terça-feira, novembro 23, 2010

Greve Geral - 14


Dia de vésperas. De muita expectativa. E trabalho! Tanta coisa a dizer!
Ontem, já a entrar por hoje, os Prós e Contras foram diferentes.
Apesar da mesma condução de sempre, por vezes desastrosa, da "moderadora", disseram-se coisas muito interessantes. Tocaram-se nalgumas feridas!
Porque não se trata do programa televisivo, mas do final desta série sobre a Greve Geral, vou deixar alguns apontamentos suscitados pelo que ouvi e que julgo adequados às intenções destes "posts".

  • Falhanço total da economia liberal, com "emagrecimento" do papel do Estado. Esta verificação, vinda do "lado direito" do painel, vai contra a corrente ideológica dominante. Porque a análise da evolução do funcionamento da economia, desde que com um mínimo de seriedade, a tal obriga.
  • No arrolamento das causas epidérmicas da actual situação, primeiro, o não reinvestimento na economia dos lucros financeiros; segundo, a diminuição da parcela de remuneração ao "factor" trabalho; terceiro, a precarização do emprego.

Daqui resulta uma situação social insuportável - e as perspectivas de vir a ser pior se não se puser um travão ao funcionamento da economia! - e a necessidade de uma resposta muito clara. De uma Greve Geral.

Tocou-se nas feridas.

Mas as feridas, como a febre, têm causas. Profundas.

Não se trata de atacar os efeitos, de ajudar à cicatrização, de fazer baixar a temperatura. Há que ir às causas profundas.

Por isso, uma Greve Geral que é, também - ou sobretudo -, tomada de posição perante o funcionamento da economia e de consciência. Tomada de consciência que é (digo eu) de classe.

No actual estado das coisas, é necessária esta Greve Geral a ser feita também pelos que não são, teórica ou objectivamente, da classe, mas que estão a sofrer as consequências, económicas e sociais, do funcionamento do sistema que os alicia E rejeita. E que, "entre duas cadeiras", na da ruptura e efectiva mudança se terão de sentar se recusarem a alternativa de, por tanto o desejarem, insistirem na procura de subir para a outra cadeira, a do aparente poder (do dinheiro ou do que for), e apenas os esperar, em prazo médio ou curto, estatelarem-se no duro chão das falências e das servidões aos grandes que cada vez menos e maiores serão.

Repegando nas pertinentemente apontadas como três causas próximas (ou epidérmicas, como lhes chamei), falta dar o nome às causas profundas: capitalismo e a(s) sua(s) crise(s)!


  1. a ausência de reinvestimento (quer pelos privados, quer pelo Estado) é o capitalismo às voltas atrás do próprio rabo, incapaz de encontrar saídas, à maneira de injectar mais droga na veia;
  2. a dimuição da parcela remuneratória para o trabalho na repartição dos rendimentos é tentativa do capitalismo de recuperar taxas de mais-valia (seu verdadeiro alimento), através da intensificação da exploração para compensar a baixa tendencial das taxas de lucro;
  3. a precarização do emprego é o esforço de mercadorização da força de trabalho, procurando anular tudo o que sejam conquistas sociais, mormente no que respeita a horário de trabalho e tempo livre, substituído por desemprego como "mercadoria em stock" (o estratégico "exército de reserva laboral").

Mas... basta, por agora, de reflexão de base teórica, tão apelativa e indispensável. Vamos aos piquetes de greve! De acordo com a legislação que resulta da relação de forças ao nível do Estado em que vivemos.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Ainda a manifestação PAZ sim!,NATO não!

Neste documento/testemunho procurei descortinar-me e (felizmente...) não me encontrei, porque éramos muitos e os manifestantes do distrito de Santarém, onde me integrei com toda a disciplina e a responsabilidade que as circunstâncias exigiam, foram dos últimos a desfilar, e com ele desejo terminar as mensagens relativas a esta iniciativa:

Anexo ao "post" das 10.39:

Greve Geral de 24.11 - 13

  • Há quem esteja a fazer contas sobre quanto irá custar a Greve Geral, em números de "quebra da produtividade".
  • Aliás, numa contabilidade de deve/haver, em que se calcula também quanto se economiza em salários não pagos.
  • Foram feitas as contas sobre quanto custaram algumas recentes "tolerâncias de ponto" e folclores com OTAN(sos que nos querem fazer)?
  • E quanto custa, aos trabalhadores, o que aí vem? São de tal modo enormes os números que se duvida da capacidade de certas máquinas calculadoras... E, também, tudo ainda é de difícil previsão.
  • Tudo depende de tudo.
  • Tudo depende do êxito que tiver a GREVE GERAL.
  • Se ela for o êxito que se espera - e para que tanto houve tantos a trabalhar! - muito podem vir a ganhar os trabalhadores com o travão à malfeitorias, muito pode vir a ganhar a sociedade portuguesa pelo grande contributo para as rupturas e a mudança de rumo.
  • A Greve é GERAL. Não é só dos assalariados.
  • É também dos desempregados, dos aposentados, da esmagadora maioria da população (toda ela vítima destas políticas, e não excluo os pequenos agricultores, comerciantes, industriais em desespero na voragem dos grandes grupos financeiros e da especulação).
  • VIVA A GREVE GERAL!

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quem quiser, leia o que escrevi ontem aqui sobre a escalada

Greve geral: Faixa de pano colocada no Castelo de S. Jorge

da LUSA:
Greve geral:
Faixa de pano colocada no Castelo de S. Jorge
com apelo para mobilização
22 de Novembro de 2010, 10:13

Lisboa, 22 nov (Lusa) - Um grupo anónimo colocou hoje, cerca das 10:00, uma faixa de pano no Castelo de S. Jorge, em Lisboa, a apelar para a participação dos trabalhadores na greve geral de quarta feira, constatou a agência Lusa.

"Greve geral contra o roubo dos salários. A luta continua", lê-se na faixa colocada entre duas ameias do castelo, visível a partir da Praça da Figueira.

Os autores da iniciativa identificaram-se como "um grupo de trabalhadores anónimos".
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Esperam-se fotografias!

domingo, novembro 21, 2010

A escalada

Depois da Grécia (do seu governo), e de alguma resistência, a Irlanda (o seu governo) aceitou a "ajuda" UE & FMI. Lá para os 100 mil milhões... para "salvar" bancos, para pagar juros de empréstimos anteriores, para "ajustamentos estruturais". Com o seu quê de desesperos de causa e "soluções"/adiamentos do capitalismo financeiro à escala mundial, à custa dos elos nacionais ou espaciais mais fracos.
Alguém acredita que se fiquem por aqui?
Volta a escrever-se PIGS... Quem de 4 letras tira 2, 2 ficam. De fora ou até quando?
Uma espécie de escalada/charada...

Os olhos enramelados

Num domingo mais ou menos calmo, passei os olhos por algumas reportagens fotográficas de que tenho normalmente em grande apreço.
E retive-me numas tantas fotografias da manifestação de ontem.
Que tristeza!
Os olhos parece que estavam enramelados, os pés a puxar para a bota cardada, a cabecinha para a asneira.

Só viram disto:









não viram isto e coisas parecidas, entre mais de 30 mil que poderiam escolher

a dois dias da Greve Geral - 12

Para ela caminhamos. Para a Greve Geral.

Prevê-se que será uma grande manifestação de força. Da força que temos e, tantas vezes, ignoramos ou desperdiçamos no protesto inconsequente, no desespero ou no gesto solitário e irreflectido. Como foram os sucessivos votos nossos - por aqui, por ali, por além - que foram sendo dados para dar a força a que é nossa aos executores destas políticas. O PSD governou mal, vota-se no PS que vai governar pior; o PS está a fazer-nos isto, vota-se no PSD (se for preciso o PP ajudará, a um ou a outro, sempre disponível para o poleiro) que melhor não fará!

Estes últimos dias são decisivos para a dimensão do êxito da Greve Geral. Há tanto para fazer! Sobretudo chegar às pessoas, procurar esclarecê-las, esclarecendo-nos.

E parece que as notícias vêm dar-nos argumentos para as nossas razões de protestar e de afirmar que há que mudar o rumo, há que impôr uma nova política. No caminho para uma nova sociedade. Sempre no horizonte... embora a distância desse horizonte não seja mensurável. Nem a palmos, nem a passos.

Depois da PT e da Portucel, vem a Jerónimo Martins antecipar o pagamento dos dividendos para fugir ao que foi decidido (pelo PS com o conluio do PSD) sobre o agravamento - para 2011 - dos impostos sobre os lucros! Podemos nós fazê-lo relativamente ao agravamento - para 2011 - do IRS, do IVA e de tudo o resto?

