável. Mas em que valor? Não pode ser físico, em quilos, litros, metros, ou "paletes". Naturalmente (porque resultado de um real processo histórico) será em medida monetária, no equivalente geral. E assim nos encontramos no âmago da economia política. Na questão do valor e como o definir e medir(*). Uma unidade de medida comum é tão indispensável como se foi tornando cada vez mais um instrumento usado com fins que servem os interesses (de classe) dominantes.

Daí a importância do índice de desenvolvimento humano, como passo – e pequeno e tímido, mas muito importante – que, numa primeira aproximação, nos diz que, incorporando indicadores de saúde e de educação, o Qatar está em 38º, com um IDH de 0,803 e Portugal logo a seguir com um IDH de 0,795 (igual ao do Bahrein, que tem um RNB por habitante de 26,7 mil dólares em ppc), enquanto que, no indicador estritamente monetário, o Qatar seria o 2º em aparente riqueza das nações (o 1º seria o Liechtenstein, minúsculo país que é uma autêntica lavandaria de dinheiro.., onde vivem “principescamente” 30 mil habitantes), e Portugal guardaria o 40º lugar na lista dos 169 países para que o PNUD apurou dados.
É com estas prevenções que devemos usar as representações quantitativas. Trabalhando-as com… pinças.
(*) – Marx, numa carta de 27 de Abril de 1867, sobre O Capital:
«O que há de melhor no meu livro (e aí repousa toda a compreensão) é que
1º - como o sublinho desde o começo, o trabalho tem um carácter duplo segundo ele se exprime em valor de uso ou em valor de troca;
Resumo... ou o desfiar de um rosário
i) das medidas de promoção do emprego por via do embaratecimento do desemprego,
temos (ou teríamos)
ii) o pedido de desculpas dos EUA no caso de terem utilizado indevidamente autorizações não formais em respostas a pedidos informais,
e
iii) a necessidade de alterar o art. 136º do Tratado de Lisboa (a quintessência do porreirismo-pá), em vigor há um ano, para se adoptar um mecanismo e um fundo e umas outras coisas,
como
iv) o aumento do capital do Banco Central Europeu,
tudo
v) tudo para se fazer-de-conta que se domesticam os mercados,
se para tanto
vi) se conseguir o acordo da Ti’Ângela.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Os retratos das "cimeiras"

IDH-2010 - continuação
Se esta consideração é irrefutável, os esforços do PNUD para que haja um caminho, uma procura, um trabalho consequente no sentido a levar à prática, é relevante. Não obstante todas as dificuldades, hesitações, decerto erros no percurso, decerto também distorções, fragilidades, ou até “leituras” de base ideológica (de sinal diferente ou contrário à que não nego que é a minha).
Retome-se a lista dos países que podem melhor ilustrar a discrepância nos ordenamentos por RNB e por IDH (isto é, com inclusão de componentes relativas a saúde e educação), entre os 169 países das Nações Unidas que foram arrolados, a que se juntam linhas com mais dois países que particularmente me interessam nesta abordagem (Portugal e Chipre) e os chamados BRIC, além de uma coluna com a evolução destes países no que respeita a IDH, entre 2005 e 2010:
O que posso dizer, por agora, é que esta tabela vai servir para muitos comentários. Aliás, espero que alguns comentários e dúvidas possa suscitar. E - mais! - estou aberto a pedidos de informação sobre países específicos que possam interessar a alguns vistantes em particular.
Além, claro, de ir continuar mais algum tempo com estes IDH e coisas que eles nos podem ensinar enquanto representação da realidade que vivemos.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Ex-tractos (pequenos) - 5
2.- (...) Uma candidatura de um candidato diferente! Do camarada Francisco Lopes. Sem ambiguidades. Dizendo ao que vem, porque vem, para onde quer ir.
IDH-2010 - Todas iguais, todas diferentes
escreveu, nos idos anos 7o, um interessante A pobreza, riqueza dos povos...) que está nas intenções dos criadores do IDH do PNUD. Será trabalho insano, ou seja, de gente sem juízo, procurar fazê-lo? Bem me parece que não, mas já tenho dúvidas sobre a sanidade de quem dedica algumas das suas horas a procurar aproveitar o que se vai avançando nesse caminho e a procurar divulgá-lo, quando o tempo parece ser de outras lutas. E a presumível insanidade estará na convicção de que essas outras lutas não podem prescindir destas procuras.Depois do 1º debate

terça-feira, dezembro 14, 2010
PISA e repisa...