O investimento em Portugal vai baixar, prevê-se. Porque não há quem tenha possibilidades de investir? As notícias dizem-nos que onde os nossos investidores mais colocaram os seus capitais foi na Irlanda (31,1 mil milhões), Espanha (14,5 mil milhões), França (13,9 mil milhões) e - sublinhe-se - nas Ilhas Caimão (12,8 mil milhões), "paraíso fiscal" para onde, só em 2009, foram enviados cerca de 1,6% do nosso PIB, 2,6 mil milhões, para investimentos especulativos.

É o mesmo governo a quem isto parece ser indiferente, este governo que está em funções com a legitimidade de terem sido os nossos votos que possibilitaram o PS (embora sem maioria absoluta) de o formar, para governar em nosso nome. É o mesmo Governo cujo ministro das finanças exorta os privados a fazer o mesmo que ele fez, que baixe os salários!

Há que dizer, de forma muito clara, que não estamos de acordo, que protestemos. Da maneira forte de uma Greve Geral, forma de provar que assim não. Demonstrada pelos que trabalham (e aqui incluo assalariados, trabalhadores independentes, pequenos agricultores, comerciantes e índustriais) e também os reformados, os desempregados, as trabalhadoras "domésticas".

Viva a Greve Geral!




Joaquim Gomes


Nesta hora de despedida e tristeza, a amizade e a homenagem ao camarada!

Para acabar com a NATO (salvo seja e bom seria…)

Houve quem não tivesse ido à manifestação por receio, por medo. Não os/as julgo por isso. Foram permeáveis à tremenda campanha – descarada e subliminar – de criação de ambiente, de intimidação. E, se cada um faz sempre falta onde deveríamos estar todos, quase se pode dizer, face ao êxito que foi a manifestação… que não fizeram falta.
Mas quero acabar com isto da NATO. Com duas estórias de encantar.
  • No meio do cortejo, umas filas à frente, vejo um casal de que gosto muito e que, desde há dois meses, são mãe e pai de uma menina. Quebrei a disciplina que a mim me impusera de, nesta manifestação, ser disciplinado, dominando a vertente convívio e festa, e ultrapassei as gentes que nos separavam e corri a dar-lhes o abraço que se tinha ficado pelo telefonema de contentamento. Então não é que eles tinham levado a menina à manifestação?! Num carrinho todo armadilhado (pacificamente!), cheio de acessórios, a recém-nascida dormia. Apesar disso, apresentaram-me, por uma nesga da cobertura, a Maria da Paz. Regressei ao meu lugar, feliz da vida, mas não resisti a lá voltar, uns metros abaixo, para apresentar a Maria da Paz à minha companheira!


  • O cortejo desaguara na foz dos Restauradores. Sempre muito atento e concentrado, avaliava – à minha responsabilidade... – o que poderia seguir-se e como iria terminar a “grande (e pacífica!) jornada”. Duas miúdas e um miúdo borboleteavam à nossa volta, numa muito alegre e colorida roda viva de entrega de uns papéis. Uma folha A5, toscamente dactilografada e fotocopiada (pelos pais, decerto, que não descuravam a atenta vigilância… a curta distância), com dois textos. Um da Inês, de 9 anos, outro do José Miguel, de 7 anos.

Li-os, numa espécie de encantamento. Àquela que estava mais perto de mim perguntei, “… és a Inês?…”, ela olhou para mim, abriu ainda mais os olhos e o sorriso, e respondeu “… não!, a Inês é a que está ali…”. E foi, a correr, contar à Inês o que lhe tinha perguntado o “velhote de barba branca”. E lá continuaram na tarefa.

Assim ou como se...

No sapo:
«Manifestação Anti-NATO
reúne mais de 30 mil pessoas
na Avenida da Liberdade


Eram esperados 10 mil manifestantes mas protestaram mais de 30 mil pessoas na Avenida da Liberdade contra a NATO, garantiram os promotores da manifestação, reunidos na Plataforma "Paz sim, Nato não!"
O protesto coincidiu com o fim da cimeira da NATO, que decorreu no Parque das Nações durante dois dias e correu de forma pacífica, sem qualquer tipo de distúrbio, apesar dos receios generalizados.
A única ocorrência registada não teve qualquer consequência. Um grupo de anarquistas e de outros activistas anti-NATO foi impedido de entrar na manifestação contra a Aliança Atlântica.
Os elementos do grupo, que transportavam bandeiras com símbolos anarquistas, foram remetidos para a cauda da manifestação e rodeados de dezenas de elementos do Corpo Intervenção da PSP.
No final da manifestação, os discursos foram marcados por uma forte mensagem de apelo à participação à greve geral, marcada para quarta-feira.»


Ou… noutros registos, sobretudo televisivos, como se mais de 30 mil pudessm ser escondidos atrás de uma(s) dezena(s) de desordeiros* e das suas "diabruras".
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* - não se nega a ninguém o direito de ter a desordem na sua cabeça, mas já se nega o direito de que essa desordem seja levada à prática contra o que outros organizaram com muito trabalho e mobilização populares.

sábado, novembro 20, 2010

Palavras novas

Conceito estratégico da NATO - extraTejo
Comentador Santana Lopes - estradista
Súmulas da Cimeira - hipócrise
Reportagens da manifestação PAZ sim! NATO não!* - anarcodiversão e silênciamemte
.
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* - dadas as condições e a indecente campanha anti-campanha, a manifestação chegou a ser surpreendente pela quantidade de manifestantes e pela maneira como foi afirmada a opção pela PAZ.

Pequeno intervalo

Voltei a casa. Depois de 24 horas de ausência que pareceram dias ou semanas.
Cansado?
Um pouco! Mas muito tranquilo e satisfeito.
Enquanto não abro a televisão, concedo-me uma curtíssima trégua. Depois... será a irritação pela desavergonhada versão que nos irá ser transmitida. Pelo que esconderá, pelo que (e como) irá irá ser salientado na "informação" a milhões.
Queixoso?
Mais p'ró carunchoso.
Mas vou recuperar já já dos achaques e dos ataques. A luta não permite tréguas. Apenas pequenos intervalos. Dos que revitalizem.


AS PALAVRAS

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade

Quem é que contamina quem? - Vejamos as coisas ao contrário:

A propósito do euro e da eventual (que vai sendo laboriosamente preparada) saída de alguns Estados-membros (membros de quê?, da UE?, da UEM, de um qualquer “eurogrupo”? ), retoma-se a teoria da contaminação e da pandemia. Depois das sucessivas gripes pandémicas (e patéticas… não fossem os lucros fabulosos que carrilaram para certos grupos e personagens), agora é o aproveitamento histérico dessa imagem da contaminação a propósito das finanças públicas. O putativo ministro das finanças de Portugal já veio transmitir essa mensagem.
Mas quem é que contamina quem? Vejamos o avesso das coisas que estão postas do avesso.
Foi ou não foi a economia portuguesa que foi contaminada?, pela contra-revolução para devolver ao capitalismo este espaço que lhe estava a fugir?, pela “Europa connosco”?, pelas visitas do FMI que vieram fazer ajustamentos estruturais numa economia que – como não foi possível deixar de comprovar – estava muito melhor, com muito mais saúde do que se dizia… apesar de uma boa parte nas mãos do Estado, e este reflectindo uma relação de forças em que os trabalhadores tinham coisas a dizer e a fazer, e diziam e faziam (foi foi por pouco tempo!).
Contaminação houve da economia portuguesa, contaminada pela financeirização, pelos grupos banco-financeiros que tomaram conta de tudo e destruíram a nossa economia produtiva.
Há que descontaminar! Não aceitando ser expulsos - por indeecntes e má figura... - de um núcleo central, comandado por um directório, ele comandado por meia dúzia de grupos financeiros, mas saindo, de cabeça erguida e pelas razões que foram claras na declaração de voto, de 2 de Maio de 1998, dos 3 únicos deputados portugueses no Parlamento Europeu que votaram contra a criação da moeda única, prevendo e prevenindo o que hoje tantos estão a descobrir, aparentemente ou surpreendentemente surpreendidos. Mais uma vez (e muitas mais será!) :
  • «Ribeiro (GUE/NGL). – Senhora Presidente, os deputados do Partido Comunista Português, com a solenidade que a ocasião exigiria, mas que a euforia para impressionar a opinião pública não permite, declaram que:

    - o seu voto é a expressão coerente de uma posição contra este projecto, o modo como foi conduzido e os interesses que serve. Não é um voto contra a estabilidade de preços, o equilíbrio orçamental, ou o controlo de dívidas, mecanismos e instrumentos. É, sim, um voto contra a sua utilização para impor estratégias que concentram riqueza, agravam desemprego, agudizam assimetrias e desigualdades, criam maior e nova pobreza e exclusão social, diminuem a soberania nacional e aumentam défices democráticos;

    - é também um voto contra a formação do núcleo duro para a Comissão Executiva do BCE, privilegiando zonas geográfico-monetárias e partilhando influência entre grandes famílias partidárias, numa evidente polarização do poder na instituição que condicionará todas as políticas dos Estados-Membros;

    - após este passo, continuarão a combater os já reais e os previsíveis malefícios do projecto que integram os mecanismos e instrumentos criados. Procurarão, do mesmo modo, contribuir para que sejam potenciadas as suas virtualidades;

    - lamentam, por último, que o Parlamento tenha perdido a oportunidade para se credibilizar como instituição democrática, por ter cedido à pompa e circunstância de um ritual de homologação ou de confirmação do que lhe foi apresentado.»