Mas afinal o que nos trouxe o estudo da OCDE? Informações positivas para 2009 no que respeita à evolução de alguns relativos à educação em Portugal? Sim, mas a partir de que evoluções anteriores?, por mérito de quê e de quem?
Pedras contra canhões, no seu blog autoridadenacional informa e esclarece. Quem se quiser esclarecer e informar-se pode fazê-lo aqui. E como o texto é longo, reproduzo a sua parte final:
«(...) É o próprio "jugular", blog de serviço ao governo que acaba por demonstrar que a principal lição a tirar de PISA não são os estrondosos sucessos de 2009, mas o descalabro de 2006, como se verifica no gráfico aí exposto por Palmira F. Silva. Na verdade, 2009 demonstra que recuperámos a trajectória regular do nosso sistema educativo. Apesar de tudo. Apesar do governo. Apesar de Maria de Lurdes Rodrigues. Apesar dos cortes no financiamento, apesar da precariedade entre professores, entre funcionários. Apesar dos baixos salários, das turmas sobrelotadas, apesar das escolas destroçadas, apesar das novas oportunidades e do desvio de miúdos para o ensino profissional.

»
A Islândia, um caso!

IDH-2010 - Retomando
, que há vinte anos procura cumprir a intenção de introduzir na avaliação do desenvolvimento humano outras componentes para além da medida monetária do crescimento económico (RNB per capita, em dólares e paridades do poder de compra). Basicamente medidas de saúde e de educação.Uma leitura importante a fazer é a de comparar a lista de países ordenados pela medida económica com a lista dos países ordenados por esta medida mas ponderada pelas medidas de saúde e de educação.
Comparando as duas listas, sublinho que os três países com maior diferença positiva (isto é, maior subida na segunda lista relativamente à primeira) são a Nova Zelândia (+30), a Irlanda (+20) e Islândia (+20), mostrando como os níveis atingidos pela saúde e de educação melhoraram o lugar ocupado pelo nível de crescimento económico monetarizado (em paridades de poder de compra); e os três países com maior diferença negativa (isto é, maior descida na segunda lista relativamente à primeira) são Angola (-47), Kuwait (-42) e Botswana (-38), mostrando como a disposição de recursos (como o petróleo) pode originar valores económicos monetarizados que não têm expressão nos níveis de saúde e de educação.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Temo é que nos obriguem a dever
Como nós surpreeendemos...
No entanto, a angústia estava lá, a amargura também.
Para alguns, a saída é a de partir.
Entre eles, muitos jovens licenciados que não encontram no país perspectivas de futuro.»
apontamento no regresso de. sempre no caminho para.
domingo, dezembro 12, 2010
apontamentos a caminho de. no caminho para.
sábado, dezembro 11, 2010
No(s) corredor(es) do poder
Alentejo
Em dias que o acaso – contra as previsões meteorológicas – quis brindar-nos com sol esplendoroso.
Espalhados pelos campos, campos, campos – verdes, verdes –, a recortarem~se no azul claro, limpo, montículos de árvores e pedras. Ou são as pedras a rodearem as árvores ou são as árvores como que nascidas no meio das pedras.

sexta-feira, dezembro 10, 2010
Coisas que esclarecem!
o governo acertou agendas com o patronato!
.
IDH-2010 - Revisão e correcção para eventuais “curiosos”
Talvez ninguém reparasse (!!!), mas aproveito para dizer que estas ordenações obedecem a critérios meus, evidentemente discutíveis, pois excluo alguns países como Liechsenstein, Singapura, Andorra, Qatar por não completarem a série 1990, 1195, 2000, 2005 e 2010, e vi-me obrigado a preencher, por cálculo meu, a falha de dados para Alemanha no ano de 2000.