A GREVE GERAL para 24.11 - 11

Às condições objectivas para um protesto que não se fique por uma espécie de resmungar perante as inevitabilidades, está a juntar-se, a construir-se, um protesto consequente, de enorme significado, mostrando - antes de tudo a nós próprios, também a todo o País que somos - que o País depende de nós, dos que trabalhamos, dos que consumimos, deos que aqui vivem. Que as políticas que nos atingem têm de contar connosco, que não deixámos a decisão sobre essas políticas num "cheque em bramco" entregue a quem foi eleito para nos representar.

Com muito trabalho, com as organizações a mostrarem a sua capacidade de mobilizar, o balanço está a ser muito positivo.

As expectativas são muito boas quanto às adesões. Mas não se devem colocar muito altas... e nelas repousar.

Nesta recta final, daqui até 24 de Novembro - começando o dia às 0 horas! -, há ainda muito que fazer. E uma das coisas é conhecer bem a legislação, e usá-la.

Os piquetes de greve são muito importantes para esclarecer e mobilizar os que estejam hesitantes até à`última hora, até à entrada no local de trabalho, a ida ao super-mercado, a possibilidade de adiar para 25 "encher o depósito"-

Depois, bem... depois é o dia seguinte. A luta continua nas condições que resultem da Greve Geral!

sexta-feira, novembro 19, 2010

Manifestação PAZ, sim! NATO, não!

Tinha de ser! Estas, sim, espero que sejam as últimas antes de
Repor a verdade!
Comunicado da Campanha “Paz Sim NATO Não”


Face à notícia divulgada pela RTP sob o título «a ordem é de desobediência civil pacífica contra belicismo da NATO», assim como de outras notícias que têm vindo a público e que objectivamente distorcem a realidade quanto à real promotora e organizadora da Manifestação «Paz sim! NATO não!» que se realiza, dia 20 de Novembro, a Campanha «Paz Sim! NATO Não!»:

1 – Denuncia e rejeita qualquer ligação da Campanha «Paz sim! NATO não!» e da Manifestação que convocou, promove e organiza no próximo dia 20 de Novembro, às 15h00, do Marquês de Pombal à Praça dos Restauradores, em Lisboa às denominadas PAGAN, ICC, WRI ou outra qualquer entidade que não integre as organizações promotoras da Campanha «Paz sim! NATO Não!»;
2 – Reitera que o ICC e o seu ramo em Portugal, a PAGAN, não fazem parte, nem têm qualquer tipo de ligação com a Campanha «Paz Sim! NATO Não!» e muito menos integram as organizações da Manifestação «Paz Sim! NATO Não!», de dia 20 de Novembro, em Lisboa;
3 – Repudia a atitude das denominadas PAGAN, do ICC e do WRI, que, numa vergonhosa e deliberada atitude de puro parasitismo político, procuram tentar associar de forma abusiva e inaceitável a Manifestação «Paz Sim NATO Não» às acções que entenderam vir realizar a Portugal, nomeadamente às chamadas «acções de desobediência civil»;
4 – Lamenta que órgãos de comunicação social continuem a dar cobertura a afirmações do ICC, do WRI e da PAGAN que para além de significarem uma deliberada provocação à Campanha «Paz Sim! NATO Não!» faltam comprovadamente à verdade, constituindo uma deliberada campanha de desinformação;
5 – Esclarece, uma vez mais, que discorda e se distancia das ditas «acções de desobediência civil» que mais não visam do que dar espaço mediático a iniciativas e sobretudo a organizações que, ou não têm qualquer implantação significativa na sociedade portuguesa, como é o caso da PAGAN, ou, como no caso do ICC, agem num claro desrespeito pelos movimentos da paz, sociais e populares em Portugal;
6 – Clarifica que a Manifestação «Paz sim! NATO não!» será expressão da longa história e tradição de luta dos movimentos da paz, sindical, social e político portugueses que a convocam, promovem e organizam, agindo em defesa da Constituição da República Portuguesa, que garante a todos os cidadãos o direito de manifestação, sendo neste quadro que realiza as suas acções e que exige e pratica esse direito;
7 – Esclarece, uma vez mais, que a Campanha “Paz Sim! NATO Não!” integra mais de 100 organizações portuguesas e que tem o apoio de mais de 30 organizações de vários países e do Conselho Mundial da Paz, que será expresso, amanhã, num Encontro Internacional a
realizar em Almada, pelas 10h00 no Fórum Municipal Romeu Correia, assim como na participação organizada de dezenas de representantes internacionais na Manifestação «Paz Sim! NATO Não!»;
8 – Clarifica que os partidos políticos que integram as organizações promotoras da Manifestação «Paz sim! NATO não!» são o Partido Comunista Português, o Partido Ecologista «Os Verdes» e o Partido Humanista;
9 – Afirma que pelos dados que tem neste momento está em condições de informar a Comunicação Social que a Manifestação «Paz Sim! NATO Não!» do próximo Sábado será uma grande demonstração de força, combatividade, serenidade, alegria e de luta pela paz por parte do povo português.


18 de Novembro de 2010
A Comissão Coordenadora da Campanha «Paz sim! NATO Não!»

Ditos (muito) populares

Não resisto a ir na "onda" do samuel-cantigueiro (g'anda malha o teu um diz NATO... outro diz esfola!!!):
Quem não tem cão, caça com NATO!!!
a (des)propósito:
NATO que morde não ladra.
quanto mais me dás NATO, menos gosto de ti.
em tempo de NATO, todo o buraco é trincheira.
em tempo de NATO, não se falta a manifestações!

Mais (e talvez últimas) informações antes da manifestação PAZ, sim!, NATO, não!

(Estas informações não se divulgam na comunicação social, ou são deturpadas.
Já pensei propor que alguém as fosse ler enquanto fazia strip-tease (ou algo parecido) no Largo do Carmo ou nos Restauradores... Talvez assim!)
Grande Manifestação
da Campanha «Paz sim! NATO não!»
20 de Novembro, 15h00,
Marquês de Pombal aos Restauradores,
em Lisboa

A Campanha «Paz sim! NATO não!» convocou, promove e organiza uma manifestação dia 20 de Novembro, pelas 15h00, do Marquês de Pombal à Praça dos Restauradores, em Lisboa, para a qual apela à participação de todos os portugueses amantes da paz.
Manifestação cujos objectivos, âmbito e organizador – a Campanha «Paz sim! NATO não!» - foram amplamente divulgados, tendo já obtido um amplo apoio no plano nacional e internacional.
Informa-se, uma vez mais, que a Manifestação da Campanha «Paz sim! NATO não!» é a única manifestação que se realizará dia 20 de Novembro, às 15h00, no Marquês de Pombal à Praça dos Restauradores, onde desfilarão, de forma tranquila e convicta, milhares de cidadãos em defesa da paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal para:
- Expressar a oposição da população portuguesa à realização da cimeira da NATO e aos seus objectivos belicistas;
- Exigir ao governo a retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;
- Reclamar o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional;
- Exigir a dissolução da NATO;
- Exigir o desarmamento e o fim das armas nucleares e de destruição maciça;
- Exigir às autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Carta das Nações Unidas e da Constituição da República Portuguesa, em respeito pelo direito internacional, e pela soberania e igualdade dos povos.
Intervirão no encerramento da Manifestação da Campanha «Paz sim! NATO não!»:
- Helena Barbosa, em representação do Conselho Nacional Preparatório do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes;
- Socorro Gomes, Presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ);
- Graciete Cruz, membro da Comissão Executiva e do Secretariado do Conselho Nacional da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN);
- Rui Namorado Rosa, em nome da Campanha «Paz sim! NATO não!» e Presidente do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC);
- E Maria do Céu Guerra, actriz, que apresentará uma proposta de resolução aos manifestantes;
Outras iniciativas
no âmbito da Campanha «Paz sim! NATO não!
Depois do grande concerto realizado, dia 14 de Novembro, no Porto, onde participaram 800 pessoas, no âmbito da Campanha «Paz sim! NATO não!» serão ainda realizadas as seguintes iniciativas em defesa da paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal:
19 de Novembro
Encontro internacional
«Paz sim! Nato não! – NATO, inimiga da paz e dos povos – Dissolução!»