Quanto às minhas falhas, na folha excel sobre a evolução dos países com DH muito elevado, depois de a "scanear" e publicar no “post”, verifico que a coluna do ano 2000 não está certa e corrijo-a, assim com devo incluir dois países entre os referidos por terem tido lugares entre os 12 primeiros numa destas cinco datas (o Reino Unido no 11º lugar em 1995, a Coreia do Sul no 11º em 2010)
Em 2000, a Irlanda foi o 10º (e não o 5º), a Alemanha o 13º (e não o 9º), o Japão o 11º (e não o 10º), a Islândia o 12º (e não o 7º) e a Dinamarca o 16º (e não o 15º).
Para se poder completar o quadro (e o gráfico), a Coreia do Sul foi, sucessivamente, 31º, 25º, 22º, 19º e 11º e o Reino Unido 24º, 11º, 23º, 21º e 25º.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
IDH-2010 - Apenas um apontamento

Até quando?, até onde?

Até falou, também, em "outras medidas de estímulo à economia", mas sem dizer quais pois tudo se resume, sempre, aos "custos do trabalho" e, agora, especificamente, às dificuldades e indemnizações por despedimentos.
Este espectáculo é indecoroso.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
IDH-2010 - a evolução e os de DH muito elevado
Neste "post", fixo-me na evolução no quartil superior dos países de desenvolvimento humano, novo critério para os considerados de DH muito elevado, ainda na sequência do que já adiantei, mas agora com base na nova série.

A "qualidade" das pessoas...
Se a PIDE não se opusesse, Cavaco Silva, portador do BI número 153955, poderia ser autorizado a manusear documentação classificada até ao grau de “Nato Secreto” (o segundo nível mais restrito de informação) na Comissão Coordenadora da Investigação para a NATO – como era desejo do general, que tinha sido deputado à Assembleia Nacional e presidente do Sporting, antes de assumir o comando operacional das várias entidades de defesa do país.
Aníbal tinha 28 anos e a vida encaminhada: já estava casado com a actual primeira-dama, cumprira o serviço militar em Moçambique e tinha dois filhos. Trabalhava já como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e professor assistente do ISCEF (Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras) onde tinha sido um dos melhores alunos.
A polícia política abriu o processo número 995/67 e pediu ao chefe de gabinete do ministro da Educação que fizesse comparecer Cavaco Silva na sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso. O professor faltou à primeira convocatória mas, após uma insistência do director da PIDE, em Dezembro de 1967, preencheu o “formulário pessoal pormenorizado”, um boletim de 4 páginas que era burocraticamente designado como “modelo 566”.
A alínea 12 colocava uma questão directa: “Sua posição e actividades políticas”. Na linha de baixo, num momento em que António de Oliveira Salazar - então com 78 anos - cumpria o seu 35.º ano como líder da ditadura, Cavaco Silva escreveu: “Integrado no actual regime político”. Deixou mais uma linha e acrescentou: “Não exerço qualquer actividade política”.
Na alínea 23, solicitado a indicar “duas pessoas idóneas (de preferência oficiais do Exército, Marinha ou Força Aérea) que o possam abonar moral e politicamente”, o actual Presidente da República quis fazer mais do que o formulário requisitava. Com a sua caneta riscou o “duas” e anotou por cima “três”, para o caso de a PIDE não reparar que tinha indicado um nome extra.
Deu então os nomes de um membro da União Nacional - o partido do regime liderado por Salazar - José Rodrigues Alho, que exercia a profissão de fiscal da Carris (a empresa que geria os autocarros e eléctricos em Lisboa); do presidente da Junta de Freguesia de Santo Condestável, o tenente do exército Artur Ticão; e de um membro do secretariado da Defesa Nacional, o capitão António Ferreira da Costa.