Encontro Internacional «Paz sim! Nato não! – NATO, inimiga da paz e dos povos – Dissolução!», promovido pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação em colaboração com o Conselho Mundial da Paz, no âmbito da Campanha «Paz sim! NATO não!», onde participarão dezenas de delegados de organizações do movimento da paz ao nível internacional, dia 19 de Novembro, das 10h00 às 17h30, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.
20 de Novembro
Iniciativa pela paz e a solidariedade entre os povos

Manhã de actividades desportivo e culturais promovida pela Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, dia 20 de Novembro, a partir das 10h00, Praça da Figueira, em Lisboa, com: exibição de jogos tradicionais, conjunto de concertinas, conjunto de bombos, conjunto gaiteiros.

Um esclarecimento reiteradamente necessário
A Campanha «Paz sim! NATO não!» não pode deixar de tomar uma posição clara relativamente às continuas e persistentes tentativas por parte de outras entidades – de que a PAGAN é exemplo – de um aproveitamento político oportunista da mobilização popular promovida pela Campanha «Paz sim! NATO não!».
Como anteriormente informado, essas outras entidades não integram a Campanha «Paz sim! NATO não!». De igual modo, nunca tomaram parte nem participaram em qualquer actividade da «Campanha Paz Sim! NATO Não!». Essas outras entidades têm naturalmente toda a legitimidade e possibilidade de convocar e realizar as suas acções, mas não para o mesmo local e dia da manifestação já anunciada e legalmente convocada pela Campanha «Paz sim! NATO não!».
A Campanha «Paz sim! NATO Não!» reafirma a sua rejeição de qualquer tentativa de instrumentalização por parte dessa ou de qualquer outra entidade, nacional ou internacional, da Manifestação «Paz sim! NATO não!». A atitude dessas outras entidades demonstra uma preocupante falta de responsabilidade política e só pode ser lida como uma lamentável tentativa de pôr em causa a natureza, objectivos e características da manifestação que a Campanha «Paz Sim! Nato Não!» está a convocar, para além de constituir um acto de deliberada procura de factores conflituantes.
Rejeitando quaisquer tentativas de associação da Manifestação «Paz Sim! NATO Não!» a qualquer ambiente de tensão ou actos de violência.
A Campanha «Paz Sim! NATO Não!» dissocia-se publicamente e manifesta a sua frontal discordância com as apelidadas “acções de desobediência civil” anunciadas por outras entidades nacionais e estrangeiras – designadamente a PAGAN e o ICC. Tais acções, assentes numa limitada concepção imediatista e mediática, reflectem essencialmente o fraco apoio popular destas organizações em Portugal, não têm em conta as tradições e cultura de luta do povo português e, objectivamente, são contrárias, pelo campo que abrem à especulação e às campanhas sobre um suposto ambiente de tensão, aos objectivos da mais ampla mobilização popular contra a NATO.
A Campanha «Paz sim! NATO não!» foi criada em Janeiro de 2010 e une mais de 100 organizações de um diversificado e largo espectro – entre as quais se incluem movimentos que já de si representam o que de mais rico e abrangente existe em termos de unidade dos trabalhadores e do povo português na luta pelos seus direitos e também pela paz (ver lista de organizações promotoras em anexo) -, testemunhando a abrangência e unidade que caracteriza a Manifestação por si convocada para 20 de Novembro.

A Comissão Coordenadora da Campanha «Paz sim! NATO Não!»
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Organizações promotoras da Campanha “PAZ Sim! NATO Não!”:
A Voz do Operário / Arruaça – Associação Juvenil / Associação Água Pública /Associação Cultural Recreativa Vale de Estacas / Associação das Colectividades do Concelho de Lisboa / Associação das Colectividades do Concelho de Loures / Associação das Colectividades do Concelho do Seixal / Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa / Associação de Amizade Portugal-Cuba / Associação de Estudantes da Escola Secundária Dr. José Afonso – Seixal / Associação de Estudantes da Escola Secundária Emídio Navarro / Associação de Estudantes da Escola Secundária Gil Vicente / Associação de Estudantes da Escola Superior de Arte e Design – Caldas da Raínha / Associação de Intervenção Democrática / Associação de Reencontro dos Emigrantes / Associação de Solidariedade com o País Basco / Associação dos Inquilinos Lisbonenses / Associação Iniciativa Jovem / Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin / Associação Recreativa e Cultural de Músicos / Casa do Alentejo / Centro de Apoio a Idosos de Moreanes / Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça / Clube Estefânia / Clube Recreativo União Raposense / Colectivo Mumia Abu-Jamal / Colectivo Socialismo Revolucionário / Comissão de Moradores do Alto Seixalinho / Comité Nacional Preparatório português do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes / Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional / Confederação Nacional da Agricultura / Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos / Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto / Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos / Conselho Português para a Paz e Cooperação / Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa / Direcção Regional de Setúbal do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local / Ecolojovem – Os Verdes / Escola de Mulheres – Oficina de Teatro / Escolas do Desportivo da Cova da Piedade / Escutismo Alternativo / Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal / Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas / Federação Nacional dos Professores / Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública / Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro / Frente Anti-Racista / Grupo Desportivo Recreativo das Figueiras / Grupo Recreativo Apelaçonense / Grupo Sportivo Adicense / Grupo União Lebrense / Inter-Reformados / Interjovem / Juventude Comunista Portuguesa / Liga dos Amigos da Mina de São Domingos / Movimento de Utentes dos Serviços Públicos / Movimento Democrático de Mulheres / Os Penicheiros / Os Pioneiros de Portugal / Partido Comunista Português / Partido Ecologista “Os Verdes” / Partido Humanista / Planeta Azul – Associação Ecológica Alternativa / Política Operária / Projecto Ruído – Associação Juvenil / Sindicato da Cerâmica do Sul / Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul / Sindicato dos Enfermeiros Portugueses Direcção Regional de Coimbra / Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco / Sindicato dos Professores da Região Centro / Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa / Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos / Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores / Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte / Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira / Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul / Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas / Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa / Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal / Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal / Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa / Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa / Sindicato dos Trabalhadores dos Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Cortumes do Sul / Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul / Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local / Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos / Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário / Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações / Sociedade Filarmónica União Piedense / Teatro Fórum de Moura / Trevim Cooperativa Editora e de promoção Cultural / Tribunal Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque) / União de Resistentes Antifascistas Portugueses / União dos Sindicatos de Aveiro / União dos Sindicatos de Braga / União dos Sindicatos de Castelo Branco / União dos Sindicatos de Lisboa / União dos Sindicatos de Santarém / União dos Sindicatos de Setúbal / União dos Sindicatos do Algarve
União dos Sindicatos do Distrito de Beja / União dos Sindicatos do Norte Alentejano / União dos Sindicatos do Porto / União Local de Sindicatos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal / Universidade Popular do Porto

A GREVE GERAL para 24.11 - 10

Uma Greve Geral é uma coisa muito séria! Sempre.
Numa situação como a que Portugal está a viver (melhor: como os portugueses estão a viver) mais séria ainda é porque o protesto que ela procura representar não se circunscreve a estratos determinados e limitados da população.
Se é certo que a explosão de crise é do sistema capitalista, é também certo que em cada País essa explosão (e a sua persistência) se manifesta de forma diferente porque, na divisão internacional capitalista do trabalho, são diferentes as circunstâncias históricas e os papeis que o imperialismo, com as suas intra-rivalidades e contradições, destina a cada um. E que cada um aceita com maior ou menor obediência, muito condicionada pelas relações de força (de classe) que se verificam.
Seria redutor considerar que as adesões individuais, subjectivas, à greve se fizessem como forma de luta contra o “inimigo” mais próximo, aquele que aparentemente, mas só aparentemente, é o responsável pelas dificuldades que se defrontam: o “patrão”, os imigrantes, os mais velhos (ou os mais novos...), este ou aquele serviço, autarquia, ministério ou até governo.
As causas que estão na origem da situação, as razões da forma de luta de greve geral, o que ela pretende, identificam, em muitos dos seus propósitos e objectivos, propósitos e objectivos de estratos muito diferentes.
Uma Greve Geral, como esta é, também é, antes - na decisão e sua preparação - e na sua concretização, uma tomada de consciência!

Alertados mas MOBILIZADOS - PAZ, sim! NATO, não!

Enquanto almoçava ontem, ter lido isto, o que este energúmeno escreveu, fazendo intencionalmente confusões, anacronismos, perversões, no espaço de meia coluna fascizante que ocupa no Correio da Manhã, daria cabo da refeição seja de quem for. Felizmente tenho o estômago forte.
Mas, confesso, tão primário e violento anti-comunismo é para assustar.
"Eles" são capazes de tudo. Menos de nos intimidar!