Depois de prestar todas as informações sobre os seus dados de identificação, como nome, morada actual e endereços anteriores (viva num 5º andar da R. Padre Francisco e antes tinha residido noutro 5º andar na vizinha Rua Almeida e Sousa, na zona de Campo de Ourique, em Lisboa), locais onde estudou, situação militar (“Teve algum castigo? Não tive punições”), empregos, nomes e dados dos pais, esposa, irmãos, cunhados e sogros, foi ainda confrontado com a alínea 20, onde lhe era perguntado se algum destes familiares tinha residido na União Soviética ou Satélites – uma pergunta obrigatória, num contexto de Guerra Fria, a qualquer candidato a manusear documentos relacionados com a Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Na folha de rosto do boletim está agrafada, no canto superior esquerdo, uma sua foto tipo-passe, de blazer, pullover, camisa branca e gravata escura. Na última página, a seguir à data (Lisboa, 21/12/1967), o respondente rubricou a sua assinatura: “Aníbal António Cavaco Silva”. Depois, num espaço reservado para observações, entendeu que devia prestar uma informação adicional sobre a família: “O sogro casou em segundas núpcias com Maria Mendes Vieira, com quem reside e com quem o declarante não priva.”
Os funcionários da PIDE recolheram informações sobre o “porte moral e político” do então professor e investigador, os homens indicados por Cavaco Silva foram contactados, e o agente Amorim concluiu que “moral e politicamente nada se conseguiu apurar em seu desabono”.
A direcção de campanha de Cavaco Silva não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela SÁBADO e, através do assessor de imprensa Francisco Azevedo e Silva, comentou apenas: “Este tipo de guerra suja não pega com o candidato prof. Cavaco Silva. A sua vida e todos os aspectos da sua carreira política, antes e depois do 25 de Abril, é totalmente transparente e é, aliás, integralmente revelada na autobiografia”. Na autobiografia não há qualquer referência a este episódio.
No livro Cavaco Silva contou que quando era estudante e passava junto à residência oficial de Salazar, atravessava para o passeio do outro lado da rua porque “os muros altos e os polícias impunham respeito”. E recordou a sua indignação quando rejeitaram o seu pedido de adiamento para cumprir o serviço militar e o convocaram para fazer a recruta em 1962, por causa da guerra colonial: “Fiquei revoltado e acentuou-se em mim a rejeição ao regime de Salazar”. O livro foi lançado 35 anos depois de se ter declarado “integrado” no Estado Novo.»
«Na última página, a seguir à data (Lisboa, 21/12/1967), o respondente rubricou a sua assinatura: “Aníbal António Cavaco Silva”. Depois, num espaço reservado para observações, entendeu que devia prestar uma informação adicional sobre a família: “O sogro casou em segundas núpcias com Maria Mendes Vieira, com quem reside e com quem o declarante não priva.”»
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Neste homem não só não voto nem nunca votarei, como com ele nunca bebi nem beberei um copo seja do que for...
Ex-citações
«(...) Assange condenado à Rocha de Tarpeia por ter atacado um país poderoso como os EUA, poderia aspirar a um lugar no Capitólio se em vez dos Estados-Unidos o seu alvo tivesse sido Cuba. A revelação de documentos secretos cubanos mereceria a compreensão dos meios diplomáticos que o condenam e denigrem apelidando-o de coscuvilheiro. Seria um fortíssimo candidato ao prémio Sakharov, da União Europeia.
«Assange poderia mesmo ir mais longe na sua glória e chegar ao topo do Capitólio. Se em vez dos Estados Unidos o seu alvo tivesse sido a China ou mesmo a Rússia, tinha garantido a nomeação para o Prémio Nobel da Paz em 2011, com todos os que agora o empurram para o abismo, sentados a aplaudi-lo veementemente(...)»
Ir buscar lenha para se queimar...

Governo propõe aos sindicatos que as minutas dos contratos de trabalho explicitem que o salário de uma pessoa está directamente ligado à sua produtividade ou à qualidade do trabalho.»
Reflexões lentas, curtas e fundas (em mim), na madrugada
Faço-o, muitas vezes, a propósito do euro que, como instrumento que é, poderia ser útil, mas cujo modo como foi criado, ao serviço de que interesses foi e é usado, se tornou um instrumento perverso. A exemplo, gosto de acrescentar, da dinamite que pode servir para abrir estradas e outros fins úteis ou para fabricar armas e outros fins maléficos, ou das drogas.
As palavras (ditas ou escritas), como argumentos são instrumentos no plano da luta de ideias, mas elas, se podem incluir-se nestas reflexões sobre benefícios ou malefícios dos instrumentos, podem, em si mesmas, ter uma intrínseca valoração. Uma mentira é, sempre, uma mentira, o uso da hipocrisia é, sempre, uma hipocrisia; uma agressão verbal não é assimilável a uma pedra que pode estar a ser parte de um muro ou pode servir para arremesso, e é, sempre, uma arma contra outros.
Ao contrário de outros instrumentos, as palavras, os argumentos, podem "ser de direita ou "ser de esquerda. São “de direita”, são seus instrumentos, a mentira, a calúnia, o insulto, a palavra que desinforma e deforma; são “de esquerda”, são seus instrumentos, a verdade, a transparência, a palavra que informa, certa e solidária.
Por isso, é desigual o combate e “ser de esquerda” é – também – não ter pressa, porque ter pressa poderia levar a servir-se de instrumentos com utilizações que são próprias “da direita”, a dizer ou escrever palavras que são do léxico “da direita”, a usar argumentos que "de direita" são. Ou seja, a não “ser de esquerda”!
"Emenda de mão"
14 (Terça-feira): Fernando Nobre-Francisco Lopes (RTP)
16 (Quinta-feira): Defensor Moura-Manuel Alegre (RTP)
17 (Sexta-feira): Cavaco Silva-Fernando Nobre (SIC)
18 (Sábado): Manuel Alegre-Francisco Lopes (SIC)
21 (Terça-feira): Francisco Lopes - Cavaco Silva (TVI)
22 (Quarta-feira): Fernando Nobre- Manuel Alegre (TVI)
23 (Sexta-feira): Cavaco Silva-Defensor Moura (SIC)
27 (Segunda-feira): Defensor Moura-Fernando Nobre (RTP)
28 (Terça-feira): Defensor Moura- Francisco Lopes (TVI)
29 (Quarta-feira): Manuel Alegre-Cavaco Silva (RTP)
terça-feira, dezembro 07, 2010
Aquele homenzinho...
IDH-2010 - os países de desenvolvimento humano muito elevado
. O manancial de informações que faculta dá, como tenho dito, "pano para (muitas) mangas". Algumas vou por aqui deixar.No relatório de 2010, consideram-se de IDH muito elevado 42 países, que têm um IDH superior a 0,788 (no anterior relatório o IDH de fronteira era de 0,900 e incluía 38 países), um valor médio de 0,878, uma esperança de vida à nascença de 80,3 anos, 11,3 anos de média de escolaridade, 15,9 anos de escolaridade esperados, e um rendimento nacional bruto por habitante (em paridades de poder de compra) de 37.225 dólares de 2008.
Portugal desceu 6 lugares, passando de 34º para 40º, e teria baixado de nível (de IDH muito elevado para IDH elavado) se não tivesse havido abertura do critério pois ficou abaixo dos 0,800 (0,795); quanto aos componentes do IDH já referidos, Portugal observa, para 2010, 79,1 anos de esperança de vida à nascença, 8,0 anos de média de escolaridade, 15,5 anos de escolaridade esperada e 22.105 dólares de RNB a PPC, 60% da média do nível muito elevado a que continua a pertencer. É, no entanto, o penúltimo (antes da Polónia) dos 23 países da União Europeu que estão nesse nível (depois da subida da Eslováquia, da Estónia e da Hungria), apenas se mantendo no nível elevado Lituânia. Letónia, Roménia e Bulgária. As leis laborais e as laboriosas reformas
Sócrates anuncia em breve
Económico com Lusa
07/12/10 12:59
O primeiro-ministro promete revelar em breve pormenores sobre a reforma do mercado de trabalho, uma das recomendações de Bruxelas.
"Já disse que nós iríamos fazer uma agenda para o crescimento, temos reuniões marcadas com vários parceiros sociais. Portanto, a resposta é sim e esperarão pelos próximos dias para saberem mais pormenores", afirmou o primeiro-ministro, citado pela Lusa, quando questionado se admite uma reforma das leis laborais.
Sócrates falava aos jornalistas à margem da apresentação do relatório PISA 2009, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), que decorreu na Gulbenkian, em Lisboa.
De recordar que a Comissão Europeia tem pressionado Lisboa a avançar com reformas estruturais no mercado de trabalho de forma a recuperar emprego.