Ainda a entrevista

Antes de apagar a luz, ainda queria dizer duas coisas sobre a entrevista que Jerónimo de Sousa (conce)deu à D. Judite de Sousa.
É que é da mais básica boa educação e da mais rudimentar deontologia que o/a jornalista, ao fazer uma entrevista, seja o profissional que vai procurar que o entrevistado convidado explique o que pensa, diga o que acha sobre o que quer que seja que tenha a ver com a sua vida e actividade.
A D. Judite serviu-se, despudoradamente, da oportunidade de ter ali o secretário-geral do Partido Comunista Português para destilar o seu anti-comunismo primário, que não pode extravasar, e daquela maneira, para a sua obrigação profissional de entrevistadora.
Desempregados em Cuba, China, União Soviética e Pacto de Varsóvia, a inquirição/inquisição sobre a(s) moção(ões) de censura, a insistência na completamente falsa (como a D. Judite não desconhece) metodologia eleitoral das presidenciais tal como são no nosso País. Sobre a Greve Geral? Gata em telhado de zinco quente...
Um estendal de agressões (até no tom) e de ausência de respeito (pela profissão, pelo empregador, pelos telespectadores) absolutamente lamentável a que Jerónimo de Sousa resisitiu com um equilíbrio, uma contensão, uma paciência (revolucionária, não é, camarada?) notáveis. E com a Constituição(zinha) da República Portuguesa.
A D. Judite não merece nem o nome (cá por coisas...) nem a profissão que tem!

quinta-feira, novembro 18, 2010

A entrevista...

... conseguiu ser pior que o esperado/esperável. Foi deprimente!
... conseguiu ser melhor que o previsto/previsível. "A paciência é revolucionária"!
.
A "diferença" foi evidente!

... e a China, e os chineses?

... insistia a "gaja" (a "gaja" está a ser agressiva e malcriada!... ouço aqui ao lado?)

Até em boa educação, o Jerónimo teve de dar uma lição a quem pergunta (mais uma vez!) se Francisco Lopes é um candidato "faz-de-conta" (!!!), tendo de explicar tudo o que já mais que explicado foi, e não só não é divulgado como é escondido

Só conseguiremos dever menos...

... quando produzirmos mais...
"E então os 500 mil despedimentos de pessoas em Cuba?", corta ela.
... E o Jerónimo não perdeu a calma!

"Não respondeu à minha pergunta..."

... porque não deu a resposta que eu quero que dê!
Por mais que a serenidade e a paciência de Jerónimo de Sousa desse as respostas que eram as suas e as do seu Partido.

Ex-tractos - 4

Continuando a transcrever extractos:
.
« (...) Depois da resposta à necessidade imperiosa de um crescimento intensivo, quantitativo, tal como no início dos anos 20 para a União Soviética, a grande questão que começou a pôr-se (aos países socialistas) foi a da passagem a uma outra etapa, em que a vertente qualitativa ganhasse maior importância, quer na racionalidade do aproveitamento dos recursos, quer na qualidade dos produtos, com visíveis efeitos nos níveis de vida.
Decerto por isso, as décadas de 70 e 80 foram cruciais. E as opções tomadas e concretizadas, muitas vezes à revelia de afirmações de grande fidelidade aos princípios e valores, ajudarão a compreender muito do que veio a acontecer.
Teria havido "demenos" vigilância revolucionária, de ligação às massas e à sua consciencialização, de reforço da estruturação sócio-política, com particular incidência nos aspectos qualitativos e de racionalidade económica, em coerência com a base teórico-ideológica.
Teria havido "demais" competitividade com o sistema capitalista, num mercado mundial em concorrência, procurando conciliá-la com a afirmação da coexistência pacífica como objectivo sem os mínimos sinais ou garantia de idêntica disposição, no outro lado, de adopção do princípio nas relações internacionais.
Nessa competitividade mercantil, comparavam-se, à revelia de formações sociais qualitativamente diferentes, níveis de vida e salários onde o ensino era gratuito, a educação era gratuita, a habitação era social, os transportes a preços irrisórios, em que os níveis de consumo se deveriam afastar, e até contrariar se aproximando-se, do consumismo, com níveis de vida e salários em que tudo é por estes pago e onde o consumismo impera alimentado pelo crédito, por vezes embaratecido para o estimular, e/ou para compensar o baixo nível salarial. (...)»

(extracto de uma intervenção num seminário)

A manifestação de 20.11 - PAZ, sim! NATO, não! - entre o Marquês de Pombal e os Restauradores

Com militância no movimento pela Paz desde os idos anos 60, com uma actividade mais constante entre 1972, campanha pela paz e segurança europeias, e 1976, no âmbito da criação do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), acompanho com todo o interesse a campanha PAZ, sim!; NATO, não!. Assim, acabo de ler o que se transcreve de um debate na TSF e fico espantado com a manipulação da informação. Transcrevo na íntegra:

«Ana Silva, da Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato, fez questão de dizer que as acções de protesto previstas para o final da semana têm objectivos pacíficos, seguindo os exemplos de Ghandi ou Luther King.
Esta quinta-feira, pelas 18:30 horas, em frente à estação de comboios do Rossio, «durante três minutos, todas as pessoas que se juntarem a esta forma de manifestação» vão simular um "bombardeamento num país qualquer ocupado" atirando-se para o chão, exemplificou.
Esta iniciativa, que não tem autorização do Governo Civil de Lisboa, visa chamar a atenção para os "danos colaterais na indústria da guerra" de uma forma "simples" e "simbólica", acrescentou.
Demarcando-se desta acção, os organizadores da campanha "Paz sim! Nato não!" apostam tudo na manifestação que têm marcada para sábado nos Restauradores.
Filipe Ferreira, um dos promotores, espera ver reunidas milhares de pessoas de todo o país e lamenta que se fale sobretudo dos grupos desordeiros que poderão sair à rua.
"Tem havido um ligar excessivo de casos de violência às pessoas que simplesmente querem usar o seu direito à manifestação, defender a paz e denunciar a Nato enquanto entidade agressiva", denunciou.
Filipe Ferreira não acredita que exista um risco elevado de infiltração de grupos violentos nestes protestos.»
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Ora, é preciso dizer algo mais. A campanha "Paz sim! Nato não!" (bem como a manifestação entre o Marquês de Pombal e os Restauradores)está claramente menorizada, subalternizada, como se fosse uma iniciativa quase individual, de que falou “um dos promotores”, não obstante os esforços deste para valorizar o que representa a campanha.
E importa acrescentar, pelo menos, duas coisas:

  • a campanha Paz sim! NATO não! foi criada em Janeiro de 2010, unindo (em 13 de Outubro) mais de 100 organizações de um diversificado e largo espectro - entre as quais se incluem movimentos que já de si representam o que de mais rico e abrangente existe em termos de unidade dos trabalhadores e do povo português na luta pelos seus direitos e também pela Paz -, e testemunha a abrangência e unidade que caracteriza a manifestação por si convocada para 20 de Novembro;
  • nesta campanha, e como sua organização central, está o CPPC, criado antes do 25 de Abril de 1974, que, tendo desenvolvido abertamente a sua actividade logo após o 25 de Abril, formalizou a sua constituição em 1976: representa a continuidade dos princípios que norteiam o movimento da Paz em Portugal desde os primeiros tempos da sua existência, no início da década de 50; enquanto movimento de opinião pública, o CPPC procura interpretar as aspirações dos portugueses empenhados na luta pela paz, pelo respeito dos direitos humanos e dos povos, pelo desenvolvimento e o desanuviamento, tem tido, ao longo dos anos, um papel primordial em importantes realizações nacionais e internacionais.

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Nada é inocente!

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E ouviram (ou leram) esta importante declaração sobre política externa do candidato Francisco Lopes à Presidência da República ?

Notícias de hoje de manhã

De agorinha:

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou o seu relatório sobre as perspectivas económicas. Para 2011, na economia anuncia-se uma contracção da ordem dos 0,2 por cento para Portugal, acompanhada por um desemprego a crescer mais 0,5 pontos percentuais em relação aos últimos números, passando para 11,4%. A OCDE antevê, para a "zona euro", uma taxa de desemprego de 9,9 % em 2010, que deverá cair para os 9,6 por cento em 2011. A desconvergência de Portugal aumentaria.

As estimativas da OCDE vão ao encontro do já anunciado pelo FMI, e contrariam as previsões do Governo inscritas no Orçamento do Estado para 2011... e as "mensagens de confiança" que servem para justificar a continuidade do mesmo rumo, com o pretexto "patriótico" de evitar a vinda do FMI, enquanto se faz o que ele ordena e se prepara a sua vinda.
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Há que mudar o rumo. A Greve Geral contribuirá para isso. Como um passo, não como solução!

Greve Geral - 9... Cimeira da NATO e candidatura de Francisco Lopes

Uma primeira página que diz (quase) tudo!

quarta-feira, novembro 17, 2010

Breve nota sobre uma grande questão: o desemprego!