Relatório do Desenvolvimento Humano-2010 (PNUD) - Índice
Índice
*
Introdução de Amartya Sen
Agradecimento
Abreviaturas
visão geral
.
Reafirmação do desenvolvimento humano
A declaração original
Relatórios do Desenvolvimento Humano - à frente do seu tempo
O Desenvolvimento Humano permanece tão vibrante como sempre
.
O progresso das pessoas
Tendências recentes no desenvolvimento humano:
Vidas mais longas, melhor saúde
O conhecimento aumenta as possibilidades
Padrões de vida mais elevados
.
Caminhos diversos para o desenvolvimento
O quebra-cabeças do crescimento económico
Avanço global: o papel das ideias e da inovação
O papel das instituições, das políticas e da equidade
A história mais profunda: mercados, estados e o contrato social
.
Tudo o que é bom nem sempre vem junto
As dimensões mais vastas do desenvolvimento humano
Capacitação
Desigualdade
Vulnerabilidade e sustentabilidade
.
Inovações na medição das desigualdades e da pobreza
Três novas medidas multidimensionais
Medição da desigualdade multidimensional – o IDH Ajustado à Desigualdade
Medição da desigualdade de género – o Indice de Desigualdade de Género
Medição da Pobreza – o Índice de Pobreza Multidimensional
.
A agenda para além de 2010
O progresso e a ameaça das alterações climáticas
Uma agenda para a política
Uma agenda para a investigação
.
Bibliografia
Anexo estatístico
Guia do leitor
Legenda dos países e classificações do IDH, 2010
Tabelas estatísticas
Notas técnicas
Definições de termos estatísticos
Classificação de países
O IDH - 2010 - prefácio

O novo IDH tinha as suas imperfeições, como os próprios autores do Relatório reconheceram de imediato, incluindo o facto de se basear em médias nacionais, o que ocultava as assimetrias de distribuição, e a ausência de uma “medida quantitativa de liberdade humana”. Contudo, adiantava com sucesso a tese central do Relatório, expressa sucintamente na sua primeira frase: “As pessoas são a verdadeira riqueza de uma nação.”
Vinte anos depois, o brilho conceptual e a continuada relevância desse paradigma original do desenvolvimento humano são indiscutíveis. É agora quase universalmente aceite que o sucesso de um país ou o bem-estar de um indivíduo não podem ser avaliados somente pelo dinheiro. O rendimento é, obviamente, crucial: sem recursos, qualquer progresso é difícil.
Contudo, devemos também avaliar se as pessoas conseguem ter vidas longas e saudáveis, se têm oportunidades para receber educação e se são livres de utilizarem os seus conhecimentos e talentos para moldarem os seus próprios destinos.
Essa foi a visão original e permanece como a grande realização dos criadores do Relatório do Desenvolvimento Humano, Mahbub ul-Haq, do Paquistão, e o seu amigo e colaborador próximo Amartya Sen, da Índia, que trabalharam com outros pensadores do desenvolvimento humano. O seu conceito serviu de orientação, não só para 20 anos de Relatórios de Desenvolvimento Humano globais, mas também para mais de 600 Relatórios de Desenvolvimento Humano nacionais – todos investigados, redigidos e publicados nos seus respectivos países – bem como para muitos relatórios provocadores de âmbito regional apoiados pelos gabinetes regionais do PNUD.
Talvez mais importante, a abordagem do desenvolvimento humano afectou profundamente toda uma geração de responsáveis por políticas e especialistas do desenvolvimento de todo o mundo – incluindo milhares no âmbito do próprio PNUD e noutras agências do sistema da ONU.
Este marco do 20º aniversário constitui uma oportunidade para rever de forma sistemática as realizações e os desafios do desenvolvimento humano aos níveis global e nacional – uma tarefa nunca tentada desde o primeiro Relatório – e para analisar as suas implicações nas políticas e nas investigações futuras. Num aspecto crucial, os dados existentes são convincentes e claros: existe muito que os países podem fazer para melhorar a qualidade de vida das pessoas, mesmo em circunstâncias adversas. Muitos países obtiveram grandes ganhos na saúde e na educação apesar de um modesto crescimento no rendimento, enquanto que outros países com um forte crescimento económico ao longo de décadas não conseguiram progressos igualmente impressionantes na esperança de vida, na educação e nos padrões de vida em geral.
Os melhoramentos nunca são automáticos – requerem vontade política, liderança corajosa e o continuado empenho da comunidade internacional.
Dados dos últimos 40 anos revelam também uma enorme diversidade de percursos no sentido de alcançar o desenvolvimento humano: não há um modelo único ou uma receita uniforme para o êxito.
Este Relatório mostra um progresso significativo de muitos dos países em muitas das áreas, com os países mais pobres a mostrarem, com frequência, os ganhos maiores. Embora possa não ser uma surpresa para os estatísticos, há quatro décadas atrás estava longe de ser universalmente presumido que os países de mais baixo rendimento dariam os significativos passos em frente que os registos agora revelam em termos de saúde, educação e (em menor grau) rendimento.
Nem todas as tendências são positivas, como tão bem sabemos. Infelizmente, vários países tiveram um recuo na consecução absoluta do IDH desde o Relatório de 1990. Estes países proporcionam lições sobre o devastador impacto dos conflitos, das epidemias de SIDA e da má gestão económica e política. Muitos deles sofreram os efeitos de vários ou até de todos esses factores.
Apraz-me especialmente a continuação da tradição do Relatório do Desenvolvimento Humano em matéria de inovação da medição. No Relatório deste ano são introduzidas três novas medidas – que registam a desigualdade multidimensional, as disparidades de género e a privação extrema. O IDH Ajustado à Desigualdade, o Índice de Desigualdade de Género e o Índice de Pobreza Multidimensional, que exploram inovações no terreno e avanços na teoria e nos dados, são aplicados à maior parte dos países do mundo e proporcionam perspectivas novas e importantes.
Estas novas ferramentas de medição reforçam a continuada validade da visão original do desenvolvimento humano. Em antecipação, os Relatórios futuros terão de enfrentar problemas ainda mais difíceis, incluindo a área da sustentabilidade, cada vez mais vital, bem como a desigualdade e os conceitos mais amplos de capacitação. Continuamos a confrontar-nos ainda hoje com muitos dos desafios analíticos e estatísticos identificados no Relatório original de 1990.
O PNUD pode ter um justificado orgulho no seu apoio a este Relatório inovador e intelectualmente independente ao longo das duas últimas décadas, mas os Relatórios de Desenvolvimento Humano nunca foram um produto criado exclusivamente pelo PNUD.
Os Relatórios dependem muito dos conhecimentos e das perspectivas de outras agências da ONU, dos governos nacionais e de centenas de académicos de todo o mundo, e sempre estivemos gratos por essa colaboração. Como demonstra persuasivamente a edição do 20º aniversário deste ano, podemos e devemos continuar a ser orientados pelos valores e conclusões dos Relatórios de Desenvolvimento Humano para os próximos 20 anos – e mais além.
Helen Clark
Administradora
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
Reflexão lenta e curta ao fim do dia. O BCE dá uma "ajudinha", mas...
segunda-feira, dezembro 06, 2010
O Indice de Desenvolvimento Humano - o relatório de 2010
Não se corroborará a afirmação do prefácio do relatório deste ano de que "É agora quase universalmente aceite que o sucesso de um país ou o bem-estar de um indivíduo não podem ser avaliados somente pelo dinheiro" porque parece evidente que essa "quase universalidade" não se traduz, na prática, numa tendência das relações sociais predominantes, podendo mesmo dizer-se que estas têm sido desmesuradamente dominadas pela financeirização da economia, ou seja, pelo domínio do dinheiro, de tudo avaliador, e cada vez mais (juntamente com o crédito) fictício porque cada vez mais desligado da base real, da consideração de que “As pessoas são a verdadeira riqueza de uma nação”, que, como também lembra o prefácio deste ano, foi a primeira frase do primeiro relatório, de 1990.
A verdadeira riqueza das nações - vias para um desnvolvimento humano. É com vontade de me informar e de informar que o vou trabalhar.
Desde logo, deparei com uma dificuldade. E grande. O relatório deste ano aparece com muitas alterações, resultantes da afirmada procura de cada ano incluir melhorias em áreas muito delicadas, como o prefácio o confirma.