Segundo o INE, 10,9% (da população activa), mais de 600 mil portugueses, já superior ao dado sobre desemprego nas perspectivas para o ano de 2011, 10,8%. Antes mesmo das consequências das medidas adoptadas mas ainda não em prática!
Além do sublinhado da importância - económica e, sobretudo, social - deste dado, uma nota técnica que considero relevante.
Em relação ao dado anterior (10,6%), o acréscimo que vejo na televisão é de 0,3%. Está errado. É de 0,3 pontos percentuais (p.p.), o que quer dizer um acréscimo de 2,83% na percentagem do desemprego - (0,3/10,6)*100.
Em relação ao dado homólogo (9,8%), o acréscimo que vejo na televisão é de 1,1%. Está errado. É de 1,1 pontos percentuais (p.p.), o que quer dizer um acréscimo de 11,22% na percentagem de desemprego - (1,1/9,8)*100.

O País está falido? - 4

Nenhuma conversa está acabada. Há sempre algo a acrescentar à última palavra. O que ainda é mais claro quando se faz, da conversa, uma série de episódios e se anuncia um próximo que não aparece. Como foi o caso relativamente a esta conversa (ou desconversa) do país estar falido. Ninguém terá dado por isso… mas eu sinto-me em falta por não ter já publicado o que anunciara.
Depois de alguns textos talvez oportunos devido ao falso “suspense” do voto do PSD relativamente ao OE para 2011, quis eu dizer, na minha…, que um País não é uma empresa, e que os critérios que levam a dizer que uma empresa está falida ou não não se aplicam a um País, nomeada e mormente a Portugal.
É um facto que a situação é muito má, que as perspectivas ainda são piores, o que autoriza, ou ajuda, a compreender o uso de alguma linguagem como essa, mas não autoriza (ou, mais ainda: desautoriza) a que ela seja usada para confundir as coisas, para desresponsabilizar, para bater na tecla da inevitabilidade. Como se não estivessem, por detrás das consequências que estamos a viver e das que nos esperam, opções políticas ao serviço do capital financeiro. O que só não vê quem não quiser. Por uma espécie de cegueira selectiva, ou por preguiça, inércia, comodismo. Até que essas consequências batam fortemente às suas portas. (Também há os distraídos…)
Mas a grande questão que ficou suspensa na última mensagem desta série foi como se sai disto? E essa questão, ou a falta de resposta a ela, leva a muitas das posições que é preciso entender, sem intuitos de julgamento que poderiam estar implícitos no que se vai escrevendo. Muitos dos que, como nós, vêem como estão as coisas e até descortinam quem são os causadores e os beneficiários do “estado de coisas”… não vêem saída. Essa tem sido a grande obra da campanha informativa/ideológica que, além de provocar cegueira e distracção, tem também a vertente da inevitabilidade. De que não há saída!
Nós não pensamos assim.
Mas, além de não pensarmos assim, também sabemos que sozinhos não conseguiremos as rupturas que são necessárias para que os rumos da economia e da sociedade sejam diferentes. E nunca nos arrogámos (desde Marx!) em videntes, profetas ou lá o que for. Queremos conhecer as dinâmicas da História (a que se mede em séculos e milénios e intervir). Por isso… e agora?… que fazer agora, como fazer agora?
Parece evidente, como já se sublinhou, que há um desperdício de recursos nossos, há uma demissão da defesa e aproveitamento de potencialidades nossas, o que resulta de uma atitude criminosa, até porque são desperdício e demissão em benefício privado próprio e de outros, de uma minoria que se apropria do que é fruto de todos os que nos antecederam e dos que nos são contemporâneos. Sempre desvalorizando o trabalho vivo, que está na origem do que foi, e do que é criado, como riqueza. Porque o dinheiro não cria nada, nada produz. Deveria ser um meio de. E é!, mas usado de forma perversa, tomando o lugar das coisas que satisfazem as necessidades. E assim acontece por efeito das relações sociais dominantes, e da relação de forças para que contribuímos. Todos.
Há que pôr Portugal a produzir, há que aproveitar os nossos recursos! Mais, muito mais..., que o défice orçamental, é inaceitável que a organização da economia ao serviço de interesses egoístas provoque o défice alimentar que dá origem aos outros, quando temos o mar, a terra, o sub-solo, o sol, a posição geográfica, os trabalhadores que temos? Pare-se de dizer que somos um País pobre! Somos é um País que não produz porque ao capital financeiro não lhe interessa que produzamos.

Isto anda tudo ligado - da cimeira da NATO às presidenciais

Porque um comentário a uma mensagem me chamou a atenção (obrigado!), parece-me de ligar esta cimeira da NATO - NATO-NÃ(T)O - à nossa Constituição, à Constituição da República Portuguesa, adoptada depois de elaborada por uma Assembleia Constituinte formada por deputados eleitos na eleição com maior participação de sempre em Portugal (8% de abstenção!), e já com várias revisões. E, desta constituição, ligar às próximas Presidenciais, dado o facto de ser dever do Presidente da República, antes de tudo, fazer respeitar a CRP!
Que posição tomaram os candidatos?
Eu só pergunto como é que a cimeira da NATO, com as origens desta organização, sua evolução, sua ingerência nos nossos (e nos de outros) assuntos internos (e tudo o mais), é compatível com a lei fundamental do País.
Mas, como é evidente, não percebo nada disto, mas não abdico do direito cidadão - de todos nós - de ter dúvidas!

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CRP - Artigo 7.º

Relações internacionais

1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.
2. Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.
3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.
4. Portugal mantém laços privilegiados de amizade e cooperação com os países de língua portuguesa.
5. Portugal empenha-se no reforço da identidade europeia e no fortalecimento da acção dos Estados europeus a favor da democracia, da paz, do progresso económico e da justiça nas relações entre os povos.
6. Portugal pode, em condições de reciprocidade, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático e pelo princípio da subsidiariedade e tendo em vista a realização da coesão económica, social e territorial, de um espaço de liberdade, segurança e justiça e a definição e execução de uma política externa, de segurança e de defesa comuns, convencionar o exercício, em comum, em cooperação ou pelas instituições da União, dos poderes necessários à construção e aprofundamento da união europeia.
7. Portugal pode, tendo em vista a realização de uma justiça internacional que promova o respeito pelos direitos da pessoa humana e dos povos, aceitar a jurisdição do Tribunal Penal Internacional, nas condições de complementaridade e demais termos estabelecidos no Estatuto de Roma.

A GREVE GERAL para 24.11 - 8

A Greve Geral de 24.11.2010 é a resposta a uma situação criada por uma política que tem sido prosseguida no quadro de uma evolução interna e internacional em que o País foi perdendo soberania, substituindo a economia produtiva por uma economia sobre-monetarizada e especulativa.
A degradação da situação social foi sendo retardada pela luta social e, artificialmente, por via de recurso a crédito fácil que teria de levar ao endividamento de muitas famílias.
As mulheres sentem particularmente a gravidade da situação social pela persistência de uma discriminação que as atinge, e por uma posição na sociedade ainda refém de resistentes atavismos.
Objectivamente, as mulheres estarão em condições de melhor entenderem a necessidade de um novo rumo para Portugal.
Por isso se espera uma adesão muito forte das assalariadas, das pensionistas, das "trabalhadoras independentes", das reformadas, das chamadas "donas de casa", tão trabalhadoras como as assalariadas ou as "trabalhadoras independentes".

terça-feira, novembro 16, 2010

Cimeira da NATO... vamos lá a ver...

No SAPO:

Cimeira da NATO
Ligações fluviais e Carris vão estar condicionadas (SAPO)
As ligações da Transtejo e Soflusa e da Carris vão sofrer alguns condicionamentos nos dias 19 e 20 de Novembro. Por enquanto, não há indicação de restrições na circulação do metro de Lisboa.

Notícias Relacionadas
Dois detidos na fronteira com armas brancas e panfletos anarquistas (JN)

Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama com cortes por causa da NATO (DN)
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... vamos lá a ver...
O que eu menos gostaria era de contribuir para este ambiente que está a ser criado! Ao nível da histeria...
Apetece ridicularizar e recomendar, por exemplo, que quem tenha de ir a Lisboa nos dias mais próximos não leve corta-unhas, porque isso pode vir a provocar-lhe grossos problemas...
Mas não. Há que, isso sim!, dizer muito seriamente que vai haver uma manifestação, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, e que nada pode desmobilizar entre os que estão convictos que PAZ, sim! NATO, não! E apelar à mobilização para uma grande manifestação pacífica.
Por outro lado, o simples bom senso leva a pensar que a segurança se consegue de outras formas nunca as de prevenção espectacular, ao nível de ensaios, que mais parece estimulante para promoção de um espectáculo!
Quanto às não camufláveis intenções de desmobilizar manifestações pacíficas (pela PAZ) e de abafar a denúncia do que é a NATO - organização criada em 1949 contra o perigo soviético e o Pacto de Varsóvia, que só foi criado em 1954!... e que deixou de existir há mais de 20 anos! - é organização que, sendo do "Tratado do Atlântico Norte" (OTAN), a pretexto dos "direitos humanos" anda pelo mundo todo a espalhar a guerra e a consumir armamento que o complexo industrial-militar produz e de onde os capitais financeiros tiram os seus fartos lucros e dividendos!