A juntar aos permanentes indicadores sobre saúde e sobre educação que procuram ponderar os de crescimento económico habitualmente utilizados, o prefácio revela que «(...) No Relatório deste ano são introduzidas três novas medidas – que registam a desigualdade multidimensional, as disparidades de género e a privação extrema. O IDH Ajustado à Desigualdade, o Índice de Desigualdade de Género e o Índice de Pobreza Multidimensional, que exploram inovações no terreno e avanços na teoria e nos dados, são aplicados à maior parte dos países do mundo e proporcionam perspectivas novas e importantes(...)»
Assim, diz-se que o relatório deste ano, e o IDH que inclui, actualizado, tem componentes de medida das desigualdades sociais. O que veio alterar, significativamente, a série e cirar as dificuldades que refiro. A primeira, até pela continuidade do trabalho de Maio, pelo facto de Cuba ter saído da lista dos 169 países da lista, embora com inclusão de dados sobre o país.
Por isso, apenas deixo esta nota introdutória ao estudo que vou proseguir, metendo de permeio, em próximo "post", quer o prefácio quer o índice da síntese do relatório.
Sobre Cuba apenas deixo a impressionante referência de que, tendo saído da lista dos 169 países, decerto por questões técnicas-estatísticas, estas, no entanto, não impedem que Cuba seja o 17º mundial, de 173 - os 169 e mais 4 para que é possível encontrar medida para um novo (e muito significativo)indicador, o de valor do IDH não monetário -, numa lista em que os três primeiros são Austrália, Nova Zelândia e Noruega, e em que Portugal ocupa o 45º lugar!
12º encontro de partidos comunistas e operários

China e Russia - o mais populoso e o maior
aqui, no blog antreus.domingo, dezembro 05, 2010
Há sete anos que ele-Cavaco escreveu, mas... (*)

- Há sete anos (mais mês menos mês) quando entrou em funcionamento o euro.
- Há duas vezes sete anos (mais coisa menos coisa) quando foi decidida, em definitivo (?) a criação da moeda única e com quem.
- Há três vezes sete anos (mais ou menos) quando se entrou na Comunidade Europeia e começou a "construir" a União Europeia.
- Há quatro vezes sete anos (mas já antes) se enveredou pelos caminhos do FMI e da "Europa connosco".
- Há cinco vezes sete anos (e mais uns tantos meses) quando se usou a via parlamentar para apagar, aos poucos e como o podiam fazer, a via da democracia participativa e avançada.
- Há seis vezes sete anos (vindos de antes) se adoptou a efectiva mudança contra a continuidade de mudança faz-de-conta.
- Há sete vezes sete anos (à volta disso) se definiu qual o rumo para a vitória.
Ou seja, no colectivo que propõe Francisco Lopes para Presidente da Republica há muita coisa escrita sete vezes sete anos (e mais) que apagam, mas totalmente..., as pretensões de quem se arroga o dom de prever e escrever com antecipação, e nada fez para corrigir o que previu e escreveu, para que tão decisivamente contribuiu enquanto noutras funções executivas (mais de sete anos de primeiro responsável porque foram dez).
O que está em causa são as políticas, é o funcionamento da economia e, sobre este, muito mais de sete vezes sete anos passaram desde que esse funcionamento foi analisado e escalpelizado, nas condições de então e dinâmicas detectáveis, por um senhor chamado Marx que nos deixou obra (e pistas) para bem acompanhar e transformar a realidade.
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(*) - Esta mensagem foi rascunhada logo a seguir à anterior. Deixámo-la à espera do regresso de um almoço CDU presta contas, em Constância (depois falo disso), para o início de uma tarde e noite de trabalho. Mas, ao voltar a casa, deparou-se-nos uma situação anómala. Nem luz, nem ligações telefónicas, nem net. Nada. Durante horas!, e até desistirmos, desesperados e a reflectir sobre as nossas contemporâneas dependências. Para a cama antes das 23 (!), com a "ajuda" de comprimidos para nos atenuar a irritação (era mais que isso) e... pôr a dormir. O dia parece ter acordado normal (como lá para as 4 da manhã "espreitámos" mas sem força para fazer mais que isso). Bom dia!