No sábado, dia 20, no Marquês do Pombal, às 15 horas!

(eu não levo corta-unhas!)


e terei de voltar a falar disto!

Mais informações sobre PAZ, sim!, NATO, não!


O CPPC, conjuntamente com o Conselho Mundial da Paz, promove um encontro internacional sob o lema «Paz sim! NATO Não! / NATO inimiga da paz e dos povos - Dissolução!», no próximo dia 19 de Novembro, das 10h00 às 17h30, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.
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Este encontro integra-se na campanha «Paz Sim! NATO Não!» e contará com a participação de representantes do movimento da paz de Portugal e também de Chipre, do Brasil, de Espanha, dos EUA, da Grécia, da Sérvia, da Bélgica, entre outros. Estarão em debate temas tão variados como o novo conceito estratégico da NATO, a militarização da União Europeia, a corrida aos armamentos, a ameaça nuclear, a militarização das relações internacionais, as bases militares estrangeiras, as guerras imperialistas no Iraque e no Afeganistão, a agudização das ameaças de agressão no Médio Oriente, na Ásia, na América Latina e em África, o agravamento das despesas militares, e a luta pela paz no mundo e o reforço do movimento pela paz.

Mas o que é isto?

... provincianismo, ausência de confiança em meios discretos e eficazes, cumprimento de instruções/ordens vindas "de fora", intimidação (a quem?)?
Apenas transcrevo:
NATO
Principais acessos a Lisboa encerram no fim-de-semana

(Económico com Lusa)
16/11/10 12:04

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A ponte Vasco da Gama, a Segunda Circular e o Eixo Norte-Sul vão estar encerrados ao trânsito durante algumas horas na sexta-feira e no sábado.

Devido à realização da cimeira da NATO, no Parque das Nações, na sexta-feira, o acesso a Lisboa pelo Eixo Norte-Sul, para quem utiliza a Ponte 25 de Abril, estará encerrado entre as 15:00 e as 16:30.

Como alternativa deve ser usada a saída para Alcântara, estando também livre o acesso para a A5 (autoestrada de Cascais), Amoreiras e Fundação Calouste Gulbenkian (Praça de Espanha), segundo uma nota da PSP.

A segurança da cimeira obrigará também a um corte entre as 10:00 e as 12:00 na Segunda Circular, havendo a alternativa do Eixo Norte-Sul e Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL).

No mesmo dia, a Ponte Vasco da Gama estará encerrada entre as 15:00 e as 16:30 na continuação para a CRIL, IC2 e Parque das Nações, devendo os automobilistas optarem pela segunda circular ou zona ribeirinha.

Ainda na sexta-feira, o IC17 (Buraca/Pontinha) estará encerrado ao trânsito entre as 15:00 e as 16:30, podendo o trânsito ser desviado para a Segunda Circular com acesso pela Calçada da Carriche, dado que a CRIL e o IP7 estarão interditos no mesmo período.

No primeiro dia da cimeira também não se poderá circular, entre as 15:00 e as 16:30, no acesso à CRIL pela autoestrada do Norte (A1), ficando assegurado o acesso à Ponte Vasco da Gama e à Segunda Circular.

O IC2 também estará vedado ao trânsito entre as 15:00 e as 16:30 e entre as 21:45 e 22:45 no acesso que vem da Ponte Vasco da Gama para Lisboa com o acesso ao Parque das Nações.

Consulte a nota de imprensa da PSP

Greve Geral de 24.11 - 7



  1. Ir ou não ir para a rua? Esta é uma questão que se nos põe. Porque há quem confunda Greve Geral com uma manifestação de rua e, muito pior, há quem queira aproveitar a “folga” criada por um “dia anormal” para fazer coisas que fazem nos “dias normais” ou que só não se fazem por falta de tempo…

  2. No plano prático e concreto, “fazer compras”, ou uma ida ao cinema, ou marcar um passeio ou um pic-nic com amigos são um actos efectivamente contrários à greve. Mas fique muito claro que estou a pensar em voz alta e para “consumo interno”, pessoal, com eventual utilidade para conhecimento de outros que queiram reflectir sobre o significado de uma Greve Geral. Sim, porque é coisa que não se faz há 22 anos, e há 22 anos foi em condições bem diferentes. Não pode ser algo banalizável!

  3. Obviamente que há forças a quem interessa desvalorizar o dia “não normal”, torná-lo o menos “anormal” possível no que é e nas suas consequências. Os que querem fazer da Greve Geral uma manifestação de protesto, de massas mas não de rua, sem nada retirar nada à enorme importância dos piquetes de greve e ao seu apoio e reforço.

  4. No dia 24 de Novembro terá de ser dado um sinal muito sério, de luta contra as políticas que têm sido prosseguidas por estes governos PS-PSD-CDS. Terá de ser uma manifestação da força que têm os trabalhadores, os que produzem e consomem, não dos que exploram o trabalho dos outros e dos que especulam.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Os dividendos da PT

A decisão, do Conselho de Administração da PT, de pagar os dividendos aos grandes accionistas antes do fim do ano, e assim evitando os impostos que serão devidos a partir do início de 2011, é verdadeiramente acintosa. E a afirmação do sr. Ricardo Salgado, o do "Espírito Santo", de que não admitia a hipótese de ver os milhões de euros que cabem ao seu banco nessa partilha serem taxados como o irão ser os salários, as pensões, os impostos das pequenas e médias empresas é... despudorada.
Podemos também não admitir a hipótese de que os nossos IRS e IVA, e essas coisas..., sejam pagas em Janeiro? Não podemos antecipar o pagamento desses impostos para Dezembro, para não "apanhar" com as novas taxas?

A talhe de foice sobre a cimeira da NATO em Lisboa

Entre tanta coisa a dizer sobre a cimeira da NATO em Lisboa (e outras coisas...), embora em leitura atrasada, este excelente

À deriva

Em vésperas da cimeira da NATO o país parece uma torre de Babel. Ele são os juros da dívida subindo por não haver orçamento e continuando a subir por haver orçamento; ele é a PSP a dizer estar à espera de «carros com protecção balística» e não de «carros blindados», e o secretário de Estado da Administração Interna, Conde Rodrigues, insistindo que vão chegar «cinco carros blindados», não se sabe é quando.

O caso não é de somenos, não só porque os juros sobem porque não e porque sim – o que leva à legítima questão de saber como raio havemos de satisfazer os «mercados» que segundo a dona Manuela é que mandam –, mas também porque a confusão não ajuda a encontrar o rumo que, dizem-nos, Portugal precisa.

Por exemplo: o que fazer se nos aparecer um (ou mesmo os cinco!) dos tais carros pela frente? Pergunta-se «desculpe, isto é um carro blindado»? E se for um «carro com protecção balística», estar-se-á a ofender alguém? Imagine-se a discussão que daqui pode resultar, se é que os carros chegam a horas para justificar o ajuste directo ditado pela pressa que levou à compra, não se sabe ainda a quem.

Que se trata de um bom negócio garante Conde Rodrigues, explicando que apenas 1,2 milhões de euros são destinados à compra de viaturas, isto é «uma pequena parte dos cinco milhões de euros do investimento total», e contemplando a compra de «45 viaturas de transporte das equipas de intervenção rápida e carros blindados».

«Não há desperdício nem investimento exagerado», assevera Rodrigues, embora não pareça saber muito bem do que fala, o que também não se percebe já que a polícia se refere a carros «resistentes a uma vasta gama de projécteis disparados por armas de fogo», com capacidade para pelo menos oito pessoas, dotados de redes de protecção, equipados com pneus que permitem a marcha do veículo em qualquer circunstância, mesmo depois de esvaziados, com quatro portas laterais e uma porta traseira e com motor a diesel. A falta de informação do governante é tanto mais estranha quanto a PSP afirma que todas as forças policiais urbanas europeias possuem tais viaturas, pelo que, já que o Governo decidiu investir o dinheiro dos contribuintes no material, o mínimo que seria de esperar é que tivesse olhado para o catálogo.

Voltando à hipótese de um encontro imediato com as novas viaturas, os cidadãos podem ainda questionar-se se os respectivos condutores tiveram ou não adequada formação para os manobrar, já que uns dizem que serão idênticos aos usados pela GNR no Iraque (pelo que se supõe que possam vir a ser conduzidos por agentes desta corporação ou, no mínimo, que estes dêem umas dicas aos seus camaradas da PSP) e outros que não senhor, que são diferentes e exigem um período de adaptação e treino. Ou seja: ou os carros não chegam a tempo da cimeira e o problema está resolvido – embora subsista o «pormenor» do preço inflacionado pela urgência da encomenda –, ou chegam a tempo e horas e corre-se o risco de acidentes contra pessoas e bens, o que para viaturas a usar em «acções policiais em bairros problemáticos» é altamente preocupante. E neste caso, como é bom de ver, não passará pela cabeça de ninguém abordar o «blindado» (ou «protecção balística» que seja) para apurar da destreza do condutor. E ainda há quem se espante do País estar à deriva!

Eleições na Grécia

De avante!:

«Primeira volta das regionais gregas
Comunistas, os únicos a subir
A lista «Bloco Popular», apoiada pelo Partido Comunista Grego (KKE), conquistou quase 72 mil novos votos em relação às eleições legislativas de 2009, subindo 3,3 pontos percentuais.

O resultado alcançado pelos comunistas e seus aliados é tanto mais significativo quanto, nesta primeira volta das eleições regionais e municipais, realizada no domingo, foram a única força a subir tanto em percentagem como em votos (ver quadro).

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Com uma taxa de abstenção recorde, na ordem dos 47,5 por cento, o KKE alcançou 10,87 por cento dos votos, isto é mais 3,3 pontos percentuais em comparação com o resultado nacional das legislativas de Outubro do ano passado.

Em relação às eleições locais de 2006, a evolução é ainda mais sensível, já que representa um aumento de mais de 109 mil votos e de 3,6 pontos percentuais.

Inversamente, todos os outros partidos do centro e da direita perderam votos e percentualmente nestas eleições. (...)»

NATO em Lisboa

Encerramento da função pública em Lisboa, 200 julgamentos adiados, jogo de futebol Benfica-Braga protelado, encomendadas quatro viaturas daquelas contra manifestações (e que não deviam ter sido a preço de saldo… e prazo de entrega falhado), simulacros de acções de segurança e repressão, suspensão dos acordos Schengen, uma campanha intimidatória com uso de todas as vias de comunicação (anti-)social: eis a cimeira da NATO em Lisboa (e claro que não é tudo).
Uma mescla de provincianismo com prepotência e incompetência.

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E uma manifestação pela Paz e contra a NATO, no dia 20, do Marquês de Pombal aos Restauradores. A que não se pode faltar!

Greve Geral de 24.11 - 6

  1. Numa destas notas sobre a Greve Geral, já deixei a ideia de que, no dia 24, há muitas maneiras de fazer greve e que, uma das formas como se pode contribuir para que o protesto seja efectivo e traduzido em luta social, é a de não contribuir para consumos que possam levar a dizer que… afinal foi um dia normal!

  2. Um dos indicadores que servem para medir o impacto da greve é, por exemplo, o do consumo de electricidade, ou o de abastecimento de combustíveis. E cheguei a sugerir que não se ouvisse rádio ou televisão. Evidentemente que a sugestão apenas tem alguma esperança de ser acolhida, ou sequer ouvida, por quem deseje dar o seu contributo à Greve Geral.

  3. E até haverá quem nem ao menos pense que há muitas maneiras de fazer greve além de não trabalhar nesse dia.

  4. O que limitaria a adesão à Greve Geral apenas aos trabalhadores empregados.

  5. Mas há a questão da informação.

  6. Então... quem quiser participar na Greve Geral deve ficar cortado da informação, deixa de poder acompanhar a evolução da greve?

  7. Não! Haverá serviços e horários criados com essa finalidade: de informar como está a correr a greve e informar sobre qualquer facto nacional ou internacional relevante.

domingo, novembro 14, 2010

A "ajuda" timorense...

Ele há cada uma!
Hoje, no noticiário, foi esta...
Com o Exmo. Senhor Prof. Doutor Cavaco Silva, mais conhecido por Presidente da República Portuguesa, a aproveitar para dizer, mais uma vez, que ele é que sabe, que até já escreveu livros sobre o assunto, e que já tinha falado com o colega (ou discípulo?) Ramos Horta sobre a hipótese...
Ao fim e ao cabo (dos trabalhos...), na minha ignorância, acho que não não se trata de nenhuma "ajuda" mas de um negócio. De uma aplicação de fundos retirados do petróleo timorense ao juro mais conveniente. Se outras aplicações podem dar 5 ou 6% e se, da aplicação em títulos portugueses, Timor receber um pouco menos de 7%, Timor recebe mais que de outras aplicações e Portugal pagará um pouco menos de juros do que "os mercados" ameaçam...
Estará claro isto que escrevi?

A importância relativa das coisas

Ao olhar para a primeira página dos jornais pode descortinar-se a importância relativa das coisas. Ou que se quer dar às coisas.
Essas primeiras páginas dos jornais são lidas, não direi por toda a gente, mas por muita gente. Por muito mais gente que aquela que lê os jornais.
Depois, cada notícia tem a sua caixa de ressonância, na comunicação social falada (rádio) e na "ouvista" (na televisão). Aliás, uns meios encadeiam-se nos outros, e difícil é dizer qual é que é caixa de ressonância de qual.
Tudo isto porque me chocou a primeira página do semanário de que não só, com os olhos. "lambo as maiores", as da capa, como leio... para tomar o pulso à realidade em que sou uma migalha.



A chamada para a entrevista exclusiva do ministro de negócios estrangeiros, a vermelho e "caixa alta", ocupa quatro vezes o espaço da chamada à notícia de que 10 desempregados perdem subsídio a cada hora, em azul desmaiado e, em letra miudinha de sub-título, "Cerca de 7400 pessoas deixam de receber subsídio de desemprego todos os meses porque o período de atribuição chega ao fim".
Os "tans-tans" das caixas de ressonância apenas ampliam, como é de seu mister, o que já é de tão evidente desproporcionalidade.
A entrevista de Luís Amado tornou-se "um caso". Inocentemente? É evidente que não. O cargo de ministro dos negócios estrangeiros é o que, por definição, dá mais contactos com o exterior, aquele que, devendo ser o intérprete das posições nacionais, mais traz os "recados" dos "colegas" de outros "negócios estrangeiros". E duas coisas sublinho, pela minha interpretação da repercussão que estão a ter as declarações do "nosso" (?) MNE:
  • este governo "já deu o que tinha a dar" às forças dominantes do... "mercado":

  • a "saída do euro" - e não só de Portugal mas de outros países incómodos à "estabilidade monetária" do núcleo central, mormente da Alemanha - prepara-se, com as dificuldades técnicas enormes que essa centrifugação tem.

Quando aos 10 desempregados que perdem o subsídio a cada hora, mais os que, em cada hora, avolumam o número de desempregados com ou sem subsídio, essa é outra história. E, para ela, há outra resposta a dar, que não tem paralelas caixas de ressonância mas que tem de ter outros "tans-tans", os nossos, e para que Greve Geral é uma resposta que tem de ser muito forte.



Greve Geral de 24.11 - 5

VIVA A

Vem alguém e diz-NOS:

  1. Pois! V. está sempre contra tudo.... Este Governo tem de se aguentar com os "mercados" e é a contra-gosto que está a fazer o que tem de ser feito. É obrigado pelos “de fora”, pelos “mercados”. A crise não é nossa. É-nos imposta.

  2. Eu responderia:

  3. Está bem! Quer dizer… não está bem. Tudo o que está a acontecer é por termos sido inserido, por quem nós escolhemos para nos governar, num sistema. Obedientemente, de mãos e pés atados…

  4. Mas não é isso que importa agora, para o dia 24 de Novembro, para a Greve Geral.

  5. Se V. até acha que este Governo é tão vítima como nós que por ele somos (des)governados… faça greve para ajudar esse “seu” governo a fazer frente aos que o estão a atacar.

  6. Já reparou? “Eles”, os “de fora”, mandam… e o governo faz, os “de fora” acham pouco, mandam fazer mais… e ele faz, os “de fora” acham pouco, os “mercados” sobem os juros, passam dos 7% (para lixar o Teixeira dos santos…), para os nos emprestarem dinheiro para nós lhes pagarmos a eles o que eles dizem que lhes devemos. Já viu? Se nós dissermos basta!, o governo terá força para dizer basta!.

  7. Não que eu acredite que ele o faça, mas V. e eu fizemos o que devíamos ter feito. Fizemos greve, dissemos basta!.

  8. Não vai chegar?... Então veja lá onde está o problema. No que vem “de fora”, ou no facto dos “de dentro” estarem com os “de fora”, a fazerem a mesma política contra a qual temos de ser nós – V. e eu – a dizermos basta!.